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7 fatos impressionantes sobre a sociedade espartana

POR Isabela Araujo    EM Curiosidades      24/07/18 às 18h18

Esparta era uma antiga cidade-estado grega que ficou conhecida na História como uma das civilizações mais poderosas e guerreiras do mundo. Situada às margens do rio Eurotas, em Laconia, no sudeste do Peloponeso, Esparta ficou conhecida por sua cultura militarista. A cidade-estado foi uma potência militar dominante na Grécia clássica.

O que a tornou tão especial na Grécia clássica foram suas instituições políticas suas sociedades únicas, como a das mulheres. Infelizmente, os espartanos não deixaram muitas informações escritas ou vestígios sobre Esparta. A maioria dos relatos sobre a cidade foram feitos por outros gregos, como os atenienses. Existem alguns fatos curiosos sobre essa sociedade que você provavelmente desconhece. Confira alguns deles:

1 - Os Hilotas

Os Helots ou hilotas, formavam a classe mais baixa de Esparta, também foram responsáveis pelo legado duradouro de Esparta. Ao contrário de outros servos gregos, os hilotas não pertenciam a espartanos individuais e eram considerados "escravos públicos", ou seja, pertenciam ao estado. Os espartanos eram soldados em tempo integral e os hilotas ficavam com o trabalho manual. Eles trabalhavam como servos não qualificados, cultivando a terra espartana ou acompanhando o exército espartano, embora não combatiam.

Muitas vezes, as relações entre os hilotas e seus mestres espartanos eram bastante conturbadas. Há relatos de que uma revolta entre eles ocorreu por volta de 465-460 a.C. Em relação aos espartanos, os hilotas eram melhores em manter sua identidade como um povo conquistado. Por isso, eram mais eficazes na organização de rebeliões.
Eles receberam muitos privilégios em comparação a populações escravizadas em outras cidades-estados gregas. O número de hilotas ultrapassou o número de espartas, causando tensões sociais.

2 - Diarquia espartana

A cidade-estado de Esparta contava com uma Diarquia, isso é, o poder era exercido por dois reis ao mesmo tempo. Esses tratavam de assuntos militares e religiosos, enquanto duas assembleias discutiam e organizavam as leis da cidade. Cada um dos reis pertencia a uma família diferente, a Agiad e a Eurypontid.

3 - Krypteia

Os supervisores eram responsáveis por declararem guerra contra os hilotas. Para isso, eles faziam o uso de uma das instituições mais misteriosas e controversas de Esparta: a Krypteia. Até hoje os estudiosos discutem a natureza real dessa organização. Alguns dizem que foi uma forma primitiva de polícia secreta, enquanto outros acreditam que seja mais uma unidade militar especializada em táticas de guerrilha e outras operações secretas. Independente de seu propósito, as atividades do Krypteia consistiam principalmente em vigiar e assediar os assentamentos de hilotas ao redor de Esparta.

Jovens soldados que se mostraram promissores durante o treinamento militar foram matriculados na Krypteia. Eles andavam armados com facas e soltos. Durante o dia, eles se escondiam e procuravam por hilotas considerados perigosos ou quaisquer sinais de inquietação. À noite, eles desciam para as aldeias e matavam todos hilotas que encontravam vagando pelas ruas. Alguns estudiosos acreditam que esta prática foi uma continuação do regime de treinamento espartano, como um meio para "sangrar" os jovens soldados e prepará-los para as duras condições da guerra. Outros, por outro lado, acreditam que a Krypteia estava lá como um meio de aterrorizar os hilotas em submissão.

 

4 - Os Trinta Tiranos

No rescaldo da Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), Atenas estava à mercê dos espartanos. Esparta então optou por transformar a cidade em uma imagem espelhada de si mesma. O novo corpo administrativo foi formado por 30 magistrados, os quais desprezaram a democracia e eram a favor da oligarquia. Esses homens ficaram conhecidos como os Trinta Tiranos.

Eles revogaram a maioria dos direitos de voto dos cidadãos e mantiveram apenas 3.000 atenienses pró-oligarquias, conhecidos como "os incluídos". Esses 3.000 homens eram os únicos autorizados a viver na cidade. Eles reformaram a maioria das leis, de modo a consolidar seu governo, e começaram a eliminar a oposição através do exílio, assassinato e confisco de propriedade.

Os Trinta também contrataram 300 "chicoteiros" para patrulhar as ruas e agir como uma espécie de polícia. Um total de 1.500 atenienses morreu sob o seu reinado tirânico.

