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7 razões ridículas que já condenaram mulheres por bruxaria

POR Renata G Pereira    EM Curiosidades      27/09/19 às 16h00

Entre os séculos XV e XVIII, a Europa passou por uma série de atos punitivos com objetivos religiosos, denominados caça às bruxas. Em suma, a igreja acreditava na época, que era necessário perseguir e punir qualquer ato considerado esotérico ou típico de bruxaria. Ademais, se considerava como bruxaria, e esse ato era tido como o pecado maior contra Deus. Ou seja, não havia perdão. Aquelas mulheres, que eram consideradas bruxas pela igreja, eram consideradas como seres dominados pelo demônio. Em síntese, por isso, essas mulheres eram condenadas à morte.

E qualquer testemunho ou evidência, por mais absurdos que fossem, poderiam condenar uma bruxa e condená-la a pena capital. Muita gente acabou até morrendo inocente. Além disso, morreram das piores formas possíveis. Vamos conhecer as histórias das 7 mulheres condenadas por bruxaria por razões ridículas.

1- Culpada por flutuar

Na vila de Milton, Bedfordshire, em 1613, uma carroça, puxada por dois cavalos, perdeu o controle. Isso, após os animais se assustarem com um porco preto da estrada. Os cavalos fugiram. Porém, quando foram recuperados, passaram pelo mesmo lugar e o porco os assustou novamente. Em seguida, o porco correu para a casa de Mary Sutton. O ocorrido se espalhou, tanto que o filho do dono das terras, de apenas 7 anos, começou a chamar Mary de bruxa. E logo, o menino morreu. Para provar que Mary era uma bruxa, penduraram ela em uma corda e mergulharam na represa. Como ela flutuou, consideraram provado que ela era uma bruxa. Mary foi enforcada em 7 de abril de 1613.

2- Freio de bruxa

Agnes Sampson era uma parteira escocesa e curandeira, que foi acusada de magia negra pelo rei James VI, quando enfrentou uma terrível tempestade no mar. Agnes Sampson foi indicada por outra suposta bruxa, Geillis Duncan. Agnes foi presa e torturada. Ela foi presa a um dispositivo, chamado freio de bruxa, que era um instrumento com quatro pinos inseridos em sua boca, e que a prendiam a uma parede. Agnes, exausta, confessou que era aliada de Satanás e que conspirou para matar o rei. Ela foi estrangulada e queimada.

3- O testemunho de uma criança

Em 1612, um testemunho de uma criança, em Pendle, resultou na morte de 10 pessoas. Moravam juntos Jannet Device, sua mãe, Elizabeth e a avó, Demike. Do mesmo modo, também viviam lá, sua irmã mais velha, Alizon, e o irmão, James. A avó do clã, Demike, não se deu bem com os moradores locais. E quando a garota, Alizon, xingou um dos moradores e ele desmaiou, os outros começaram a acusar as mulheres da casa de bruxaria. No tribunal, Jannet testemunhou contra sua mãe para se proteger, dizendo que apenas ela era uma bruxa. O tribunal acreditou nisso, enforcando toda o resto de sua família e alguns vizinhos, acusados de praticar bruxaria.

4- Animais de estimação (familiares)

Joan Flower e suas duas filhas, Margaret e Philippa, foram acusadas de bruxaria. Em suma, o motivo foi simplesmente por ter, como animal de estimação, um gato preto, de nome Rutterkin. Elas foram presas, mas não confessaram. As autoridades exigiram que trouxessem pão e manteiga para que, se não fossem inocentes, elas engasgassem. Depois de um bocado, Joan caiu morta. E foi, nesse momento, que suas filhas confessaram que estavam envolvidas com bruxaria e encantamentos, junto com seu gato, Rutterkin. Elas foram condenadas e enforcadas.

5- Corajosa demais para ser uma mera mulher

Janet Forsyth tinha o dom de prever o tempo. Talento este que não era bem visto na época, em 1627. Após alertar o namorado para que não fosse ao mar, este a desobedeceu e se perdeu no percurso. Janet foi considerada uma bruxa. Anos depois, quando um navio estava em apuros, Janet tentou reunir os moradores, para ir ao auxílio do navio. Porém, ninguém a ajudou. Então, ela foi sozinha, em um barco, ajudar o navio. Seu ato de bravura foi visto como algo improvável para uma mulher. Janet foi presa. Posteriormente, aguardou sua morte, mas quando chegou o dia de sua execução, a cela estava vazia.

6- Escrevendo para trás

Em 1594, Gwen Ferch Ellis, que tinha um dom para curar pessoas, foi acusada de bruxaria. O motivo foi um poema seu, que havia sido escrito ao contrário, encontrado no quarto de nobres. Eles acreditaram que tal encanto seria para fazer com que outras pessoas ficassem doentes. Gwen negou as acusações e fugiu antes que fosse presa.

7- Incapaz de recitar a oração do Senhor

Jane Wenham foi a última a ser condenada por bruxaria na Inglaterra, em 1712. Devido à incapacidade em recitar a oração do Senhor, durante seu interrogatório. Seus acusadores espetaram um alfinete em sua cabeça e, ao invés de sangue, saiu um líquido aquoso. Esse era o sinal de sua culpa.

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Imagens listverse uol
Renata G Pereira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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