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7 vezes que adolescentes surpreenderam o mundo com grandes invenções

POR Diogo Quiareli    EM Ciência e Tecnologia      21/03/19 às 20h12

O mundo está evoluindo cada vez mais em todos os aspectos, não é mesmo? Os seres vivos evoluem, as plantas, o clima e, é claro, o meio tecnológico dão largos passos diariamente. Quanto à tecnologia, as invenções recentes vêm trazendo diversas vantagens para a nossa vida e facilitando o nosso dia a dia. Robôs capazes de produzir em grande escala, necessitando de poucos minutos, aparelhos que realizam exames médicos bastante precisos, e até mesmo a forma de viajarmos o mundo. Nesse quesito, os Estados Unidos realizam anualmente exposições científicas e essas incluem crianças e adolescentes bastante talentosos. Esses eventos atraem cientistas adultos de todos os cantos do mundo, facilitando assim a conexão dos adolescentes com eles.

Entre os cientistas, existem responsáveis pelo Google Science Fair, Intel ISEF e vários outros. As brilhantes descobertas podem em breve mudar a vida de toda a humanidade para melhor. Foi pensando um pouco mais sobre isso que resolvemos trazer essa matéria. A redação da Fatos Desconhecidos buscou e listou para você, caro leitor, algumas vezes que adolescentes surpreenderam o mundo com grandes invenções. Se você souber de alguma outra que não listamos, manda pra gente nos comentários aí embaixo. Aproveite para compartilhar com seus amigos e, sem mais delongas, confira conosco a seguir e surpreenda-se.

1 - Diminuição em carcinógenos em comida

Lauren tinha apenas 13 anos quando estudou sobre um processo que leu no jornal. Esse tratava de um processo contra uma rede de restaurantes que não avisou os clientes que o frango grelhado continha substâncias cancerígenas. Mais tarde, ela notou que a borda do frango preparado por sua mãe era diferente. Foi aí que teve a ideia de solucionar o problema. Lauren entrou em contato com diversos laboratórios e, depois de muito tentar, o laboratório da Universidade da Pensilvânia permitiu que ela se tornasse assistente do lugar. No local, ela investigou a quantidade de substâncias cancerígenas que havia nos frangos com a ajuda de equipamentos profissionais. Ela então descobriu algumas coisas incríveis. Lauren descobriu que o limão é capaz de reduzir a quantidade de cancerígenos em carnes grelhadas em 98%, a água salgada e açúcar mascavo em 60% e o azeite de oliva não reduz de forma significativa como as pessoas acreditam. O molho de soja, segundo os estudos, aumenta a concentração das substâncias cancerígenas. Lauren recebeu, por seu trabalho, o segundo prêmio na Google Science Fair, em 2011.

2 - Sensores para deficientes auditivos

John Conn é um garoto à frente do seu tempo. Ele tocava violão em uma sala onde dividia o espaço com diversos músicos. Por trás de todo o barulho, ele não conseguia ouvir o som de sua própria guitarra. O jovem então fez uma descoberta: a vibração passou por seus dentes e tornou possível distinguir de forma clara o som. Sendo assim, John aprendeu sobre o fenômeno da condução óssea do som e percebeu que ela poderia ajudar as pessoas com deficiência auditiva. O adolescente criou então seu próprio dispositivo, capaz de traduzir a onda sonora em vibrações e enviar para os sensores especiais, presos em seus dedos. Os testes no aparelho mostraram que as pessoas conseguiam perceber frequências e melodias diferentes 95% melhor. John conseguiu o prêmio da Google Science Fair de 2012.

3 - Diagnóstico instantâneo de câncer

Um vizinho de Jack Andraki morreu de câncer quando ele tinha 14 anos de idade.Sendo assim, o jovem buscou uma forma de tentar lidar com a doença. Ele descobriu então que 85% dos pacientes com câncer no pâncreas passam por um diagnóstico tardio, quando têm apenas 2% de chances de sobreviver. O método de identificar é muito ultrapassado. Além de velho, não é 100% eficiente e requer bastante dinheiro para utilizar. Jack decidiu ter o seu próprio teste. Encontrou na internet uma lista com mais de 8 mil tipos de proteínas capazes de detectar o câncer de pâncreas. Ele então começou os estudos. Ele buscava uma proteína que é liberada em grandes quantidades ainda nos estágios iniciais. Depois de muitos testes, ele finalmente encontrou a mesotelina, a proteína certa. Agora precisava apenas criar um método acessível para identificá-la.

