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8 coisas que você deveria saber sobre o verdadeiro Conde Drácula

POR PH Mota    EM História      25/08/16 às 16h29
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Com certeza você já ouviu falar do vilão Drácula, o vampiro mais famoso da história do cinema e da literatura. Também é bem possível que você conheça as histórias que associam as origens do personagem com um famoso governante que viveu na Transilvânia no século 15 e serviu como inspiração para o monstro criado por Bram Stoker.

O famoso líder medieval Vlad, o Empalador, ficou conhecido por ser impiedoso e agressivo em seus métodos de governar e torturar e adversários. Hábitos assustadores como beber o sangue de suas vítimas e viver nas sombras o tornaram assustador a ponto de inspirar o surgimento de um dos maiores monstros da história da ficção.

Nem tudo o que foi contado sobre o governante e sua associação com o vampiro de Bram Stoker é verdade. Essa lista vai te apresentar alguns dos fatos reais sobre o famoso tirano e desvendar alguns dos mitos que você acreditou durante toda a sua vida.

1 - Não inspirou o vilão Drácula

Apesar do mito considerar que Vlad Tepe inspirou o Drácula de Bram Stoker, o filho do autor, Irving, declarou que seu pai desenvolveu a ideia a partir de um sonho. Por muitos anos, não foi possível provar essa versão, já que as notas de criação de Stoker estavam perdidas. Em 1972, no entanto, as notas foram encontradas e apresentadas no Museu Rosenbach, na Filadélfia. Desde então, a análise do material não mostrou nenhuma evidência para sugerir que verdadeiro Vlad tinha alguma conexão com o famoso vampiro da ficção.

2 - Até mesmo o nome pode ser uma coincidência acidental

Apesar de não haver real inspiração, Vlad Dracula carrega o nome que foi utilizado por Bram Stoker. A análise das notas, no entanto, não mostrou nenhum indício de que o autor tinha conhecimento da existência de Vlad. Num livro que pertencia a Stoker, no entanto, existia uma nota escrita a mão com os dizeres: "DRACULA em dialeto da Valáquia significa DEM"NIO". É bem possível que o nome do personagem tenha saído dessa inspiração, e não do verdadeiro Drácula, que não é mencionado em nenhuma nota. Antes de Drácula, inclusive, o vilão iria se chamar Wampyr.

3 - O sentido da palavra Drácula ainda é discutível

Apesar de Stoker ter anotado que Drácula significa demônio, ainda existe muito debate sobre o sentido do nome. Em vários textos, Drácula é utilizado para se referir ao pai de Vlad, fazendo com que este seja apresentado como o "Filho de Drakul". A expressão foi diversas vezes traduzidas como o filho do dragão ou o filho do demônio, em conexão com a reputação de Vlad. Para o historiador romeno Aurel Radiutiu, tem outra teoria, pois acha improvável que algum governante iria aprovar o título de demônio. Segundo ele, o nome se originou num erro de grafia da palavra Dragu, que significa "o querido". A evolução da língua e a influência de alemães na região teria provocado a mudança do nome e a variação de escrita e pronúncia.

4 - Beber sangue pode ter surgido de erros de tradução

Em 1463, um poema de título "A história de um louco violento chamado Voivode Dracula de Valáquia" (Von ainem wutrick der heis Trakle waida von der Walachaei) foi apresentado para o imperador Frederick III. Durante o processo de tradução no século 20, a ideia de que Vlad III mergulhava o pão no sangue de suas vítimas empaladas foi inserida. Especialistas em tradução que fizeram uma nova análise sobre o material original encontraram que o verso em questão tinha outro sentido: na verdade, Vlad mergulhava as mãos em sangue para lavá-las. Mesmo que o conceito ainda seja assustador, é bem possível que seja apenas uma metáfora colocada por licença poética no texto.

5 - Ele pode nunca ter vivido na Transilvânia

Grande parte do turismo da Transilvânia é baseado na conexão da região com o vampiro da ficção e o governante que o teria inspirado. Já vimos que relação de inspiração pode não ser tão real assim e, segundo alguns historiadores, nem mesmo a presença de Vlad por ali. O professor de arqueologia e história medieval Florin Curta sugere que Vlad nunca teria vivido no Castelo de Bran, mas sim em Targoviste, capital real da Valáquia.

6 - Pode ter sido um herói popular

No fim do século 19, Vlad III não era um líder odiado por seu povo. Na verdade, vários textos o relatam como um herói que lutou pela liberdade de seu povo da opressão dos turcos. Vlad se tornou um herói nacional raças a suas habilidades militares e batalhas em defesa do orgulho nacional. Ainda hoje há muita discussão sobre a realidade por trás da literatura que narra as duas faces de Vlad: o herói que cativou o seu povo por meio da liderança ou o líder tirano que focava em métodos brutais para atingir seus fins.

7 - Ninguém sabe como ele morreu

Vlad passou 13 anos como prisioneiro do líder Matthias Corvinus até que foi solto, em 1475. Cerca de um ano depois morreu, mas as circunstâncias são desconhecidas até hoje. Uma versão diz que ele morreu em batalha durante uma emboscada dos turcos, mas outra sugere que seus próprios homens o mataram. Essa versão ainda tem suas próprias variações, apontando que ele teria sido morto por engano, ao ser confundido com um turco, ou de propósito em retaliação a sua crueldade.

8 - Alguns contos não o retratam como cruel

As histórias sobre Vlad são repletas de atos horríveis e tenebrosos, mas vários documentos oficiais o retratam apenas como um governante comum. Segundo textos de um aliado da Moldávia, os métodos de Vlad eram cruéis, mas necessários para a proteção da instituição que ele governada. Com a intenção de trazer ordem para suas terras, foi conhecido entre os povos por aplicar punições com um punho de ferro para evitar problemas. Dentre suas ações estavam queimar os pobres para evitar problemas sociais ou matar mercadores estrangeiros que não seguiam suas leis.

Apesar de realmente assustador, Vlad ainda foi visto como herói por seu povo e nunca foi motivo de inspiração para o monstro que conhecemos das histórias. Mesmo assim, os métodos agressivos e chocantes que adotou foram suficientes para deixar seu nome marcado como um dos maiores tiranos da história.


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PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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