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6 exploradores que desapareceram de maneiras misteriosas

POR PH Mota EM Mundo Afora 23/01/17 às 13h35

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Por conta de sua própria natureza aventureira, os exploradores profissionais geralmente estão cruzando barreiras e desafiando a sobrevivência em nome da glória e da busca pelo conhecimento de novas espécies, regiões, civilizações ou lugares remotos do planeta.

Ao longo dos anos, a jornada por lugares desafiadores proporcionou muitas descobertas e revelações impressionantes para a humanidade. Por outro lado, para alguns exploradores, algumas dessas aventuras se tornaram ao mesmo tempo misteriosas e fatais, revelando destinos trágicos que demoraram anos para serem desvendados.

Aqui estão algumas das mais impressionantes histórias de desaparecimento que envolvem exploradores consagrados de nossa história.

1 - Irmãos perdidos

Gaspar Corte-Real era um explorador português que partiu em direção à Groenlândia, em 1501 na companhia de seu irmão Miguel. Depois de assumir o controle da ilha, Gaspar partiu em uma expedição, enviando três navios de volta para Portugal, incluindo um capitaneado por seu irmão. Durante a nova expedição, no entanto, o paradeiro de Gaspar se tornou desconhecido e ele nunca mais foi visto. Em 1502, Miguel decidiu liderar uma busca pelo irmão perdido, mas não encontrou nada e também desapareceu.

Os desaparecimentos permaneceram um mistério por séculos, mas por volta de 1910, Edmund Burke Delabarre fez parte de um estudo de leitura de inscrições da Pedra Dighton, localizada em Massachusetts. A teoria de Delabarre sugere que o texto diria "Eu, Miguel Cortereal, 1511. Neste lugar, pela vontade de Deus, me tornei chefe dos índios". A teoria implica que o português continuou sua vida de exploração por alguns anos, sobrevivendo por muito tempo no novo mundo.

2 - Desaparecimento no mar

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Jean-Francois de Galaup foi enviado numa expedição para explorar o Pacífico, em 1785. A viagem deveria durar quatro anos, enquanto a equipe do navegador mapeava litorais, coletava espécies e observava novos povos e localidades. Depois de passar por Japão, Filipinas e Tonga, Galaup chegou na Austrália, onde foi visto pela última vez por colonizadores ingleses.

Em 1826, o mistério do desaparecimento pode ter sido revelado, quando o marinheiro irlandês Peter Dillon encontrou espadas europeias nas Ilhas Salomão. Ele acreditava que as armas pertenciam aos membros da expedição de Galaup. Anos mais tarde, em 1964, destroços de um dos navios do grupo foram encontrados naufragados em recifes da região. Felizmente, vários dos diários da expedição foram enviados de volta para a França antes dos acidentes, registrando as descobertas para a posteridade.

3 - Perdido no Monte McKinley

O explorador Naomi Uemura foi parte da primeira equipe japonesa a escalar o Everest, em 1970. Dentre outros impressionantes feitos de sua vida, estão subir as montanhas mais altas de cada continente da Terra, atravessar o Ártico para se tornar a primeira pessoa a chegar sozinha no Polo Norte e navegar no Rio Amazonas. Em 1984, Uemura partiu para escalar o Monte McKinley, no Alasca, e conseguiu realizar o feito, alcançando o topo da montanha. O japonês, porém, nunca retornou da expedição. Equipes de resgate encontraram alguns equipamentos e o diário de Uemura dentro de uma caverna, mas seu corpo nunca foi encontrado e a sua morte permanece um mistério.

4 - Busca pela Cidade Perdida Z

Nos últimos 90 anos, 13 expedições e mais de 100 pessoas morreram em tentativas de descobrir o destino do explorador britânico Percy Harrison Fawcett. Durante a década de 20, ele realizou várias expedições para encontrar a cidade misteriosa de El Dorado, que ele chamava de Cidade Z.

Em 1925, ele viajou pelo Mato Grosso com seu filho mais velho e um amigo. No dia 29 de maio, as últimas cartas escritas pelo explorador foram enviadas, incluindo uma para sua esposa Nina. Depois de dois anos de seu desaparecimento, várias expedições de busca foram enviadas para o local, mas nenhum rastro que indicasse o paradeiro de Fawcett foi encontrado. Existem várias teorias sobre o destino do explorador, mas acredita-se que ele tenha ignorado os avisos de nativos da região e acabou andando pelos territórios de uma tribo hostil, sendo atacado e morto.

5 - Perdido no Everest

George Mallory foi um explorador britânico que causou atração no público quando foi questionado sobre os motivos pelos quais queria escalar o Everest e respondeu: "Porque ele está lá". Por causa disso, seria natural que ele estivesse entre os primeiros britânicos escolhidos para tentar escalar o ainda inexplorado Everest, na década de 20.

Em junho de 1924, Mallory partiu com um parceiro de expedição, mas os dois nunca mais foram vistos. Na década de 30, equipamentos do parceiro de Mallory foram encontrados numa caverna e, anos mais tarde, em 1991, um tanque de oxigênio da década de 20 foi descoberto. Finalmente, em 1999, uma expedição encontrou o corpo de Mallory congelado em uma parte de montanha, mas não encontraram seu parceiro. Algumas teorias apontam que ele tenha conseguido chegar ao topo antes de morrer, pois ele não carregava a foto de sua esposa que ele garantiu que deixaria no pico do monte antes de sair para a expedição.

6 - Mistério sem pistas

Em 1848, o explorador e cientista alemão Ludwig Leichhardt tentou cruzar a Austrália de costa a costa. Apesar de acompanhado de sete parceiros e uma porção de bois, mulas e cavalos, a expedição foi a última liderada por Leichhardt. O único registro encontrado dos exploradores foi uma pequena placa de bronze com o nome do alemão e o ano de 1848, colada numa espingarda.

Uma esquipe de busca enviada em 1852 relatou que encontrou um acampamento próximo a uma árvore com a letra L marcada em seu tronco, um recurso frequentemente utilizado pelo explorador para marcar sua rota. Ao longo dos anos, várias outras buscas encontraram novas árvores com a letra L, mas suas localizações não ajudaram em nada a encontrar a solução do mistério. Por conta da falta de pistas, existem muitas lendas relacionadas às mortes dos membros da equipe.


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PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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