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7 melhores descobertas científicas de maio de 2019

POR Cristyele Oliveira EM Ciência e Tecnologia 29/05/19 às 18h19

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Estamos quase na metade do ano, e muita coisa já aconteceu em 2019. A retrospectiva desse ano definitivamente, vai ter muito o que mostrar. Desde grandes tragédias até novas descobertas científicas surpreendentes. Em todo o mundo, cientistas estão trabalhando constantemente para aprender mais sobre a nossa vida e o mundo fascinante ao nosso redor. Então, sempre surgem novidades que podem trazer grandes mudanças para a nossa vida cotidiana.

Só no mês de maio foram grandes as descobertas científicas, como por exemplo o primeiro aparelho auditivo controlado pela mente. Esse aparelho é capaz de decidir as ações conforme a atividade cerebral do portador. Pesquisadores também descobriram um fungo escavador de ouro na Austrália Ocidental e físicos quânticos estão usando técnicas a laser para recriar a obra de Leonardo da Vinci, Mona Lisa. Confira agora essas e outras grandes descobertas científicas feitas nesse mês.

1 - Fungos que extraem ouro

Pesquisadores descobriram, próximo à região de Perth, na Austrália Ocidental, um fungo que extrai ouro de seu habitat. O fungo único, chamado Fusarium oxyporum, surpreendeu os cientistas com esse comportamento. Eles notaram que o fungo extrai partículas de ouro a partir do seu ambiente e as prende ao seu corpo repleto de fios. Ainda não está claro o propósito disso. Mas acredita-se que o fungo se reveste de ouro para potencializar o seu crescimento e se espalhar mais rapidamente do que os demais fungos encontrados na área. Dr. Ravi Anand, um dos pesquisadores que descobriu o tal fungo, espera que o microrganismo possa ser usado para localizar grandes depósitos de ouro enterrados no subsolo.

2 - Pensamentos suicidas podem ser detectador por exames cerebrais

Essa é uma descoberta que pode ser muito útil para o tratamento de saúde mental, especialmente para portadores de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Yale acreditam terem descoberto um biomarcador que detecta pensamentos suicidas no cérebro. Os resultados preliminares da pesquisa foram publicados na revista científica PNAS. No artigo, os pesquisadores argumentam que é possível reconhecer pensamentos suicidas focando em um receptor cerebral específico: o glutamatérgico metabotrópico. Os pesquisadores analisaram um grupo de 29 pessoas com TEPT. Eles detectaram que aqueles que tinham pensamentos suicidas constantes tinham níveis mais altos do receptor na superfície das células cerebrais. Embora ainda sejam necessários estudos mais aprofundados, essa descoberta pode representar uma forma mais eficaz de terapia para pessoas com TEPT.

3 - Aparelho auditivo controlado pela mente

Pela primeira vez, cientistas conseguiram criar um aparelho auditivo controlado pela mente. O aparelho foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York. A novidade permite que os portadores utilizem vozes específicas. O dispositivo promete melhorar consideravelmente a experiência de pessoas com perda auditiva total ou parcial. Diferentemente dos aparelhos auditivos convencionais, que amplificam todos os sons simultaneamente, com esse novo dispositivo, é possível que o usuário se concentre em uma única voz específica em meio à conversas externas. A audição auditiva, nesse caso, pode resolver o problema de pessoas surdas em meio a ambientes lotados e barulhentos.

4 - Física quântica para recriar o quadro da Mona Lisa

O encontro entre a arte clássica e a física quântica não poderia ser mais surpreendente. Pesquisadores da Universidade de Queensland decidiram recriar algumas obras famosas em forma quântica. Eles usaram uma técnica de laser chamada de light stamping para projetar as imagens clássicas em um gás de átomos de rubídio ultrafino. As minúsculas pinturas têm apenas 100 mícrons de largura (aproximadamente o tamanho de um cabelo humano) e incluem o quadro de Mona Lisa e obras do pintor Vincent van Gogh.

5 - Mamíferos estão ficando menores

Cientistas estimam que, até o final desse século, os animais terão encolhido de tamanho. O estudo foi publicado na Nature Communications. No artigo, os pesquisadores prevem que, em 100 anos, o tamanho médio dos mamíferos será reduzido em 25%. Analisando os últimos 130 mil anos, os mamíferos passaram por uma redução de 14% de massa corporal, isso é o equivalente a 0,001% a cada século. Os pesquisadores examinaram mais de 15 mil espécies de animais. Eles analisaram cinco características cruciais: massa corporal, tamanho da ninhada, alimentação, habitat e o intervalo entre as gerações.

6 - O primeiro ser vivo com DNA totalmente sintético

Cientistas do Laboratório de Biologia Molecular de Cambridge construíram, pela primeira vez na história, um organismo com DNA totalmente sintético. A Escherichia coli, é uma bactéria encontrada no intestino delgado e foi recriada artificialmente pelos pesquisadores. Embora os micróbios artificiais não sejam geneticamente idênticos aos originais, eles podem ser usados para várias aplicações médicas. Para conseguir recriar a bactéria totalmente sintética, os cientistas fizeram mais de 18 mil modificações no genoma da E. coli. Nesse processo, muitas das sequências de DNA foram removidas, mantendo apenas as essenciais. Depois disso, foram criadas novas células que continham a estrutura genética modificada. Esse é, sem sombra de dúvidas, o maior genoma artificial da história.

7 - Gosto por Pokémon

Psicólogos da Universidade de Stanford fizeram um experimento que revelou que uma região do cérebro faz com que algumas pessoas gostem mais de Pokémon. Isso mesmo. Os pesquisadores convidaram 11 fãs de Pokémon e 11 pessoas que desconhecem o desenho japonês para monitorar a sua atividade neural. Para isso, eles usaram um scanner de ressonância magnética funcional. Os resultados mostraram que o sulco occipitotemporal, uma área do cérebro que fica atrás das orelhas, se ativou quando os fãs viram imagens dos personagens do desenho. Eles descobriram que os cérebros de pessoas adultas que brincavam com o jogo na infância respondiam com mais rigor às imagens do desenho do que aquelas não o conheciam.

E para você, qual foi a descoberta mais impressionante? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.


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Cristyele Oliveira
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