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A Terra está atravessando restos de uma antiga explosão estelar

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      27/08/20 às 15h04
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O nosso universo é extremamente gigante, indo além do que podemos imaginar. O universo é composto por galáxias, tendo nelas, planetas, estrelas, cometas e vários outros elementos. Além de acontecerem os mais variados fenômenos sempre.

Uma supernova é a explosão gigante que acontece com estrelas massivas quando elas estão prestes a morrer. E uma estrela antiga entrou em supernova e parece ter deixado um rastro de poeira radioativa nos mares do nosso planeta.

Ao todo são 33 mil anos que o raro composto radioativo, ferro-60, está se acumulando na Terra. Ele é um átomo fabricado em estrelas explosivas. E as evidências estão se acumulando para ver que estamos passando por uma nuvem de gás e poeira interestelar que foi feita por uma supernova, possivelmente, milhões de anos atrás.

Ferro-60

Por vários anos o ferro-60 tem sido observado e pesquisado. A meia-vida de 2,6 milhões de anos dele indica que ele decai totalmente em 15 milhões de anos. Por isso, as observações do átomo na Terra querem dizer que sua origem é de fora do planeta. Isso porque a Terra se formou há mais de quatro bilhões de anos.

Definindo, o ferro-60 é um isótopo radioativo fabricado durante supernovas. O físico nuclear Anton Wallner, da Australian National University, encontrou depósitos do isótopo datados entre 2,6 milhões e seis milhões de anos atrás. Isso indica que pedaços de uma supernova pousaram em nosso planeta nesse tempo.

Entretanto, existem evidências bem mais recentes desses restos de supernova. Porque, de acordo com as amostras de gelo da Antártica, existem isótopos de ferro-60 caídos somente nos últimos 20 anos.

Em 2016, os pesquisadores descobriram que o isótopo foi detectado durante uma varredura de 17 anos do espaço em raios cósmicos ao redor da Terra. Essa descoberta foi feita com o uso de um instrumento da NASA.

Perguntas

Em seu último trabalho, Wallner descobriu ferro-60 em cinco amostras de sedimentos que foram retiradas do oceano datadas de 33 mil anos. Esses volumes presentes nas amostras são consistentes em todo esse período. