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A China pode enviar 100 mil patos para conter a praga de gafanhotos no Paquistão

POR Cristyele Oliveira EM Curiosidades 08/03/20 às 14h24

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Quando um enxame de gafanhotos se torna um problema gigantesco, é preciso armamento pesado para deter a infestação. E nesse caso, a melhor arma seriam os patos. Isso mesmo. Um plano de combate contra exames de gafanhotos que estão comendo plantas no Paquistão, envolve da China. O país vizinho que pretende enviar 100 mil patos para resolver o problema.

No começo desse ano, o Paquistão declarou emergência devido aos números de gafanhotos destruindo as plantações. Esse é a maior infestação da praga, em mais de duas décadas. De acordo com um especialista em agricultura, uma solução para isso seriam os patos. Porque segundo ele, um único pato poderia comer mais de 200 gafanhotos por dia. E no fim das contas, isso seria muito mais eficaz do que os pesticidas. Mas na prática, isso não parece tão simples, já que outro pesquisador questionou a eficácia dos patos nesse sentido. No entanto, a China se mostrou disposta a ajudar e enviar várias aves para o país.

Luta contra a praga

O governo da China já anunciou que estará enviando uma equipe de especialistas ao Paquistão justamente para lidar com essa questão. A ideia é desenvolver um "programa direcionado" contra os terríveis insetos.

Segundo o pesquisador da Academia de Ciências Agrícolas de Zhejiang, Lu Lizhi, os patos são "armas biológicas". E enquanto as galinhas podem comer cerca de 70 gafanhotos por dia, um único pato poderia devorar quase o triplo desse número. "Os patos gostam de ficar em um grupo para serem mais fáceis de gerenciar do que as galinhas", explicou o especialista.

Um mapeamento, envolvendo os patos, deverá ser feito na província de Xinjiang, no oeste da China, já nos próximos meses. Feito isso, eles enviarão os patos para as áreas mais afetadas pelos gafanhotos, no Paquistão. Essas que incluem as províncias de Sindh, Baluchistão e Punjab.

O problema dos gafanhotos

Porém, nem tudo é tão simples quanto parece. Um professor da Universidade Agrícola da China, questionou a eficácia dos patos. A preocupação é devido as condições áridas em que os gafanhotos se encontram. "Os patos dependem da água, mas nas áreas desérticas do Paquistão, a temperatura está muito alta", disse Zhang Long.

Segundo ele, apesar de os patos serem usados contra gafanhotos desde os tempos antigos, a implantação da medida ainda é um método "exploratório". E que sua implantação "ainda não entrou no programa de assistência do governo".

De acordo com a ONU, essas atuais infestações da praga podem ser rastreadas até a temporada de ciclones de 2018 e 2019. Essas que trouxeram fortes chuvas à Península Arábia e resultou em pelo menos três gerações de "procriação sem precedentes" que não foram detectadas. A partir disso, os enxames se espalharam pelo sul da Ásia e pela África Oriental.

Em janeiro desse ano, a ONU também pediu ajuda internacional para combater os enxames de gafanhotos dos desertos que varrem o leste da África. A Etiópia, o Quênia e a Somália já vem lutando com os enxames devastadores das pragas que devoram alimentos desde então.


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Cristyele Oliveira
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