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7 coisas surreais que mulheres fizeram disfarçadas de homem

POR Mateus Graff EM História 06/08/18 às 17h12

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As mulheres foram proibidas de fazer muitas coisas durante muito tempo. O voto, por exemplo, foi proibido por muitos anos em vários lugares do mundo para as mulheres. Foi entre 1890 e 1994 que as mulheres da maioria dos países adquiriram o direito de votar e de se candidatar a um cargo público. Em alguns casos, as mulheres se disfarçavam de homem para ter direito de fazer algumas coisas.

Bom, isso nos fez trazer essa matéria para vocês, com algumas histórias de mulheres que se passaram por homens e fizeram grandes coisas para a humanidade e para o feminismo. Então, confiram agora a nossa matéria com as 7 coisas surreais que mulheres fizeram disfarçadas de homem:

1 - Rena Kanokogi

Desde nova Rena Kanokogi queria ser um mestre de judô. Ele se dedicou às artes marciais, pois queria ser a melhor do mundo. Mas na década de 1950, ser mulher não era fácil. Para vocês terem uma ideia, nessa época não existia competições abertas para mulheres.

Mas em 1959, Rena arrumou um jeito de entrar no campeonato de Judô YMCA. O torneio era fechado para homens porque os juízes achavam as mulheres frágeis e fracas demais para competir com homens. Vestida de homem, Rena derrotou todos os competidores e levou a medalha de ouro.

No final, eles viram que Rena na verdade era uma mulher e, quando perguntada, ela contou a verdade. Ela afirmou que dizer a verdade era uma maneira de ajudar a legitimar o judô das mulheres.

Depois treinou a equipe feminina de judô durante as Olimpíadas de Seul, em 1988. Ah, ela também se tornou a primeira mulher a ser faixa preta de sétimo grau. Infelizmente ela morreu em 2009, com 74 anos.

2 - Dr. James Barry

Margaret Ann Bulky nasceu na Irlanda em 1789 e nessa época as mulheres era proibidas de praticar medicina. Bom, vivendo em tempos difíceis, Margaret acabou perdendo um tio. Isso fez com que ela usasse o nome do falecido tio para se matricular na faculdade de medicina.

Ela sempre usava um sobretudo para se disfarçar, não importava o calor que estava fazendo. Ela se saiu muito bem nos estudos e seus professores a elogiavam frequentemente. Com apenas 22 anos de idade, ela já era cirurgiã-assistente militar. Em 1857, ela se tornou a inspetora-geral encarregada de todos os hospitais militares. Nada mal para quem fez faculdade disfarçada de homem. Ah, ela também foi a primeira cirurgiã a fazer uma cesariana e a manter a mãe e o bebê vivos.

Quando ela morreu, um dos seus pedidos era para quem seu corpo não fosse lavado. Mas uma enfermeira não respeitou seu desejo e preparou seu corpo para o enterro. Nisso, a enfermeira descobriu que um dos homens mais respeitados na medicina era, na verdade, uma mulher.

3 - Khawlah Bint Al-Azwar

Quando os primeiros muçulmanos lideraram seus exércitos contra o Império Bizantino no século VII, uma jovem chamada Khawlah bint al-Azwar seguiu em frente. Seu irmão, Dhiraar Ibn al-Azwar, era um comandante do exército e ela se tornou enfermeira.

Quando seu irmão foi capturado, no entanto, durante o Cerco de Damasco, Khawlah se recusou a deixá-lo apodrecer na prisão. Ela vestiu uma armadura, ocultou seu rosto e ocupou seu lugar no campo de batalha ao lado dos outros homens.

Ela lutou tão bem que o general do exército, Khalid Ibn Walid, quis conhecê-la pessoalmente para dizer que ela era a heroína da batalha. Quando ela revelou o seu rosto, o exército inteiro ficou chocado.

Em vez de expulsa-la, Khalid deixou-a liderar uma missão de resgate para libertar seu irmão. Khawlah liderou um batalhão de homens no campo bizantino, resgatando seu irmão e todos os prisioneiros de guerra que os bizantinos haviam capturado.

Desde então ela liderou o exército, sendo inicialmente a única mulher que lutou em um exército de homens. Mas isso acabou quando ela foi capturada pelos bizantinos e jogada em uma prisão para mulheres.

Khawlah então liderou um exército feminino de dentro da prisão usando estacas de tendas. Elas mataram 30 soldados bizantinos e conseguiram a liberdade por conta própria.

4 - Agnodice

A Grécia Antiga foi muito cruel com as mulheres. Elas era obrigadas a ficar sempre em silêncio e tinham que obedecer seus maridos. Sendo assim, era difícil para uma mulher praticar medicina nessa época, até porque, ela poderia ser sentenciada à morte.

