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7 formas cientificamente divertidas de resolver os mistérios da vida

POR Bruno Destéfano    EM Ciência e Tecnologia      13/05/19 às 17h01

Ficar preso em uma rotina criativa pode ser extremamente frustrante para qualquer um. Não importa se você é um pesquisador pragmático e detalhista, há momentos em que todos lutamos para encontrar ideias inovadoras. O academicismo ou a maneira engessada de vislumbrar o conhecimento não abarca toda a complexidade da vida, se formos realmente pensar em soluções eficientes. Por isso, a criatividade deve ser levada em conta como parte dos métodos científicos. Muitos pesquisadores já notaram a importância de unir o conhecimento de diversas áreas para aprofundar a abordagem em busca de respostas plausíveis. Pensando nisso, preparamos uma lista com 7 formas cientificamente divertidas de resolver os mistérios da vida. Dessa maneira, você vai perceber que não existem campos de estudo completamente separados uns dos outros se queremos realmente achar verdades (s) contundente (s).

É engraçado como catalogamos o conhecimento, não é? Pena (ou felizmente) as soluções exigem muito mais do que isso. Encarar os mistérios da vida sob a ótica unilateral do conhecimento é desserviço na certa.

1- Regeneração do tecido cardíaco

A regeneração de tecidos é um trabalho tão complicado que nem as nossas melhores impressoras 3D conseguem sistematizá-la. No entanto, você sabe o que pode? Espinafre! Sua rede de veias é surpreendentemente parecida com a de um coração humano. Por isso, analisando as possibilidades, os cientistas removeram todas as células da planta, pegaram o esqueleto de celulose restante e, junto com algumas células do coração humano, conseguiram criar uma fórmula regenerativa bastante interessante. Os cientistas também começaram a especular a hipótese de substituir o tecido pulmonar pela estrutura do brócolis ou da couve-flor.

Quais serão os próximos capítulos destas descobertas tão criativas?

2- Ecossistemas parecidos

Como os crânios de um milhão de anos não inferem valor significativo para simular o passado pré-histórico, os biólogos tiveram que ser criativos nas pesquisas sobre dinossauros. As modernas planícies de inundação costeiras têm ecossistemas semelhantes àqueles em que os dinossauros habitavam. Dessa forma, paleo-biólogos vasculham cadáveres de animais mortos nestes ambientes, identificam os isótopos encontrados em suas últimas refeições e os comparam com os isótopos que encontraram nos dentes de dinossauros. Isto permite-lhes uma brecha para vislumbrar o passado. Essa é uma das formas cientificamente divertidas de resolver os mistérios da vida. Vamos dar ênfase na parte do "cientificamente divertidas", porque o meu conceito de diversão é outro (não sei o seu).

3- Didjeridu

Você tem problemas com roncos noturnos? Bom, isso aqui pode lhe ser útil. Um estudo de 2006 mostrou que tocar didjeridu pode efetivamente tratar a apneia do sono, reduzindo drasticamente a sonolência diurna. Para aprender a manusear o instrumento de sopro, os praticantes precisam aprender uma técnica chamada respiração circular, que lhes permite inalar pelo nariz e, ao mesmo tempo, exalar através das bochechas e da boca. Esse tipo de técnica de respiração permite a constância da produção sonora, além de fortalecer os músculos das vias aéreas.

4- Cante para mim!

Os ratos cantantes estão ajudando a desvendar os mistérios da fala humana. Parece ficção, mas não é. Inclusive, você sabia que existe uma espécie destes animais que cantam? Bem, os cientistas demonstraram grande interesse por esses ratos no tratamento de distúrbios da fala. A espécie em questão, Scotinomys teguina (também conhecida como rato cantante de Alston), vem da América Central e tem a capacidade de entoar 100 notas únicas e realizar "duetos musicais".

Esse pode ser o primeiro caso conhecido de "diálogo" entre mamíferos não humanos. A cantoria entre os animais é bastante articulada e os versos mudam de acordo com o que escutam. Uma equipe de pesquisadores novaiorquinos e texanos estudou os cérebros destes ratos e acabou encontrando um "centro de coordenação vocal". Seguir por essa linha de pesquisa pode nos levar para descobertas que visam entender os problemas de comunicação devido ao autismo ou derrame.

Apesar do teor complexo, essa é uma das formas cientificamente divertidas de resolver os mistérios da vida.

5- Cuidado! Apendicite!

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford descobriu que as arrancadas em alta velocidade podem ser uma maneira quase infalível de diagnosticar pacientes com apendicite. Por isso, os médicos estão mais encorajados a perguntar aos pacientes se eles sentem alguma coisa estranha quando dirigem em grande velocidade. A análise do estudo mostrou que uma específica dor oriunda dos solavancos pode revelar se a pessoa tem apendicite aguda.

6- É importante dar nome aos bois... ou, no caso, vacas

Os produtores de leite poderiam potencialmente aumentar sua renda com um truque simples, mas estranho: dar nomes às vacas. Um estudo científico, publicado no Anthrozoos, sugeriu que vacas com nomes produzem mais leite do que suas contrapartes. Este estudo bizarro envolveu mais de 500 produtores de leite do Reino Unido.

7- Água em vinho? Que nada, vamos transformar a tequila em diamante

Cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México descobriram que a tequila tem uma "proporção de hidrogênio, oxigênio e carbono que fica dentro da região de crescimento dos diamantes". Essa surpreendente descoberta levou o pesquisador Javier Morales e sua equipe a criarem diamantes sintéticos a partir da tequila. A princípio, eles estavam preocupados que os outros componentes da bebida alcoólica obstruíssem ou contaminassem o processo. No entanto, não foi isso o que aconteceu. Assim como o experimento envolvendo etanol e água, a tequila produziu "diamantes esféricos de tamanho nanométrico".

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Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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