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5 bizarrices históricas que vão ter surpreender

POR Pietro Bottura    EM Curiosidades      11/11/14 às 18h21
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O mundo é um lugar bastante estranho. Afinal, você já pensou que estamos rodando a mais de 1600 km/h em uma bola de gás, pedra e lava flamejantes, em volta de uma bola de fogo gigante, flutuando num grande vazio espaço sideral junto com outros milhões de planetas e sóis. É, pensando assim, nada é realmente tão estranho, então não existe nenhum motivo para achar que as histórias a seguir fogem da normalidade. Difícil é definir o que é normal...

Pinball, um crime

Com a Lei Seca estadunidense e a repressão aos jogos de azar, 1920 foi uma década onde tudo que funcionasse com uma moedinha e fosse divertido era ilegal. Inclusive os inofensivos pinballs, que se tornaram um símbolo do mal e eram até mesmo destruídas por políticos populistas, mostrando seu poder.

Em 1942, foi oficialmente considerado ilegal em Nova York e banido, ato copiado por diversas outras cidades. Foi somente em 1976, quando Roger Sharpe jogou numa máquina em pleno julgamento, provando que conseguia ganhar inúmeras vezes, que o jogo passou a ser considerado de habilidade e coordenação motora e não sorte ou azar, voltando a ser legalizado. Não que os bares não tivessem, junto com as roletas e caça-níqueis nos fundos, vários modelos das máquinas.

Salto alto masculino?

Esse símbolo da feminilidade pode realçar as pernas de uma mulher e deixá-las da altura dos homens, mas foi originalmente concebido para que homens o usassem. Os primeiros sapatos de salto alto, até onde se sabe, eram usados pelos persas, no século IX. Tinham o salto para ajudar os pés a ficar no estribo dos cavalos, melhorando a situação dos cavaleiros. Entretanto, quando foram até a Europa, em 1599, os aristocratas europeus viram a invenção e logo quiseram copiá-la.




Deixavam os homens mais altos e confiantes, tornando-se um símbolo da nobreza e prestígio social, que serviu para mascarar problemas de estatura de homens como o rei Luis XIV, que tinha apenas 1,62 m, e resolveu o problema literalmente subindo nas tamancas - os saltos tinham até 10 cm!

E não para por aí: pra ter sua versão-assinatura, ordenou que pintassem todos os seus sapatos de vermelho, ordenando que a cor só pudesse ser usada pela nobreza. Por sorte, em 1600 as mulheres começaram a usar também os saltos, buscando igualdade, mas como sempre acabaram dominando o território.

Tranquilão

Sabe aquela soda que era comum há uma ou duas décadas atrás, chamada 7-Up? Pois é, talvez você não saiba, mas a bebida originalmente era chamada Big-Label Lithiated Lemon-Lime Soda (Soda de Lima-Limão Litiada com Grande Rótulo). Além da escolha nenhum pouco comercial, o nome também dava uma pista do que era usado nela: lítio. Sim, o remédio antidepressivo e bastante forte usado por quem tem transtorno bipolar e outros problemas psiquiátricos. Ou seja, assim como a Coca, era originalmente um jeito de ficar "doidão" bebendo refrigerante. Ah, século XX.

Politicamente incorreta

E que tal uma boneca criança que, num passe de mágica, ganha peitos? Essa era Skipper, uma adolescente que foi criada pela Mattel para ser uma criança cuidada pela Barbie babá, em fase de transição entre a pré-adolescência e a puberdade. Entretanto, como você pode imaginar, isso dava uma sugestão bem forte para as meninas, já influenciadas pelo "padrão Barbie" (preciso falar das Barbies humanas de hoje em dia?).

Portanto, além de ser estranhamente sexual para a época, quando seios e qualquer outro detalhe sexual do corpo feminino eram um forte tabu, a invenção acabou sendo polêmica. Especialmente quando foi lançada uma versão sucessora, chamada "Hot Stuff Skipper", algo como "Skipper Negócio Quente", algo provavelmente impróprio para crianças já obcecadas em parecer peitudas.

Passarinho, que som é esse?


Mas, como sempre, o melhor fica pro final: você sabia que existe uma linguagem feita unicamente de assobios? Chama-se Silbo Gomero, e é falada assobiada em La Gomera, nas Ilhas Canárias. Era mais comum antes da colonização espanhola, que difundiu o idioma no local, mas, por sorte, é até hoje mantida como tradição histórica regional.

Supõe-se que tenha sido inventada pelos aborígenes Guanches, que a mesclavam com algumas poucas palavras, utilizando-se das altas altitudes e do terreno montanhoso, que fazia com que os assobios pudessem ser ouvidos a até 3 km de distância - quase um telefone natural.

Se você gosta de coisas bizarras, leia essa e essa aqui também - não leia a segunda se estiver comendo ou tiver estômago fraco...


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Pietro Bottura
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