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5 histórias de cães fiéis que são de partir o coração

POR Jesus Galvão    EM Mundo Animal      28/02/18 às 12h04
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Existe carinho mais gostoso do que chegar em casa e ser recepcionado por seu cãozinho? Os cães são fieis aliados e tem nos acompanhando ao longo da história da humanidade. O momento exato em que essa união se estabeleceu não é bem esclarecido pelos historiadores.

O melhor amigo do homem é descendente dos lobos, e mesmo ainda carregando em seu DNA e 98% das características de seu parente mais selvagem, com o passar do tempo, os cães foram se adaptando a vida com os humanos. Hoje se tornaram companhias inseparáveis em muitos lares pelo mundo afora. Pensando nisso, nós da redação da Fatos Desconhecidos trouxemos algumas histórias de cães e seus donos que vão encher seu coração de puro amor. Confere aí!

1 - Greyfriars Bobby

Em um passeio por Edimburgo, na Escócia, você pode vir a se deparar com a estátua de bronze de um cãozinho da raça Skye Terrier chamado Bobby. Seu dono, John Gray, trabalhava como vigia noturno, desde o ano de 1850. Bobby era seu fiel escudeiro, não sendo difícil encontra-los juntos fazendo a ronda pelas antigas ruas da cidade.

Os anos se passaram, e a amizade e parceria se fortaleceram. Em 15 de fevereiro de 1858, John faleceu devido à complicações de uma tuberculose. Ele foi enterrado no cemitério de Greyfriars Kirkyard. Para aqueles que acreditavam que a amizade teria um fim, foram surpreendidos. O pequeno animal se recusou, apesar dos esforços dos funcionários do cemitério, a deixar o túmulo de seu falecido dono. Com o passar dos dias isso atraiu a atenção dos moradores da cidade.

Mesmo sobre péssimas condições climáticas, o animal não abandonava o local. Isso perdurou longos 14 anos, quando em 1872, o cão veio a falecer. Uma estátua foi construída no local, para homenagear o cãozinho, e também para representar o amor e a lealdade do animal para com seu dono.

2 - Hachiko

Em 10 de fevereiro de 1923, o professor da Universidade de Tóquio, no Japão, Hidesaburo Ueno dava inicio a uma história, que posteriormente seria conhecida em todo o país como: "A historia do cão mais fiel do mundo". O cão da raça Akita, nomeado Hachiko, foi recebido na residência do professor, que morava em Shibuya, próximo de uma estação de trem, que serviria de cenário para toda a história um pouco mais tarde.

Todos os dias quando o professor se deslocava até a estação para tomar o trem até seu local de trabalho, Hachiko religiosamente o acompanhava, voltando no final da tarde, para recepcioná-lo quando o mesmo voltasse e assim poderem juntos retornar para casa. Um dia, porém, Hachiko aguardou por horas e seu dono não voltou. O professor havia falecido durante uma palestra que havia ido ministrar naquele dia.

Após o velório do professor, como se não acreditasse na falta de seu dono, Hachiko voltou a esperá-lo todos os dias na estação, como costumava a fazer quando Hidesaburo Ueno ainda era vivo. Os anos que se passaram, até que 08 de março de 1934, dez anos após a morte de Ueno, Hachiko foi encontrado morto na estação em que ele fielmente aguardava o retorno do seu grande companheiro.

Uma estátua em homenagem ao fiel cãozinho foi erguida na estação de Shibuya, e que permanece aberta a visitação até os dias atuais. A história de Hachiko também foi contada nos cinemas, e em 2009 uma versão norte-americana chamada "Sempre ao seu lado" foi lançada, estrelada por Richard Gere, emocionando muitos expectadores além das fronteiras orientais.

3 - Gelert

Conta a lenda que por volta de século XIII, o último príncipe do Páis de Gales, Llywelyn, era um caçador ávido, e possuía naquele tempo, muitos cães de caça. Um desses animais era o seu preferido, Gelert. Ao sair para uma de suas aventuras, o Príncipe convocou seus cães para lhe acompanhar, porém, Gelert não compareceu, e como ele não poderia esperá-lo, partiu sem a companhia do animal.

Ao retornar da caçada, Llywelyn foi recebido por Gelert com a boca coberta de sangue, o que o fez imediatamente pensar em seu pequeno filho. E ao se deparar com o berço do menino completamente destruído, uma certeza lhe tomou a razão: o sangue no animal era de seu filho. Sem muito raciocinar, o herdeiro do trono sacou sua espada e num golpe carregado de desespero matou o animal.

Quando já não esperava, Llywelyn ouviu o choro do pequeno bebê que estava caído embaixo de seu berço, e ao seu lado o corpo ensanguentado e sem vida de um lobo. Só aí o príncipe percebeu que havia cometido um grande erro. Gelert não só havia enfrentado o lobo, como havia salvo a vida do filho de seu amado dono. Então, como forma de homenagear seu valente companheiro, Llywelyn resolveu dar ao cão um funeral público, onde todos pudessem conhecer sua história de bravura e lealdade.

4 - Waghya

No século XVII, na Índia, um guerreiro chamado Chhatrapati Shivaji Maharaj, era conhecido e considerado um grande herói por seus grandes feitos. Porém, muitos contestavam que ele não poderia levar todos os créditos, pois, em sua companhia estava o sempre fiel e bravo cão Waghya.

Até onde se conhece, o cão passou muitos anos ao lado de Shivaji, e quando o guerreiro faleceu, teve seu corpo cremado em uma grande pira, como parte do ritual funerário. Contam que durante a cerimônia, enquanto ainda estava acesa as chamas que consumiam o corpo de Shivaji, Waghya saltou para junto de seu falecido companheiro, sendo o motivo que levou à morte do corajoso animal.

Em memória do grande guerreiro foi construído um memorial para que todos pudessem se lembrar de suas conquistas, e em consideração ao pequeno companheiro de Shivaji, assim também o fizeram para homenagear Waghya. Uma estatua do cão foi erguida no local, que perdurou até o ano de 2012, onde um grupo com cerca de 70 pessoas em protesto a veracidade da história, derrubou a imagem, a qual nunca foi restituída.

5 - Kostya

Na cidade de Togliatti, localizada as margens do Rio Volga, na Rússia, no ano de 1995, os habitantes daquele município começaram a perceber a estranha movimentação de um cão da raça pastor alemão, em uma das estradas que cruzavam a cidade. O animal desorientado perseguia os carros, como se estivesse a procura de alguém. Apesar dos esforços dos moradores de encontrarem um novo lar para o animal, ele sempre voltava para a mesma estrada e repetia o estranho comportamento.

Após algum tempo de investigação, descobriram que o cão aguardava no local onde acontecera um acidente de carro, envolvendo seus antigos donos. Então passaram a compreender que o comportamento de outrora, na verdade, era sua busca desesperada de voltar para sua família, por isso passaram a lhe chamar de Kostya, que em russo significava: Fiel.

Sete longos anos se passaram, e Kostya permanecia em sua busca incessante, até o dia em que foi encontrado morto nas proximidades da estrada. Sem sinais que atestassem outros motivos, acredita-se que o animal tenha morrido de causas naturais. Em homenagem ao animal, foi erguida uma réplica em bronze de Kostya, e hoje o monumento atrai muitos casais de namorados e recém-casados que vão até local em busca de bençãos para suas uniões.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem com a gente aí pelos comentários!


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Jesus Galvão
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