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7 fatos chocantes sobre a injeção letal

POR Bruno Destéfano    EM Curiosidades      29/04/19 às 15h03

A injeção letal é o método mais comum de execução nos Estados Unidos. Embora o conceito tenha sido proposto pela primeira vez no século XIX e tenha sido usado na Alemanha nazista, só ganhou força nos Estados Unidos, em 1977. O método foi aceito por muitos estados por ser considerado mais humano do que a cadeira elétrica. Afinal, as cargas de energia submetidas no fatídico assento nem sempre davam certo na primeira tentativa. E, dessa forma, o sentenciado sofria mais do que o necessário ao passar pela mesma experiência uma segunda (e última) vez. De qualquer maneira, a humanidade provavelmente praticara execuções desde antes da história registrada. Apenas recentemente temos voltado nossa atenção para o desenvolvimento de métodos mais "humanos" (imagine 10 aspas mentais nesta parte). Na Europa do século XV, o sofrimento dos condenados era uma característica importante da justiça. Com o passar do tempo, entretanto, as pessoas começaram a procurar algo menos brutal.

O novo método foi introduzido pela primeira vez nos Estados Unidos e, até muito recentemente, é a resposta imediata para as sentenças de morte. Se espalhou para outros países e muitos o consideram como o melhor método de execução disponível. Não sei vocês, mas qualquer maneira de provocar a morte não poderia nem ser associada com "humano", apesar da injeção letal ter a fama de ser "indolor". Bem... será que é indolor mesmo? Algumas pesquisas estão levando a questão para uma resposta diferente.

1. Surgimento do método "humano" e sua baixa adesão

O médico novaiorquino Julius Mount Bleyer sugeriu que uma injeção letal traria um fim rápido e indolor no processo de execução. Ele foi ignorado, em 1.888, por dois motivos. Em primeiro lugar, ninguém em medicina queria a agulha hipodérmica associada à morte. Em segundo lugar, a eletricidade ainda era muito nova e as pessoas estavam fascinadas por ela.

Outra razão pela qual a injeção letal não foi adotada mais cedo pode ser sua associação com o regime nazista. Embora a câmara de gás carregue a marca mais duradoura como o método de genocídio nazista, a injeção letal também foi uma das favoritas.

Claramente, os nazistas não estavam preocupados em encontrar um método mais humano para execuções sumárias. Tanto é que realizaram experimentos em pessoas com deficiência e enfermos usando uma variedade de drogas.

O método mais "eficaz" que eles descobriram foi injetar fenol, um produto químico altamente tóxico e corrosivo, diretamente no coração de uma pessoa.

O programa de assassinar sistematicamente pessoas com deficiência física e/ou mental por meio de câmaras de gás, injeção ou até mesmo fome foi chamado de T-4. Começou no início de 1939 e tornou-se o modelo para o genocídio que se seguiria na década de 1940.

2. Momento ideal para implantação da injeção letal

Não foi até 1977 que um médico legista de Oklahoma chamado Jay Chapman propôs uma fórmula específica para injeções letais. O público ainda associava a morte por gás ao regime nazista e as eletrocussões haviam se mostrado visivelmente desumanas.

Em circunstâncias não planejadas, os executados na cadeira elétrica às vezes pegavam fogo, e as testemunhas ficavam chocadas com a brutalidade.

3. Protocolo de três drogas

Por questões de timing, quando Chapman apareceu com uma nova sugestão, o sistema judicial e a sociedade estadunidense estavam mais do que prontos para recebê-la. O protocolo com três diferentes tipos de drogas foi concebido para que os prisioneiros condenados fossem anestesiados, paralisados ??e, por fim, executados.

Até 2009, a maioria dos estados usava uma combinação de três drogas para injeções letais: um anestésico (geralmente tiopental sódico, até o pentobarbital ser introduzido no final de 2010), brometo de pancurônio (um agente paralítico, também chamado Pavulon) e cloreto de potássio (interrompe os batimentos cardíacos e causa a morte).

Devido à escassez de medicamentos, os estados adotaram novos métodos de injeção letal, como a dose letal de pentobarbital ou midazolam.

4. Acordo do Brooks Jr. com o jornalista Dick Reavis

Charles Brooks Jr. foi a primeira pessoa a ganhar a duvidosa honra de testar a ideia de Chapman. Ele foi condenado pelo assassinato do mecânico de automóveis, David Gregory, depois de fazer um test drive no estacionamento de carros usados ??onde Gregory trabalhava, no estado de Texas.

Em um quarto de motel, encontraram o corpo de Gregory amarrado e com um tiro na região da cabeça. Brooks e seu parceiro no crime, Woodie Loudres, foram condenados pelo assassinato porque ninguém poderia dizer com certeza quem havia atirado. No entanto, Loudres conseguiu reduzir sua sentença. Brooks não.

Dick Reavis, um jornalista do Texas Monthly, fez um acordo com Brooks antes de sua data de execução. Quando a dose fosse injetada, Brooks balançaria a cabeça para frente e para trás se sofresse algum tipo de dor. O sentenciado, na fatídica hora da execução, virou lentamente a cabeça de um lado para o outro.

Reavis nunca teve certeza se aquilo fora um sinal. Além disso, não temos a informação sobre o quanto Brooks teria sido capaz de se mover.

5. Execuções frustradas

Nos EUA, uma série de execuções de injeção letal foi frustrada. Algumas execuções duraram entre 20 minutos a mais de uma hora e os prisioneiros foram vistos ofegando, fazendo caretas e convulsões durante as execuções. As autópsias mostraram graves queimaduras químicas na pele e agulhas foram encontradas nos tecidos moles.

6. Envolvimento de médicos e a ética da categoria

A injeção letal foi projetada para evitar muitas das imagens perturbadoras associadas a outras formas de execução. Praticamente todos os códigos de ética opõem-se ao envolvimento dos profissionais de saúde no momento da pena de morte. No entanto, eles são obrigados por lei a prestar assistência às execuções e, em alguns casos, a realizar os procedimentos.

7. O caso de David Earl Miller

Um detento foi executado na cadeira elétrica depois de argumentar que a injeção letal envolveria um sofrimento insuportável. David Earl Miller, que passou 36 anos no corredor da morte, foi o mais recente de um número substancial de presos que evitam o procedimento após as várias execuções fracassadas.

A injeção letal é o principal método de execução do Estado, mas os detentos do estado de Tennessee, cujos crimes foram cometidos antes de 1999, podem escolher a eletrocução. Miller foi declarado morto às 19:25 de uma quinta-feira, na instituição de segurança máxima Riverbend, em Nashville.

Qual é a sua opinião sobre o procedimento de injeção letal (e a pena de morte como um todo)? Já tinha conhecimento sobre alguns destes 7 fatos? Compartilhe o seu comentário conosco. A Fatos Desconhecidos está aqui para te ouvir... ler. Ela está aqui para receber o seu feedback.

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Bruno Destéfano
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