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9 espécies de animais que cometem "suicídio"

POR A redação EM Natureza 01/09/15 às 14h49

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As aspas no título se explicam por uma razão bem simples: segunda a maior parte dos etólogos (que estudam o mundo animal) não existe suicídio entre os animais da mesma forma que ocorre com os humanos. Todos os casos já registrados em que houve esta suspeita foram desmentidos e explicados por outras razões. Isto porque, de uma forma geral, animais não põem fim intencionalmente à própria vida - esta é uma característica limitada aos seres que possuem inteligência e verdadeiras intenções de morrer. Isto nos leva de volta a Charles Darwin, segundo o qual a própria seleção natural prepara e escolhe os indivíduos aptos a continuarem vivos na natureza.

O interesse pelo suicídio animal remonta aos tempos antigos. Quem nunca ouviu a lenda que o escorpião, quando cercado em chamas, se mata utilizando o próprio veneno? Isto não é verdade: o animal morre desidratado. Outra história bastante difundida é um conto de Aristóteles. Segundo o filósofo, houve um cavalo que se jogou de um penhasco ao descobrir que acasalara com a própria mãe. De acordo com César Ades, da Universidade de São Paulo, mesmo as situações em que uma mãe se deixa devorar pelos filhotes (para que eles não morram de fome) não podem ser consideradas suicídio. É somente uma forma de garantir a sobrevivência da espécie.

Como já foi dito, o suicídio requer emoção, inteligencia e intenção de morrer. Ninguém pode duvidar das emoções e da inteligência de certos animais, mas e quanto a intenção de morrer? Nos seres humanos, o ato de se matar está relacionado a alguns fatores, tais como depressão, esquizofrenia, uso de drogas, alcoolismo, etc. Muitos estudiosos acreditam que não seria possível para os animais realizar o ato de tirar a própria vida de forma intencional e voluntária, uma vez que a maior parte destes fatores não se aplicam ao reino animal.

Mas alguns casos realmente podem ser confundidos com suicídio. Veja abaixo alguns comportamentos que levam a morte quase voluntária de animais. Você verá que eles até se parecem com suicídio, mas podem ser explicados de outras maneiras:

Gatos: Ao contrário do que se ouve por aí, os felinos nunca se jogam propositalmente de uma janela. O que acontece é o animal cochilar em uma janela sem proteção, ou cair acidentalmente enquanto persegue algum inseto. Nada de se matar radicalmente, se você chegou a pensar nisto.

Aranha Europeia: O inseto, encontrado na costa mediterrânea da Europa, alimenta seus filhotes com comida  regurgitada por ele próprio. No caso de ficar sem alimento, a aranha se mata, oferecendo o próprio corpo como alimento. Suicídio? Não. Este é um fenômeno conhecido como matrifagia, em que há um sacrifício pela sobrevivência da espécie.

Louva a Deus macho: Esta espécie, após copular com a fêmea, não entrega o próprio corpo voluntariamente para ela comer, como se acredita. Na verdade ele até tenta fugir, mas, quando não consegue, a fêmea se alimenta dele para garantir o desenvolvimento das crias que serão geradas.

Escorpião: Quando acuados pelo fogo, acredita-se que o escorpião utiliza seu próprio ferrão para se matar. O que realmente acontece é o inseto ficar agitado por causa do calor, fato que o faz perder o controle da cauda. Em seguida, a desidratação provocada pela alta temperatura acaba por matá-lo.

Abelhas: Quando ferroam alguém, as abelhas perdem o seu ferrão e morrem por causa disto. Existem poucas evidências que comprovem que os insetos tenham consciência de que o uso do ferrão pode tirar sua vida. Não é, portanto, uma forma de suicídio heroico.

Golfinhos: Em 1963, o treinador dos golfinhos do programa de televisão Flipper afirmou que um dos animais da produção se afundou no tanque propositalmente até morrer por não aguentar mais a vida em cativeiro. Para os especialistas, no entanto, o animal estava apenas tentando fugir do estresse, e não tinha qualquer noção de que morreria.

Lemingues: Um documentário de 1958 divulgou que os lemingues, pequenos roedores da Escandinávia, se jogam de precipícios. Hoje se sabe que, na verdade, o que de fato acontece com os lemingues (e também pode acontecer com outros animais) é o chamado "efeito manada": se um animal desatento cair, os que vem atrás se jogam em seguida.

Társios: Os menores primatas do mundo apresentam um comportamento estranho quando colocados em cativeiro. Os animais chegam a se machucar intencionalmente devido à infelicidade e ao estresse de estarem presos. Por esta razão não são encontrados em zoológicos. Eles podem ficar tão aflitos que esmagam a própria cabeça contra objetos. Talvez o caso dos társios seja o mais próximo de um suicídio da lista, ainda que eles não tenham consciência do que estão fazendo com seus próprios corpos.

Cães: Este é um caso que ainda intriga os cientistas. Cães que param de comer e definham após a morte de seus donos são um mistério para a etologia. Muitos animais demonstram comportamentos de que estão cientes da perda de seu tutor. Neste tipo de situação, os animais ficam tristes, adoecem e perdem a vontade de se alimentar, até que, eventualmente, acabam morrendo pela falta de comida, ou por outros fatores associados à fraqueza. Estariam eles paralisados pela dor e pela perda?

Fontes: ANDA | Diário de Biologia


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