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2 experimentos sociológicos que mostram o nosso lado mais obscuro

POR Mateus Graff EM Ciência e Tecnologia 23/09/16 às 15h03

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E quem não tem um lado um tanto sombrio? Não que isso seja uma coisa ruim, mas todo mundo guarda ao menos um pouquinho de coisas sinistra dentro de nós. Bom, vocês já fizeram algum teste para saber se vocês são psicopatas ou não? Existem milhares desses testes na internet, e assim como eles, alguns estudos para saber se pessoas poderiam cometer atos ruins já foram feitos durante a história. Já leu nossa matéria com os 7 experimentos médicos mais macabros de todos os tempos.

E se você fosse um coronel nazista e recebesse ordens para matar milhares de pessoas, você cometeria o ato? Provavelmente se você não cometesse, sua vida estaria em risco, e aí, qual a sua reação? Esse é um dos estudos que nós vamos apresentar para vocês na matéria de hoje. Então, caros leitores, confiram agora a nossa matéria com os 2 experimentos sociológicos que mostram o nosso lado mais obscuro:

1 - Rendimento a autoridade

No ano de 1961, um coronel nazista chamado Adolf Eichmann foi considerado culpado por cometer vários e vários crimes. Sua sentença era de morte, no entanto, antes de matar o coronel, ele declarou que tinha simplesmente seguido ordens de seus superiores, mas será que isso poderia ser verdade? Um ser qualquer poderia cometer um crime com a desculpa de estar seguindo ordens?

O psicólogo Stanley Milgram, da Universidade de Yale, realizou uma experiência controversa para encontrar uma resposta para essa pergunta. Alguns professores que eram participantes reais, um estudantes que na verdade eram ator e um investigador foram envolvidos nesse experimento, no qual o professor era o único que não sabia a verdadeira finalidade da investigação.

O investigador encontrou-se com o aluno e os professores, e convenceu todos de que o experimento seria sobre memória e aprendizado. Tanto os professores quanto o aprendiz ficaram separados de maneira que poderiam ouvir um ao outro, mas não se enxergavam. Os professores liam uma pergunta e quatro possíveis respostas, se o estudante errasse, os professores deveriam apertar um botão para dar um choque, que aumentava a voltagem a cada erro. Agora se o aluno acertasse a resposta, o professor passaria para próxima pergunta.

Na verdade, o aluno não estava recebendo choque, os gritos vinham de uma fita gravada que tocava automaticamente assim que o professor acionava o choque. Quando os choques aumentavam, o  estudante batia na parede e pedia para os professores pararem. Nesse ponto, os professores ficavam aflitos e pediam para parar o experimento. A cada vez que os professores indicavam desejo de parar o experimento, um dos responsáveis pelo estudo dizia: "Por favor, continue. O experimento requer que você continue. É absolutamente essencial que você continue. Você não tem escolha, deve continuar." Se depois de todas essas quatro ordens os professores ainda quisessem parar o experimento, ele finalmente acabava.

O resultado? Apenas 14 dos 40 "professores" pararam o experimento antes de administrar "choques" de 450 volts. Apesar de todos os voluntários questionarem o experimento, nenhum deles recusou-se firmemente a parar com os choques antes dos 300 volts.

2 - Você é um psicopata?

O psicólogo da Universidade de Harvard, Joshua Greene, examinou durante muitos anos como os psicopatas lidavam com diversos dilemas morais desse estilo, e também o que acontecia dentro de seus cérebros quando o faziam. O estudo descobriu que existem psicopatas que são profundamente empáticos, mas que, no entanto, destilavam uma classe de empatia mecânica, funcional. "Fria", como a de um botão que ativa uma resposta. Então, vamos conhecer as duas classes de dilemas morais:

1º dilema

O segundo dilema foi proposto pela filósofa Philippa Ruth Foot:

O vagão de trem corre pelos trilhos, e em seu caminho se encontram cinco pessoas amarradas incapazes de escapar. Felizmente, você pode desviar o vagão para outro trilho apertando apenas um botão, mas nesse outro trilho existe apenas uma pessoa na mesma situação que as outras. E aí, você apertaria o botão ou não?

A maioria das pessoas decidiria sem muitos problemas morais com base em uma ética utilitarista, pela opção que mate menos pessoas, certo? Não fazer nada seria ainda pior, e como em vários casos da nossa vida, como na política, por exemplo, a opção é escolher o menos pior.

2º dilema

Já o segundo dilema era da filósofa Judith Jarvis Thomson:

Assim como o primeiro, um vagão de trem segue descontrolado por uma ferrovia onde estão as cinco pessoas amarradas, só que dessa vez, você se encontra em pé atrás de um desconhecido muito corpulento em uma passarela de pedestres bem acima da ferrovia. A única forma de salvar as cinco pessoas é empurrar o desconhecido para os trilhos. Com certeza ele morrerá ao cair, mas seu grande corpo bloqueará o vagão, salvando assim cinco vidas. Você empurraria essa pessoa?

O dilema é o mesmo do primeiro, é melhor matar apenas uma pessoa do que cinco. Porém, custa-nos bem mais empurrar uma pessoa para os trilhos, porque participamos ativamente no homicídio. Por consequência, provavelmente preferiremos não fazer nada e vamos embora para não vermos a tragédia. Agora se você escolheu empurrar a pessoa e acha isso normal, você provavelmente deve ser um psicopata que está a solta por aí.

E aí amigos, já conheciam esses dois experimentos?


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