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A história do Papa que escreveu um conto erótico

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      03/12/19 às 12h20

O Papa é considerado, não só o maior líder dentro da instituição Católica, como também um homem santificado. Quando pensamos nas pessoas que assumem esse cargo, pensamos em uma pessoa altiva, vestindo um robe branco e proferindo as palavras de Cristo. Existem mais de 1 bilhão de cristãos no mundo, logo, assumir essa posição é de extrema responsabilidade. Acontece que, apesar da imagem poderosa e "santa" que o Papa transmite, ele é uma pessoa normal igual a nós.

Já existiram vários Papas na Igreja Católica e vários deles deixaram legados que são lembrados ainda hoje. Provavelmente, são coisas relacionadas à sua benevolência. Mas como falado anteriormente, eles são pessoas assim como nós. E tiveram toda uma vida, antes de assumir o papado. Então, pode ser que algumas coisas, feitas por eles, sejam chocantes para algumas pessoas.

Como por exemplo, o "Conto dos Dois Amantes", que foi escrito em 1444, por Aeneas Sylvius Piccolomini e foi um best seller medieval. O livro contava a história de um amor vivido entre uma mulher casada e um jovem italiano. E ele tinha ilustrações bastante picantes. O público adulto fez o livro ser um verdadeiro sucesso.

Até agora nenhuma novidade. Mas o surpreendente é que o livro foi escrito por quem, mais tarde, viraria o Papa Pio II. 

 

 

O Livro

O livro foi escrito em estilo epistolar, que é quando se tem a impressão de que foram os personagens principais que escreveram a história. O enredo se passa em Siena, na Itália, e conta a história de amor entre Lucretia e Euryalus. O "Conto dos Dois Amantes" foi publicado em 1467, com direito à várias imagens eróticas. E também com a defesa do adultério, que os personagens principais estavam cometendo. Eryalus defende o seu amor, citando Virgílio: "o amor vence tudo. Vamos todos nos render ao amor".

Como autor, Piccolomini afirma que sua história não passava de ficção. Mas alguns pesquisadores dizem que esse não era o caso. E que o livro foi inspirado no chanceler de Sigismund, Kaspar Schlick, e na ilha de Mariano Sozzini, um professor universitário.

Vida

Antes de se tornar Papa, Piccolomini era comparado a um hippie de espírito livre. Ele deixou a sua família depois de fazer 18 anos e foi estudar em uma universidade e trabalhar como professor em Florença.

Depois disso, ele foi secretário do Bispo de Fermo e foi enviado, pelo cardeal Albergati, a uma missão secreta na Escócia, em 1435. Enquanto estava nessa missão, Piccolomini teve um filho fora do casamento. E o homem chegou até a escrever, para seu amigo, falando sua visão sobre o amor. "Aquele que nunca sentiu verdadeiramente as chamas do amor é apenas uma pedra", escreveu.

Mas todo esse amor ficou em sua juventude. Porque quando Piccolomini chegou na fase adulta, ele se juntou ao sacerdócio. E já aos 40 anos de idade, ele escreveu: "quando você vê uma mulher, pensa que vê o diabo".

Jornada para o papado

Em 1450, depois de sete anos depois de ter publicado o seu conto, o imperador Frederico III enviou Piccolomini à Portugal, para negociar o seu casamento com a princesa Eleonore. E para agradecer Piccolomini, o imperador recomendou que ele virasse um cardeal. Mas o papa da época, Calixto III, nomeou os seus próprios sobrinhos para o cargo.

Calixto III acabou falecendo em 1458, e então, Piccolomini fez campanha para que o seu nome fosse um dos escolhidos como possíveis sucessores. Com uma votação unânime, no dia três de dezembro de 1458, ele assumiu como Papa. Piccolomini decidiu adotar o nome de Papa Pio II.

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