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7 coisas que você provavelmente não sabia sobre o centro da Terra

POR Isabela Ferreira    EM Ciência e Tecnologia      04/07/18 às 15h39

Sem dúvida, o centro da Terra ainda representa o local mais misterioso de todo o planeta. Isso porque não somos capazes de chegar até lá, fisicamente falando. Apesar disso, não podemos desconsiderar o fato de que cientistas já tentaram realizar tal façanha, mas sem muito sucesso. É claro, isso não nos impede de colher dados a respeito, especialmente porque ainda há muito que precisamos entender.

Se você fizer uma rápida pesquisa sobre o núcleo da Terra, por exemplo, obviamente encontrará centenas de informações. No entanto, os pesquisadores ressaltam que essa camada do planeta desempenha um papel muito mais importante do que somos capazes de imaginar, e ainda é preciso estudar muito sobre o tema. Mas pensando nisso, nós aqui da Fatos Desconhecidos separamos abaixo 7 coisas que você provavelmente não sabia sobre o centro da Terra. Confere aí!

1 - O tamanho do seu núcleo

O núcleo é a menor parte dentre as camadas da Terra, também a mais interna. Isso acaba nos fazendo acreditar que ele é realmente pequeno. No entanto, você pode ficar surpreso ao saber que na verdade que ele é quase do mesmo tamanho da Lua, apresentando 2.440 quilômetros de diâmetro, o que significa 19% do volume total de nosso planeta.

2 - Velocidade de rotação

Não há novidade nenhuma ao dizer que a Terra está sempre girando. No entanto, algumas evidências apontam que o núcleo acaba girando mais rápido do que as outras camadas. Estudos da Colombia University, realizados em 1997, mostraram que a parte interna do nosso planeta gira da mesma forma que o restante, mas com uma velocidade diferente.

Claro, a diferença não é grande e fica em torno de dois terços de segundo. No entanto, é estranho pensar que esta é a única parte de todo o mundo que atua de forma diferente. Estima-se que isso aconteça devido ao núcleo ser a camada mais interna e condensada.

3 - Proteção contra o Sol

O Planeta Terra tem algumas forças que atuam em conjunto para nos proteger do calor solar. Claro, sem o sol não seria possível que a vida existisse, mas sem alguns fatores a nosso favor, ele simplesmente nos queimaria e nosso planeta se tornaria tão seco quanto Marte.

Dessa forma, o núcleo possui um importante papel para nos manter seguros. Os líquidos ali presentes são capazes de criar um campo geomagnético, interagindo com o campo magnético interplanetário que o Sol produz. A partir da interação entre essas duas forças, surge a magnetosfera, que se estende de nosso planeta até o espaço, nos protegendo das mortais ações solares.

4 - Quão perto podemos chegar?

O centro de nossa Terra é tão quente, mas tão quente, que determinada parte dele é líquido. Dessa forma, é óbvio que até hoje ninguém conseguiu chegar até lá. No entanto, algumas pessoas já fizeram o teste para ver até onde é possível ir. O Poço Superprofundo de Kola, na Rússia, é o mais longe que os humanos já conseguiram escavar. Ele tem pouco mais de 12 quilômetros de profundidade, e em seu ponto máximo, a temperatura chega aos 180ºC.

E não é apenas a temperatura que nos impede de ir mais fundo. A essa profundidade as rochas se tornam cada vez mais difíceis de perfurar. Para chegar lá foram precisos 19 anos de muito trabalho - de 1970 a 1989. E olha que ainda estavam longe de alcançar o núcleo!

5 - Mudanças globais

O núcleo contribui para a vida na Terra de inúmeras formas e já nos deu importantes informações sobre as mudanças globais. Enquanto pesquisadores realizavam a perfuração oceânica, acabaram recuperando amostras nucleares no fundo do mar, que os levaram a várias descobertas.

Por  exemplo, uma dessas amostras demonstrou que há cerca de 55 milhões de anos, o Ártico tinha um clima subtropical. Impressionante, não acha?

6 - Maquiagem do núcleo

O núcleo é composto por duas partes, uma interna e a outra externa. Segundo a NASA, a parte interna é sólida e composta por ferro, sendo considerada como a mais quente do planeta. A parte externa é líquida e envolve o núcleo interno, sendo composta por uma liga de ferro e de níquel.

7 - Placas Tectônicas e deriva continental

Essas teorias são as mais fascinantes que podemos encontrar sobre o centro de nosso planeta, discutindo como as placas continentais estão sempre em movimentos e foram capazes de formar um supercontinente, conhecido por nós como Pangeia.

Como o núcleo possui uma natureza volátil, tais teorias podem ser comprovadas. Ele é instável e por se encontrar em formas líquidas, os elementos voláteis podem estar sempre se misturando. Isso faz com que as placas tectônicas e a deriva continental ganhem vida.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

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Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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