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5 experimentos menos éticos da história da medicina

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      08/01/20 às 15h46

Praticamente todas as profissões possuem o seu código de ética. Na medicina, esse "livro de regras" é essencial, uma vez que envolve vidas humanas. Ainda assim, ao longo do tempo, os profissionais andaram em uma linha muito tênue, entre o ético e o anti-ético. Em alguns momentos, pontuais, buscou-se conhecimento e respostas, através de meios duvidosos. Alguns, nada éticos.

A ciência e a ética parecem sempre ter batido de frente, uma com a outra. Mas não se pode negar que algumas descobertas foram feitas com experimentos, um pouco sem ética, digamos assim. Mostramos aqui alguns dos experimentos menos éticos da história da medicina.

1 - Disseminação de centenas de crianças

A jornalista, Eileen Welsome, descobriu o que ela chamou de "Arquivos de Plutônio", nos anos 1990. Eles eram documentos de uma vasta conspiração que os EUA fizeram em sua maior parte dos anos 1940 e 1950 experiências involuntárias de radiação em cidadãos que não estavam cientes.

O primeiro foi feito com as pessoas que participaram do Projeto Manhattan. Ao todo, 18 pessoas tiveram  doses de plutônio-238, que é a substância radioativa mais mortal da Terra. Teoricamente, todos esses homens, mulheres e crianças já estavam terminalmente doentes e iriam morrer com ou sem esse plutônio.

Entre 1945 e 1953, o MIT fez uma série de experimentos tão cruéis, quanto à injeção de plutônio. Os experimentos foram sancionados pelo governo e eram totalmente antiéticos contra crianças. Elas eram alimentadas com cereais contaminados que rastreavam como seus corpos absorviam os nutrientes. As crianças eram do Walter E. Fernald State School, em Massachusetts, um instituto para meninos com problemas mentais.

As 74 crianças não sabiam que estavam participando de um experimento. E o mais preocupante, foi que o experimento foi patrocinado pela Quaker Oats. Eles até deram o cereal contaminado e pretendiam usar os resultados, em uma campanha publicitária.

2 - Terapia de sono por eletrochoque

Entre 1960 e 1970, o médico australiano Harry Bailey queria desenvolver um procedimento, chamado terapia do sono profundo. O médico queria colocar os pacientes em um coma induzido, por duas semanas, com produtos químicos.

E para trazer os pacientes de volta para a realidade, ele daria choques neles, para religar o subconsciente de cada um. Bailey fez essa terapia eletroconvulsiva, sem usar relaxantes e anestésicos e fez com que seus pacientes convulsionassem. Alguns se debatiam com tanta força, que eles vomitavam mesmo estando inconscientes. E quando ele matava seus pacientes, ele falsificava os atestados de óbito.

Os que conseguiam sobreviver dessa terapia, acabavam tirando suas próprias vidas, para fugir das memórias de seus pesadelos de quando estavam no "tratamento".

3 - Separação de gêmeos

Quando Robert Shafran foi para a faculdade ele esperava ter grandes revelações. Mas o que ele não esperava era encontrar ele mesmo, ou melhor, seu gêmeo Edward Galland. A foto dos dois acabou saindo no jornal e chocou  David Kellman, que se viu duplicado na foto.

Os três homens eram trigêmeos que tinham sido entregues para adoção quando pequenos. Um tinha sido adotado por uma família rica, outro por uma de classe média e outro por uma de classe trabalhadora.

Os irmãos se reuniram aos 19 anos e descobriram que sua separação não tinha sido um acaso, mas sim uma conspiração. Eles eram um, de vários grupos de irmãos judeus, que tinham sido parte de um experimento psicológico. Eles foram estrategicamente separados, como parte de um experimento psicológico sobre natureza versus criação.

O experimento foi pensado pelo psiquiatra austríaco, Peter Neubauer. As crianças foram monitoradas na infância, para avaliar os diferentes tipos de criação e o que a renda iria mudar nos filhos. Pelo pouco que se sabe sobre a pesquisa, ela foi totalmente inconclusiva.

4 - Tratamento de órfãos saudáveis como doentes mentais

Por metade do século XX, Quebec passou por uma época de barbárie, quase medieval, feita por seu próprio primeiro-ministro, Maurice Duplessis. Ele era um fanático conservador, que não deixava as mulheres irem para a faculdade. Ele pensou que maltratar órfãos podia ser uma moeda bastante valiosa para o país.

Basicamente, com a ajuda de Duplessis, Quebec viu uma forma de conseguir dinheiro do governo federal. Eles viram que os subsídios de instalações de saúde mental eram duas vezes mais altos, do que os dos orfanatos. Então, o governo pegou os órfãos e os "transformou" em pacientes com problemas mentais.

Milhares de crianças, perfeitamente sãs, foram classificadas como doentes mentais, para que o país conseguisse lucros maiores. Eles foram jogados em enfermarias, onde foram abusados, drogados, eletrocutados e estuprados pelos sádicos funcionários do lugar.

5 - Tortura de pessoas

No começo da Guerra ao Terror, o governo Bush quis justificar o uso do interrogatório aprimorado, tendo a presença de um profissional de saúde mental nas sessões. E quando a CIA os torturava, tudo estava perfeitamente legitimado.

Mas o governo não teve muita sorte com os psiquiatras e viu seu aliado na Associação Americana de Psicologia, que tinha fortes laços com o Departamento de Defesa. Em 2005, quando a APA foi confrontada, ela disse que seus membros estavam ali, não para praticar torturas, mas sim para impedi-las.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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