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7 casos bizarros de crianças que sofreram histeria coletiva

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      09/05/19 às 18h50

É perturbador quando percebemos que as pessoas saíram da realidade ou estão sofrendo de algum tipo de histeria coletiva. E isso fica ainda mais assustador quando isso acontece com uma criança. Afinal de contas, todos nós esperamos que uma criança viva uma vida tranquila e feliz. Que possa sair para brincar por aí ao invés de ir em busca de ideais imaginários de um outro alguém.

No entanto, em nossa história, existem alguns exemplos de crianças que acabaram sendo levadas pelo forte poder da oratória de algumas pessoas e começaram a agir irracionalmente, levando as coisas a uma completa falta de controle. Hoje, listamos para vocês alguns desses casos bizarros. Confira!

1 - As cruzadas das crianças

A primeira Cruzada das crianças aconteceu em 1212, quando um jovem pastor, chamado Stephen de Cloves, teria supostamente se encontrado com Jesus. A ele teria sido dada a missão de entregar uma carta ao rei da França. Depois de compartilhar a mensagem divina, ele lideraria um exército para recuperar Jerusalém. Stephen conseguiu convencer aproximadamente 30 mil pessoas a se juntarem a sua louca jornada.

Inúmeros historiadores acreditam que essas cruzadas eram compostas por adolescentes e jovens adultos, e não crianças. Esse exército de adolescentes não conseguiu convencer o rei, que os mandou voltar para suas casas. Isso praticamente acabou com os planos de Stephen. Entretanto, muitos de seus seguidores foram para a Alemanha onde se juntaram a um profeta chamado Nicolau.

Nicolau formou um exército de 12 mil adolescentes e planejavam marchar sobre os Alpes até chegarem à Itália. Entretanto, isso não funcionou muito bem. Segundo algumas fontes, alguns seguidores de Nicolau tentaram navegar para o Oriente Médio e acabaram sendo vendidos como escravos.

2 - Os anjos de Lille

Em 1639, em uma escola para meninas em Lille, na França, algo de muito estranho ocorreu. Uma professora, chamada Antoinette Bourguignon, começou a dizer para suas alunas, para assustá-las, que anjos falavam e dançavam todos os dias ao redor das meninas. Um tempo depois, uma das alunas, perturbada pelas histórias, fugiu da escola. Quando ela foi trazida de volta, a menina começou a afirmar que ela era uma bruxa.

Logo depois do ocorrido, diversas outras meninas começaram a afirmar que pertenciam a uma aliança com Satanás. Enquanto autoridades religiosas não davam credibilidade à história das meninas, os habitantes da cidade queriam queimar as garotas na fogueira. Por sorte, as pessoas começaram a perceber que a verdadeira culpada em toda história era Antoinette. Um dia, a professora simplesmente se disfarçou de homem e fugiu.

3 - A misteriosa doença de Le Roy

Em 2011, na cidade de Le Roy, no estado de Nova York, nos Estados Unidos, meninas com idades entre 12 e 18 anos começaram a ter desmaios e convulsões. As pessoas acreditaram se tratar de uma doença desconhecida. Em fevereiro de 2012, já havia 18 vítimas da "nova doença". Entre elas, uma enfermeira de 36 anos.

Ninguém entendia o que estava acontecendo. Exames foram realizados e não foram encontrados sinais da doença e nem de substâncias tóxicas. As vítimas continuavam sofrendo os sintomas da tal doença, sem que as pessoas soubessem do que se tratava. Com o tempo, alguns psicólogos perceberam que na verdade essas pessoas estavam sofrendo de um transtorno de conversão

Essa doença pode ocorrer em pessoas que estão passando por algum tipo de fator estressante em suas vidas. Mais tarde, descobriu-se que muitas das vítimas estavam enfrentando situações como divórcio de seus pais ou outras situações estressantes. Uma das meninas sofria da Síndrome de Tourette. Acredita-se que os outros alunos talvez estivessem subconscientemente copiando tais "tiques".

4 - O vampiro Gorbals

Em Glasgow, na Escócia, existe um cemitério chamado Necrópolis Gorbals. Ele foi construído na década 1840, e aproximadamente 250 mil pessoas estão enterradas por lá. Em uma noite em 1954, o cemitério foi invadido por dezenas de crianças. Um policial, chamado Alex Deeprose, vendo a movimentação das crianças no lugar, se aproximou para saber o que estava acontecendo.

As crianças de diversas idades estavam armadas com facas e estacas. Uma delas carregava um crucifixo. Ao perguntar às crianças o que faziam ali, elas responderam a ele que estavam caçando um vampiro. O policial dispersou as crianças e ordenou que elas fossem para suas casas. Entretanto, elas voltaram no cemitério nas duas próximas noites.