Durante uma aula no colégio, estudando nanotubos de carbono, o garoto conseguiu. "Ouça, é tão simples como fazer biscoitos de chocolate. Apenas pegue os nanotubos, misture com a bactéria, misture tudo, mergulhe e tire o papel. Pronto! Você já pode diagnosticar o câncer", disse ele. Jack então enviou o estudo para 200 laboratórios e foi recusado por 199. Apenas um respondeu de forma positiva ao seu pedido. Na verdade, sua ideia tinha algumas falhas. De forma meticulosa, ele resolveu cada um dos problemas. O teste de Jack hoje é 168 vezes mais rápido, 400 vezes mais sensível e 26 mil vezes mais barato que a tecnologia utilizada. Ele ganhou a Intel ISEF em 2012.

4 - Carga completa de bateria em 30 segundos

Somos quase dependentes dos smartphones, né? No entanto, já temos um problema: eles descarregam rápido demais. Um problema ainda maior é o tempo de recarregar a bateria. Com isso, Aishu Khare, de 19 anos, resolveu tentar solucionar o problema. Sua mãe é bióloga e o pai engenheiro, mas ela escolheu ciência por conta própria. Aishu conseguiu criar um super capacitor. Esse reduz o processo de carregamento dos smartphones para 30 segundos. Com isso, ela ganhou US$ 50 mil e ficou em segundo lugar na Intel ISEF, em 2013. O nível do seu trabalho corresponde ao de candidatos de ciências exatas. Hoje, o seu projeto principal consiste em combinar a capacidade de baterias e o carregamento de alta velocidade do seu super capacitor em um único dispositivo. O seu projeto ajudará a carregar nossas baterias centenas de vezes mais rapidamente Além disso, consumirá menos eletricidade.

5 - Viagem espacial sem combustível

Erika era uma adolescente de 14 anos quando viajou em um ônibus pela Flórida. A viagem entediante a levou em um museu para ver a cópia do Saturno-5. "Estava muito quente e abafado, eu esperava que houvesse ar-condicionado", disse ela. Ela ficou chocada com o tamanho do foguete. Foi aí que ela desenvolveu interesse pelas viagens espaciais. Um dos maiores problemas nessas viagens é o combustível. Para fornecer combustível nessas viagens, é necessário outras espaçonaves com combustível. Em seu projeto, Erika ofereceu a rede de trânsito interplanetária Interplanetary Transit Network. Em vez de enviar um foguete do ponto "A" para o "B", é possível pensar de forma cuidadosa sobre a rota que este tomará.

Erika conseguiu elaborar um esquema detalhado dos asteroides no cinturão de asteroides entre os planetas Marte e Júpiter. Assim demonstrou que as forças gravitacionais de Júpiter são capazes de atrair e repelir objetos massivos tão grandes quanto uma espaçonave. O seu projeto tem uma desvantagem até então: em vez de 5 dias de voo, por exemplo, levaria 5 anos. O seu conceito lhe rendeu o 1° lugar em Física na conferência da ISEF 2010.

6 - Braço protético 170 mais acessível

Eston LaChappelle mora em uma pequena cidade com pouco mais de mil habitantes. Ele estava cursando o 9° ano quando conheceu uma garotinha de 7 anos de idade, cuja prótese biônica custava US$ 80.000. Ele ficou surpreso com o alto valor. "Eu realmente senti a oportunidade de mudar o setor por meio da criação de uma prótese que valeria menos de US$ 1.000. No entanto, eu tinha 14 anos e não sabia como abordar isso. Eu usei pequenas hélices de aviões de brinquedo, ganchos de pesca e um modelo de Lego. Eu criei uma prótese que podia sentir o movimento de uma luva por outro lado", disse.

Mais tarde, ele fez algumas modificações e criou uma versão aprimorada da prótese. Após a formatura, Eston junto com seus amigos fundou a empresa Unlimited Tomorrow, onde fazem próteses. Hoje, ele também colabora com a NASA. Uma prótese hoje custa em média US$ 60 mil, mas as de Eston, com a mesma funcionalidade, custam em média US$ 350.

7 - Conversor CO2 em oxigênio

Um adolescente mudou o mundo quando começou a dirigir. Jaggi inventou um dispositivo capaz de reduzir a poluição proveniente de seu carro. Ele chegou a ganhar um prêmio da Agência de Proteção Ambiental pelo seu invento ecológico. Esse é capaz de limpar a exaustão do carro que normalmente resulta na poluição do ar. Com apenas 17 anos, o jovem teve a ideia após ver quanto de dióxido de carbono saía de um carro. Foi aí que ele concebeu um dispositivo chamado "Algae Mobile". Esse é inserido no tubo do escapamento do veículo. Através da fotossíntese, as algas no interior convertem o dióxido de carbono em oxigênio e são capazes de liberar o ar puro para os seres humanos respirarem.

E aí, o que você achou dessa lista? Comenta pra gente aí embaixo e compartilhe com seus amigos. Lembrando sempre que o seu feedback é extremamente importante para o nosso crescimento. Aproveite e faça um tour por nosso site e mergulhe em um oceano de curiosidades.

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Via   ADME     Hypescience  
Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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