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5 realidades obscuras que os garimpeiros de Serra Pelada sentiram na própria pele

POR PH Mota    EM História      02/05/16 às 20h03

Ná decada de 80, o Brasil viveu um período de intensa corrida do ouro com a mineração na Serra Pelada. Atual município de Curionópolis, no Pará, a região foi invadida por milhares de garimpeiros que queriam encontrar suas pedras de ouro para enriquecer rapidamente.

Apesar da exaltação do período em alguns relatos históricos, quem viveu a realidade do trabalho na Serra Pelada se deparou com problemas e uma realidade não tão promissora e repleta de riquezas. Fora dos poucos que conseguiram fazer uma fortuna com a mineração, estavam os garimpeiros que sofriam com pouca estrutura e sofreram com os efeitos após o fim do garimpo.

Sendo assim, nós separamos uma lista com alguns dos problemas vividos por quem trabalhou na Serra Pelada durante a corrida do ouro vivida intensamente no Brasil de 1980 a 1992.

Transtornos psiquiátricos

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Como parte do Programa de Desenvolvimento Econômico e Social da Serra Pelada, implantado em 2002, médicos passaram a prestar atendimento de saúde, incluindo psiquiatria, à população que passou pelo garimpo da Serra Pelada. Segundo relatórios do médico Carlos Eduardo Corbett, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, foram diagnosticados uma série de transtornos como depressão, ansiedade, deficiência mental e transtorno psicótico.

Trabalho infantil

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Conforme relatou o garimpeiro Etevaldo Arantes ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do Paraná, em razão da proibição do trabalho de menores de idade, os adolescentes faziam o percurso até o garimpo pela mata, clandestinamente. Aos 16 anos, Etevaldo conseguiu o seu primeiro documento, a carteirinha do garimpo, antes mesmo de ter um registro de identidade. Saiba mais sobre os 7 trabalhos infantis mais perigosos do mundo.

Tráfico de bebidas

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Apesar da proibição de bebidas alcoólicas na Serra Pelada, contrabandistas vendiam cachaça trazida da cidade para o garimpo, onde a mercadoria era trocada por ouro. Se a polícia pegasse um garimpeiro com garrafas ilegais, elas eram quebradas na cabeça do detido. Além disso, quem bebia era obrigado a desfilar na rua com o cabelo cortado só de um lado e a se apresentar todos os dias ao fim da tarde como bêbado e imprestável.

Revoltas e rebeliões

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Quando o governo federal quis fechar o garimpo, em 1982, o povo da Serra Pelada se rebelou destruindo cartórios nas cidades próximas. Além disso, diretores da Vale e um major da polícia foram mantidos reféns durante as negociações para retomar o garimpo. A partir daí, o governo passou a autorizar a atividade anualmente, sempre provocando novas brigas dos trabalhadores para reivindicar o garimpo. Em algumas vezes, a violência das manifestações chegou a provocar a morte de dezenas de garimpeiros.

Problemas de saúde

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Em razão das condições precárias de trabalho e falta de equipamentos, como luvas ou máscaras, os mineradores entravam em contato direto com o mercúrio. A alta exposição ao elemento levou trabalhadores à morte e deixou sequelas em vários sobreviventes. O mercúrio pode afetar o cérebro, o coração, os rins e pulmões e o sistema imune dos seres humanos.

Apesar das controvérsias em relação à corrida do ouro na Serra Pelada, em 2015, garimpeiros invadiram uma região do Mato Grosso, próxima a Cuiabá para uma nova frente de trabalho para extração de ouro no país. No local, o trabalho foi aberto ilegalmente e as condições precárias chegaram a provocar a morte de funcionários ainda nos primeiros meses de funcionamento.

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PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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