Em menos de um ano, seu governo foi derrubado por um grupo de exilados democráticos que retornaram à cidade. Esparta não queria se envolver no conflito devido a seus próprios problemas internos, então enviou apenas uma guarnição para Atenas.

Contudo, a revolta prevaleceu e Esparta mediou um tratado de paz. Como resultado, uma anistia geral foi proclamada de modo a manter a pouca unidade e estabilidade que restava na cidade. Essa anistia, a primeira desse tipo na história do Ocidente, fez com que todas as acusações em torno do incidente fossem proibidas por lei.
Sócrates foi posteriormente executado por traição, pois era amigo íntimo de Crítias, o líder dos Trinta.

5 - Mulheres espartanas

As mulheres espartanas desfrutavam um grande grau de liberdade e igualdade. Elas recebiam a mesma quantidade de educação que os homens espartanos e tinham direito à propriedade. Quanto ao divórcio, as mesmas regras se aplicavam a ambos os sexos. As mulheres espartanas geralmente se casam por volta dos 20 anos e podem negociar com seus maridos sobre trazer amantes para suas casas. Um homem espartano também poderia se aproximar de outro e pedir sua permissão para estar com sua esposa, de modo a produzir herdeiros. Essas ações não só foram permitidas, como também indicadas pela sociedade espartana, como uma forma de produzir mais bebês.

Quanto a vida cotidiana, as mulheres de Esparta andavam livremente e conversavam com os homens. Elas usavam vestidos curtos e muitas vezes se envolviam em treinamento físico e de ginástica. Algumas praticavam esses esportes totalmente nuas.

Durante os festivais religiosos, homens e mulheres se reuniam em áreas públicas, sem usar nada. As mulheres gregas raramente entravam nos livros de história, principalmente porque esses livros foram escritos por homens atenienses. No entanto, a Rainha Gorgo, esposa do Rei Leônidas I de Esparta, foi mencionada por Heródoto em sua obra As Histórias. Ela foi aclamada por sua sabedoria, inteligência e capacidade de exercer autoridade.

6 - As heranças espartanas

Quando o assunto é herança, as mulheres espartanas recebiam metade da herança de seus irmãos. Se uma mulher não tivesse irmãos, ela receberia toda a herança. Essas mulheres eram conhecidas em Esparta como patrouchos, ou seja, "detentores do patrimônio". Embora a acumulação de riqueza e outros bens materiais não fizessem parte do ethos espartano maior, a propriedade da terra era muito procurada.

Com o passar do tempo e com o surgimento das leis de herança a seu favor, as mulheres espartanas acabaram possuindo mais de um terço de toda a propriedade e terra em Esparta. Em meados do século III a.C., algumas dessas mulheres ricas tornaram-se patronos de muitos homens espartanos.

Segundo alguns pesquisadores, duas viúvas chamadas Agesistrata e Archidamia, eram as pessoas mais ricas de toda a região de Esparta. Por causa de sua riqueza, essas mulheres conseguiram reunir muito apoio e até influenciar questões políticas.

7 - Licurgo de Esparta

Licurgo foi responsável por criar as leis de Esparta. Suas reformas sociais e políticas giravam em torno da igualdade entre os cidadãos, da aptidão física e da austeridade. A vida e os feitos de Licurgo são abordados em várias obras de Heródoto, Platão, Xenofonte, Plutarco e vários outros.

Segundo historiadores, Licurgo adquiriu uma grande quantidade de conhecimento sobre governo e sociedade durante suas viagens. Ele recusou que suas leis fossem escritas, pois acreditava que elas seriam passadas através de ações e tradições dos próprios espartanos.

Uma das reformas implementadas por Licurgo estava a redistribuição de terras. As terras sob o controle de Esparta foram igualmente divididas e distribuídas entre seus cidadãos. Outra maneira de promover a igualdade era instituir refeitórios comuns. Licurgo também foi responsável por desenvolver o famoso sistema de educação espartano para meninos e meninas e introduzir moedas de ferro ao invés de moedas de ouro e prata.

Contudo, existe a possibilidade de Licurgo nem ter existido. Os relatos apresentados pelos antigos historiadores muitas vezes contradiziam um ao outro, tornando quase impossível aos estudiosos de hoje dizer se Licurgo era uma pessoa real ou não.

Plutarco, um historiador grego do século I d.C., sugeriu que Licurgo nunca existiu. Alguns historiadores atuais dizem Licurgo provavelmente existiu e poderia ter sido associado a algumas das reformas dentro de Esparta.

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Isabela Araujo
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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