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8 experimentos (científicos) do pensamento que podem te ajudar a entender o mundo

POR Júlia Marreto    EM Ciência e Tecnologia      29/07/16 às 19h32

Seguindo uma determinada visão, podemos dizer que a Filosofia se trata do estudo, investigação da dimensão essencial e ontológica do mundo real; também é o amor pela sabedoria. A palavra "filosofia" foi inventada por Pitágoras, e desde sua invenção, diversos problemas filosóficos tem sido grandes incógnitas.

Muitas vezes, é comum acreditar que a Filosofia é uma atividade restrita aos gênios, sendo assim, não precisa ser explicada, nem entendida, aos demais. O que é um grande erro, isso porque, apesar dos alto níveis tecnológicos, não há maneira de expressar pensamentos a não ser pela linguagem, da mesma forma, não é possível exercitar a linguagem sem antes ter elaborado o pensamento.

Tentando resumir de forma abismal, a Filosofia são os problemas filosóficos, que só podem ser resolvidos através de investigação racional, pois não podem ser realizadas experimentações, como por exemplo na Matemática, através de cálculos, ou da História, por meio de documentos.

É importante lembrarmos que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina àqueles que se identificarem.

Pensando nesses problemas filosóficos e na maneira que eles são raciocinados, é que nós aqui da redação do Ultra Curioso selecionamos uma listinha com 8 experimentos (científicos) do pensamento que podem te ajudar a entender o mundo. Confira:

1 - O quarto de Maria

Frank Jackson desenvolveu o trabalho "O que Maria não sabia", no qual lida com um dos problemas mais profundos da filosofia: O que é conhecimento? A probabilidade de conseguirmos responder essa pergunta é muito baixa, que nem os experimentos do pensamento podem responder.

Esse estudo consiste no experimento em que Maria, uma cientista de nível mundial, sabe todos os fatos que existem sobre as cores, tanto aspectos físicos, químicos e neurofisiológicos. O único "problema" é que toda sua pesquisa foi realizada em um quarto preto e branco.

Então, um dia ela sai do quarto e vê as cores pela primeira vez. A questão é que, ao sair, ela aprende nada novo, tudo aquilo ela já sabia antes e a pergunta que fica é: ela ganhou algum conhecimento dessa experiência com as cores?

2 - Besouros de Wittgenstein

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Aquilo que você vê é o mesmo que o outro vê? Quando crianças é muito normal termos esse tipo de dúvida, muitas vezes até quando adultos. Por exemplo, quando uma criança vê a cor azul, ela quer saber se a cor que você enxerga é a mesma. Ou, quando falamos para alguém que estamos com uma determinada dor, como essa pessoa vai saber como é essa dor que você está experienciando?

Os Besouros de Wittgenstein são um experimento do pensamento que consiste em imaginar que todos possuem uma caixa, e que em cada caixa, que só o dono pode olhar dentro, existe um "besouro". Pelo menos, é assim que todos chamam essa "coisa" que existe ali dentro. Porém, nunca podem comparar o que está em suas caixas. Fazendo com que seja possível que essas "coisas" realmente sejam iguais ou totalmente diferentes. É, inclusive, possível que exista nada ali dentro.

3 - O Violinista de Thomson

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O Utilitarismo é uma teoria filosófica desenvolvida por volta do século 17, ela considera que a boa ação ou boa regra de conduta devem ser caracterizadas pela utilidade e prazer proporcionado ao outro, à coletividade. Um exemplo: sabe aquelas pessoas que precisam de transplante de órgãos? Pois bem, para elas você é um "saco de órgãos" ambulante.

O que isso quer dizer? Que de acordo com o Utilitarismo a única saída para você seria se matar, para que as pessoas pudessem utilizar seus órgãos, para sobreviver, deixando-as felizes, além daqueles ao redor. Judith Jarvis Thompson, trabalha com filosofia e metafísica, propôs o seguinte experimento: um dia, você acorda conectado a um violinista inconsciente.

Ele está doente, sendo que apenas o seu sangue pode mantê-lo vivo. Uma sociedade de amantes da música pagou médicos para conectar os seus sistemas circulatórios durante a noite. Para que sobreviva, o violinista necessita desse "arranjo" por nove meses. Se você se desconectar do violinista, ele irá morrer. Então vem a pergunta, será que você seria um assassino se decidisse se desconectar do violinista? Mesmo que você nunca tenha concordado com a cirurgia, qual a sua responsabilidade sobre ele?

