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A fita cassete ainda não morreu; entenda o porquê

POR Fabiana Souza    EM Ciência e Tecnologia      17/09/15 às 15h58
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Nos tempos atuais de compartilhamento grátis de arquivos pela internet é até difícil encontrar pessoas que sejam adeptas de CDs, DVDs ou qualquer espaço físico de armazenamento. A internet está tomando conta de tudo e deixando os dependentes desses equipamentos em total declínio. Porém, em meio essa crise dos fabricantes CDs e DVDs uma empresa nunca viveu dias tão bons. Sabe o que essa empresa fabrica? Fitas cassete. Sim, aquelas fitas antigas que muita gente ainda tem guardada em casa.

O nome da empresa que está no ápice dos lucros é National Audio Company, localizada em Springfield e tem como presidente o teimoso Steve Stepp. Com a chegada dos CDs e outros meios de armazenamento físico, todos tentaram convencer Steve a investir em outra coisa, pois, em poucos anos a industria das fita cassete chegaria ao fim. Contrariando a todos, o visionário presidente se manteve no negócio e tem como percussor de seu maior lucro o ano de 2015 (a empresa foi fundada em 1960).

Com um aumento de 20% das vendas, a National Audio Company produziu mais de 10 milhões de fitas de 2014 até agora. Seu equipamento conta com máquinas originais que fabricam as fitas desde 1970 e com a "nostalgia" liderando os principais mercados do mundo as vendas só tem crescido. Graças ao movimento retrô a empresa fechou contrato com as maiores produtoras da atualidade, como Sony e Universal.

O movimento e ascensão do equipamento de armazenamento vem crescendo ainda mais com a ajuda de nomes importantes da música, como Snoop Dogg, Dave Grohl e o Dj superstar Skrillex que lançaram seus últimos trabalhos em fita cassete. O uso da fita também foi retratado pelo cinema mundial, no longa de sucesso "Guardiões da Galáxia", onde o protagonista interpretado por Chris Pratt faz o papel de um saqueador que mora em outro planeta por ter sido abduzido da Terra quando criança e usa as fitas cassete para ouvir músicas em suas missões. Inclusive, com o sucesso do filme, a trilha sonora do longa foi lançada em fita cassete. Beneficiando ainda mais os produtores desse produto. Ou seja, é o passado de volta ao presente.

Assim como o vinil que também anda caindo nas graças dos adeptos da cultura retrô, ouvir uma fita cassete requer mais que somente apertar o play do seu smartphone. É preciso todo um ritual, de colocar a fita no tocador adequado ou para adquirir mais mobilidade, no antecessor do iPod, o Walkman. Além de todo esse trabalho - que os nascidos na era digital desconhecem - quando a fita acaba é preciso rebobiná-la para conseguir ouvir seu conteúdo de novo. Esqueça aquela história de voltar a música naquele trecho que você gosta, com as fita cassete, esse trabalho é um pouco mais complexo.

Porém, é algo que dá muito prazer àqueles que vieram da época das fitas, pois vem com aquele gostinho de nostalgia. É como se fosse possível voltar no tempo. Por isso, todo esforço é válido. Apesar de ser em um número reduzido, as cinquentonas continuam a todo vapor por aí, enchendo os admiradores dessa vibe de alegria.

 


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Fabiana Souza
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