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5 passos para conseguir memorizar qualquer coisa

POR Bruno Dias EM Curiosidades 16/07/20 às 15h02

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Por muitos séculos, o homem lutou para compreender como funciona o armazenamento de nossas memórias em nosso cérebro. Entretanto, quanto mais descobrimos e conforme as tecnologias foram avançando para nos ajudar nesse processo, mais evidente se tornou a estranheza de como funciona a memória.

Existem aquelas pessoas que têm uma memória muito boa e aquelas que reclamam de sua memória ruim. Quem tem memória ruim, tem dificuldades em guardar coisas em sua mente sendo as mais variadas coisas. Desde datas, listas de compras, matérias de provas. Felizmente, com a técnica certa, é possível fazer com que essas pessoas se lembrem do que quiserem.

Hoje, é mais fácil as pessoas ficarem dependentes dos seus smatphones para se lembrarem das coisas. Mas segundo Nelson Dellis, Campeão da Memória dos EUA quatro vezes e Grande Mestre da Memória, isso não é preciso.

De acordo com Nelson, com um pouco de aplicação todas as pessoas podem melhorar a própria memória. Mostramos aqui os cinco passos para conseguir lotar o cérebro com informações úteis.

1 - Comece com imagens fortes

Para começar com uma memorização simples pense nas sete maravilhas do mundo. Nelson indica que para memorizá-las melhor, a pessoa transforme cada uma delas em uma imagem mental simples, estranha e fácil de lembrar. Como por exemplo, a Grande Muralha da China pode ser imaginada como somente a imagem de uma parede.

"Usar imagens mentais suculentas como essas é extremamente eficaz. O que você quer deve fazer é criar grandes memórias multissensoriais", afirmou Julia Shaw, pesquisadora em psicologia da University College London e autora de dois livros sobre memória.

As imagens mentais têm que ser criadas para que a pessoa possa quase cheirar, passar a mão, sentir e ver. Tudo para que elas sejam o mais marcante possível. Segundo estudos do cérebro, a amígdala, parte reptiliana primitiva e emocional do cérebro, impulsiona várias partes do cérebro para armazenar memórias. Por isso, aquelas que causam emoções fortes tem uma probabilidade maior de serem fixadas.

2 - Coloque as imagens em um local

Depois disso, Nelson propõe que a pessoa coloque as imagens em algum lugar que elas conheçam bem. Por exemplo, ele coloca as sete maravilhas do mundo em sua própria casa. Como por exemplo, logo na entrada, tem um muro alto que representa a Muralha da China. Ele diz que imagens estranhas são as melhores e mais marcantes.

Essa técnica se chama "Palácio da Memória", e Nelson diz que é ótima para lembrar coisas em uma determinada ordem. Ela relaciona o que a pessoa tem que lembrar com um lugar real e bastante conhecido.

Os estudos mostraram que as pessoas que tentam memorizar coisas usando essa técnica tem uma atividade mais intensa na região occipitoparietal do cérebro. Isso é uma indicação de que a técnica também ajuda outras áreas do cérebro que são usadas por outros sentidos.

3 - Manter atenção

Memorizar as sete maravilhas do mundo é uma coisa simples. Mas agora quando se precisa memorizar coisas maiores e mais coisas a motivação necessária para isso tem que ser maior. Para isso, Nelson sempre repetia para si o mesmo mantra. "Quero memorizar isso, quero memorizar isso", repetia ele. Essa pode parecer uma frase simples, mas ela mantinha a atenção dele no objetivo.

4 - Dividir as coisas

Quando se tem que memorizar coisas grandes, como por exemplo nove baralhos, é recomendável separar os itens em blocos pequenos. Fazendo isso fica mais fácil de lembrar as coisas. Nelson diz que é fácil lembrar e associar palavras porque elas chamam imagens mentais.

5 - Revise

Depois que as imagens mentais já foram classificadas e colocadas em ordem no palácio mental, o que resta é passear pelo palácio com uma certa frequência. E fazer isso, serve para ter certeza que as imagens não sairão da cabeça.

Segundo Shaw, a maior parte das nossas memórias não vão para o armazenamento de longo prazo. Por isso é fundamental que se revisite as memórias de curto prazo para que elas se transformem em memórias de longo prazo.

É basicamente praticar, revisar e repetir.


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Bruno Dias
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