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5 momentos históricos que todo mundo visualiza da maneira errada

POR PH Mota EM História 25/08/16 às 18h57

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A cada minuto, hora, dia ou ano que vivemos, a história está sendo construída. Com os nossos ancestrais, o processo era o mesmo, mas como não vivemos a época, temos que nos contentar com os documentos históricos e os resultados de pesquisas de arqueólogos, cientistas e especialistas.

Outro recurso normalmente utilizado para a educação sobre o passado são filmes e livros que relatam episódios históricos. Apesar disso, nem tudo o que aprendemos nos livros, filmes ou até mesmo na escola nos ajudam a ter a imagem mais precisa do passado. Nós visualizamos monumentos, hábitos, cenários ou batalhas incríveis com base nas referências que temos, nem sepre corretas.

Estes são alguns dos fatos que você com certeza aprendeu e acreditou a vida toda, mas não funcionaram bem assim no passado.

1 - Batalhas medievais épicas eram raras

Não que elas nunca tenham acontecido, mas as batalhas medievais que estamos acostumados a ver em filmes e seriados não eram comuns. O famoso conquistador Ricardo Coração de Leão, por exemplo, lutou apenas três batalhas durante toda sua vida; enquanto Henrique II, um dos maiores líderes da França, lutou apenas uma.

Mesmo as gigantes batalhas, como a de Batalha de Agincourt durante a Guerra dos Cem Anos, serviam como prévia para cercos que durariam anos. A realização de um cerco era a estratégia de guerra mais comum na época. Exércitos acampavam ao redor de um castelo ou cidade inimiga por meses ou anos, até que seu povo ficasse sem comida e se rendia.

As grandes batalhas ganharam destaque justamente por serem raras. A maioria dos exércitos preferia investir em estratégias que não envolviam colocar seus homens em risco, já que manter guerreiros de qualidade custava muito. Nas raras ocasiões em que essas batalhas aconteciam, os exércitos não atuavam como vemos nos filmes. Batedores e espiões eram utilizados para rastrear os inimigos e informar suas posições e estratégias para garantir vantagem durante a guerra. Os comandantes tentavam esconder seus exércitos e podiam passar dias ou meses estudando os adversários.

2 - Grã-Bretanha nem sempre foi uma ilha

Durante o fim da última Era do Gelo, há 12 mil anos, o que nós conhecemos hoje por Grã-Bretanha formada uma península no continente europeu. Entre os territórios que hoje conhecemos como o continente principal e as ilhas existia uma terra conhecida pelo nome de Doggerland. Cientistas e arqueólogos têm tentado recriar um mapa 3D da terra perdida que ficou submersa com o tempo. As pesquisas também utilizam amostras de DNA para conhecer as pessoas que habitavam a região.

Quando os blocos de gelo começaram a derreter o nível do mar subiu, Doggerland começou a ficar submersa. Em 7.500 AC, um grande desmoronamento na costa da Noruega criou um tsunami que ajudou a afundar a terra ainda mais. Por volta de 6.000 AC, ainda havia pessoas na região, mas começaram a se mover para as terras que viriam a se tornar a Holanda e a Grã-Bretanha. Cerca de mil anos mais tarde, Doggerland finalmente despareceu por completo.

3 - Stonehenge era parte de um conjunto de monumentos

Descobertas recentes apontam que o Stonehenge está localizado numa região com pelo menos outros 17 templos Neolíticos construídos. Em 2014, um time de arqueólogos concluiu um rastreamento que durou quatro anos e descobriu rastros de madeira, pedras e fossos espalhados pelo local, incluindo algumas com o mesmo padrão percebido em Stonehenge.

Com base nisso, a pesquisa concluiu que Stonehenge não era apenas um local de cerimônias isolado no local, mas sim o centro de um grande complexo de rituais num raio de quilômetros. O fato de seus criadores não terem deixado nenhum registro escrito sobre a função do monumento pode nos deixar especulando até a eternidade, mas ao menos as pesquisas são capazes de nos oferecer pistas.

4 - A Floresta Amazônica abrigava cidades gigantescas

É fácil pensar que no meio das impenetráveis vegetações da Amazônia sempre viveram tribos primitivas, pois é o cenário atual de parte da região. Apesar disso, arqueólogos acreditam que a floresta abrigava vívidas metrópoles com população de até 50 milhões de pessoas. Evidências recentes sugerem que por volta do fim do século 15, as civilizações da Floresta eram tão desenvolvidas como as da Europa.

Na época, áreas gigantescas foram desmatadas para estabelecer plantações e construções e a floresta que vemos hoje poderia ser o resultado do renascimento de plantas na região. Quando os europeus chegaram no local, a maioria dos habitantes do local foram exterminadas pelas doenças e pela violência dos colonizadores. Com o abandono das terras, a natureza deu um jeito de se recompor e tomar conta da área, que ficou habitada apenas pelas tribos menos desenvolvidas.

5 - Homens das Cavernas era mais espertos do que você imagina

Primeiramente, já é bom deixar claro que é bem provável que eles nem mesmo vivessem nas cavernas. Os primeiros arqueólogos chegaram a essa conclusão quando começaram a encontrar ossos, objetos e pinturas rupestres nas cavernas. Apesar disso, os pesquisadores modernos encontram evidências de que eles viviam em ambientes muito distantes das cavernas e acreditam que elas não eram utilizadas como residência, mas como covas e espécies de cemitérios dos povos.

A respeito da inteligência, arqueólogos também acreditam que os neandertais utilizavam métodos bem desenvolvidos para enganar os mamutes e induzi-los a cair em armadilhas. Isso provaria uma incrível capacidade de comunicação e planejamento entre os seres. Com toda essa inteligência, é improvável que eles se comunicassem com rugidos ou palavras simples. Nossos ancestrais de 15 mil anos atrás tinham um sistema de linguagem desenvolvido com quase o mesmo número de palavras que usamos hoje.

Você já conhecia a verdade por trás de algum desses fatos? São realmente chocantes e mudam completamente a visão de tudo o que sempre acreditamos sobre o passado. Qual dos fatos mais te impressionou? Deixe a sua opinião nos comentários.


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PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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