4 - O monstro utilitário

Mais um experimento mental sobre o utilitarismo. Esse experimento consiste em pensar no Monstro Utilitário, ele possui a capacidade de extrair mais utilidade das coisas do que as pessoas normais. Por exemplo, quando comemos um bolo sentimos uma quantidade determinada de felicidade, quando esse Monstro come ele sente mil vezes mais felicidade que qualquer pessoa.

De acordo com o utilitarismo, o certo a se fazer seria dar o bolo ao monstro. Caso tenha-se dois bolos, os dois devem ser dados ao monstro, isso porque ele ficaria muito mais feliz. Levando em consideração que o Monstro Utilitário sente muito mais felicidade do que nós, em qualquer coisa que façamos, de acordo com o utilitarismo a maioria das pessoas seriam infelizes porém, o nível de felicidade no mundo ainda subiria.

5 - Cérebro em uma cuba

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Quem é você? Será que você está lendo essa matéria, numa tela, com seus próprios olhos? Ou será que você é um cérebro flutuando em um tanque? Você pode pensar que seria um tanto quanto óbvio perceber uma coisa dessas, mas essa cuba é uma máquina complexa. Dados sensoriais estão alimentando seu cérebro nu. Tudo aquilo que você vê, ouve, toca, cheira, são simplesmente sinais elétricos pulsando em sua massa cinzenta. Se essa simulação é perfeitamente consistente, como você pode negar que está é realmente a natureza de sua existência?

6 - Reunião de átomos

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Falando um pouco sobre a Teoria da Identidade, Donald Davidson, um filósofo estadunidense, foi um pouco mais além. Seu experimente diz que imaginemos que um dia um homem está andando em um pântano e, com falta de sorte, um raio o atinge e ele morre. No mesmo momento, outro raio atinge outra parte do pântano. O segundo raio é capaz de reorganizar os átomos da outra parte exatamente igual aos átomos daquele homem, antes de ter sido atingido. Esse novo homem sairá do pântano pensando que é o mesmo que ali entrara antes, sem nunca saber a diferença.

7 - O Cérebro Partido de Parfit

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A Teoria da Identidade foi estudada por um filósofo chamado Derek Parfit, que jogou algumas (muitas) dúvidas sobre a ideia da existência de uma identidade estável ao longo do tempo. Seu experimento pede que imaginemos que os transplantes de cérebro tenham sido aperfeiçoados. Então esse órgão é retirado do organismo, divido em dois e cada metade é colocada em um clone doo seu corpo. Eles acordam, se lembram de tudo, suas memórias, pensamentos, sentimos, absolutamente iguais aos seus. E afirmam ser você. O que aconteceu com você? Existem dois de você ou você foi destruído no momento em que os dois foram criados?

8 - A sala chinesa

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É uma réplica do Teste de Turing. Nesse, um computador tentar chegar o mais próximo possível das respostas que um ser humano daria a determinadas questões, como em uma conversa. Se esse computador é capaz de responder adequadamente a essas questão quer dizer que ele é inteligente?

Vejamos, a sala chinesa consiste em uma sala cheia de livros escritos em mandarim e um conjunto de instruções escritas em português que te indicarão o que fazer. Suponhamos que você não saiba ler, escrever ou falar em mandarim Então, lhe é passado um papel com escrita chinesa.

Você lê as instruções em português e copia os caracteres em chinês, de acordo com as regras que lhe são informadas. E passa sua resposta para fora da sala. A pessoa que está a receber essa mensagem acreditará que você, agora, domina o idioma chinês, sendo que, na realidade, você só está seguindo instruções.

Então pessoal, o que acharam desses experimentos do pensamento? Será que eles realmente te ajudaram a ter uma visão um pouco diferente do mundo? De nossa sociedade? De nossos pensamentos? De seus próprios pensamentos? Conhecem algum outro experimento que poderia ser inserido nessa lista? Sugestões, dúvidas, correções? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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Júlia Marreto
É a dona de um coração esculpido pela literatura e preenchido pelos bons vinhos de Baco. Guiada nas artes da vida por Ares, possui a discreta delicadeza de um elefante pulando carnaval numa loja de cristais! Movida diariamente pelo combustível da vida: o café, essa garota possui raízes profundas na poesia da vida. É muito séria, mas sabe brincar na hora certa. Ama os animais e detesta filme de terror. Apesar de cantar mal, canta com sentimento. E adora musicais! Sua principal tentativa desportiva é o baralho. Ela gosta mesmo é de coisas antigas, apaixonada pela vida e sonha com o universo. Instagram: , @juliamarreto
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