Mas segundo o historiador romano Gaius Julius Hyginus, uma mulher chamada Agnodice ousou fazer isso de qualquer maneira. A história conta que Agnodice se disfarçou de homem e estudou medicina. Ela se tornou um dos "médicos" mais bem sucedidos de Atenas e focou em ajudar mulheres em trabalho de parto.

Seus colegas de trabalho começaram a desconfiar e a acusaram de cometer abuso sexual com seus pacientes. Ela foi levada ao tribunal e, perante a corte, Adnodice revelou que era uma mulher, garantindo assim uma pena de morte.

Mas seus pacientes acabaram salvando a sua vida. Quando eles ficaram sabendo que ela seria executada, eles invadiram o tribunal e disseram que Adnodice havia revolucionado a saúde feminina.

Para surpresa de todos, os tribunais escutaram. A história diz que Agnodice foi autorizada a viver e continuar praticando medicina, e a lei em Atenas foi alterada. Por causa dela, as mulheres foram finalmente autorizadas a se tornarem médicas.

5 - Charlotte Parkhurst (Charley de um olho)

Charlotte Parkhurst nasceu em 1812, mas em algum momento ela mudou seu nome. Charlotte vestiu roupas de homem e se tranasformou em um dos homens mais temidos do velho oeste. Ao contrário das outras mulheres dessa listrta, Charley não estava vestindo um disfarce para um trabalho, ela quis se tornar um homem e acabou fazendo história.

Conhecida como Charley de Um Olho, ela era um dos caubóis mais durões da fronteira americana. Ela perdeu o olho depois de ser atingida no rosto por um cavalo. Ele trabalhou como motorista de diligência e tinha a reputação de ser muito rápida na hora de puxar o gatilho.

Ninguém questionou o gênero de Charley até ela morrer. Charley teve câncer de boca por conta de seu hábito de mascar fumo. Quando estavam preparando seu corpo para o enterro, perceberam que Charley, na verdade, era uma mulher.

Naquela época, porém, Charley já havia feito algo digno dos livros de História. Em 1867, ela se registrou para votar na Califórnia. Isso fez dela a primeira pessoa nascida como mulher a votar em uma eleição americana.

6 - Kathrine Switzer

Em 1960, as mulheres eram proibidas de participar da Maratona de Boston. Elas achavam que as mulheres eram muito frágeis para correr uma maratona, mas Kathrine Switzer estava determinada a participar. Seu treinador achou que ela não conseguiria e a desafiou a correr cerca de 42 quilômetros. Para provar que conseguiria, Kathrine Switzer correu 50 quilômetros.

Switzer se inscreveu para a Maratona de Boston de 1967 como "KV Switzer". Ela usou suéter folgado, na esperança de evitar a atenção - mas seu disfarce não era exatamente o melhor. Switzer insistiu em usar batom enquanto corria, tornando óbvio para todos que a viam que não era um homem.

Ela estava indo bem, até que um homem, furioso porque uma mulher estava na maratona, invadiu a pista e tentou pará-la. Isso fez com que ela perdesse as chances de ganhar, mas não fez com que ela desistisse de correr até o fim.

Switzer perdeu sua primeira maratona, mas correu a Maratona de Boston outras sete vezes depois disso. Além disso, ela ganhou a Maratona de Nova York em 1974, terminando a prova 27 minutos antes da segunda colocada cruzar a linha de chegada.

7 - Trotula de Salerno

Trotula de Salerno foi conhecida como a primeira ginecologista do mundo. Ela era um médico respeitado na Itália, trabalhando como presidente de medicina na Escola de Salerno. Lá, ela publicou uma série de livros sobre saúde, cheios de idéias que mudariam a medicina por séculos.

Ela não tinha exatamente que se vestir como um homem. A Itália , na época, aceitou um pequeno número de médicas, e Trotula conseguiu trabalhar sem esconder seu gênero. Seus livros, no entanto, eram outro assunto. O mundo lutou com a ideia de ler um tratado sobre medicina escrito por uma mulher, então alguns foram publicados sob o nome de um homem.

Ela foi responsável por inúmeros avanços na saúde das mulheres, com novas idéias no apoio aos pacientes através da menstruação, concepção, gravidez e parto. Ela introduziu analgésicos durante o parto quando eles foram proibidos e foi uma das primeiras pessoas a perceber que os homens poderiam ser responsáveis ??pela infertilidade.

Em sua própria época, ela ganhou uma quantidade razoável de respeito como mulher - mas com o passar do tempo, as pessoas se recusaram a acreditar que a mulher era capaz das coisas que ela havia feito. Durante o Renascimento, cópias de seus textos médicos foram republicadas com o nome de um homem em vez do dela.

Mas e você, já conhecida a história de todas essas mulheres? Comentem aqui pra gente!


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