Elas alegavam que o tal vampiro havia devorado dois meninos, o que não era verdade. Assim, as crianças queriam se vingar dele. Os adultos começaram a ficar perturbados com toda a história e atribuíram a culpa da "mania de vampiros" aos quadrinhos americanos. A coisa ficou tão séria que o governo britânico chegou a proibir a venda dos quadrinhos para as crianças por um tempo.

5 - O experimento em Robbers Cave

Em 1954, o psicólogo Muzafer Sherif queria entender o que levava as pessoas a formar alianças, porque grupos competem uns com os outros e como grupos rivais poderiam superar suas diferenças. Assim, ele decidiu realizar um experimento. Ele convocou 22 garotos que foram levados para o Parque Estadual Robber Cave, em Oklahoma, nos Estados Unidos.

Os jovens pensaram estar participando de um acampamento de verão. Os garotos foram divididos em dois grupos e nenhum deles sabia da existência do outro grupo. Eles ficaram em cabanas separadas por alguns dias, de modo que pudessem se conhecer e fazer amigos. Eles até mesmo colocaram um nome em suas equipes: os Eagles e os Rattlers.

Após alguns dias, os grupos finalmente se encontraram e, quase que imediatamente, parece que o acampamento ficou pequeno demais para os dois grupos. Eles participaram de competições e as cosias começaram rapidamente a se transformar em uma "guerra" entre eles. Bandeiras foram queimadas, cabanas saqueadas e lutas por comida começaram a se tornar bastante agressivas.

Próximo do fim do experimento, Sherif começou a planejar algumas ações para aproximar os grupos. Ele interrompeu o suprimento de água do lugar, forçando ambos os grupos a cooperarem para resolver o problema. Em outra ocasião, para assistirem um filme, todos tiveram que contribuir com alguns trocados. Assim, os garotos de diferentes grupos começaram a se dar bem e alguns até mesmo se tornaram amigos.

6 - O caso Parker-Hulme

Quando Pauline Parker, de 16 anos, e Juliet Hulme, de 15, se conheceram, foi uma verdadeira conexão de almas. As meninas adoravam livros e eram obcecadas pelos mesmos atores. Elas desejavam escrever livros juntas e tinham ideias bem malucas. Elas até mesmo criaram seu próprio reino imaginário, uma espécie de realidade alternativa que elas chamavam de "O Quarto Mundo".

As coisas começaram a tomar uma direção bem sombria quando os pais de Hulme anunciaram o divórcio. Eles decidiram que Juliet iria morar na África do Sul. Eles disseram que se a mãe de Pauline permitisse, ela poderia acompanhar sua amiga inseparável. Mas as garotas sabiam que a mãe de Pauline nunca daria a permissão para isso.

Assim, elas planejaram algo muito diabólico. Em 22 de junho de 1954, as adolescentes emboscaram a mãe de Pauline e, munidas de um tijolo dentro de uma meia, elas acabaram por matar a mulher. As meninas alegaram que ela havia caído. Porém, os inúmeros ferimentos indicavam outra coisa.

As meninas foram condenadas a mais de cinco anos de cadeia, em instituições separadas. Um psicólogo na época concluiu que elas estavam sofrendo de paranoia, ansiedade de apego e narcisismo. Um outro psiquiatra afirmou que as meninas acreditavam ser "seres superiores vivendo em um mundo criado por elas mesmas".

7 - A casa dos demônios

Em novembro de 2011, Latoya Ammons se mudou para uma casa de aluguel em Gary, Indiana (EUA). Junto dela, mudaram sua mãe e seus três filhos pequenos. Pouco tempo depois da mudança, a família se viu diante de um verdadeiro inferno. Latoya alegou que um enxame de moscas invadiu sua varanda. Sua mãe mais tarde alegou ter visto uma figura sombria caminhando pela casa.

Logo mais, as portas se fechavam sozinhas, as crianças começaram a apresentar sintomas estranhos. Em março de 2012, a filha de Latoya, supostamente, teria levitado por cima de sua cama. Clarividentes foram chamados ao local e disseram que havia mais de 200 demônios na casa. Preocupada com seus filhos, a mulher levou as crianças à várias igrejas para que fossem protegidas. Ainda assim, as crianças apresentavam comportamento agressivo e suspeitava-se de possessão demoníaca.

As crianças foram retiradas da guarda da mãe por seis meses, enquanto os psicólogos tentavam entender o que estava acontecendo. Logo eles determinaram que as crianças estavam sendo encorajadas pelas crenças de Latoya, de que a casa estava dominada por espíritos malignos. Em novembro de 2012, as crianças foram devolvidas à sua mãe e eles abandonaram a casa assombrada.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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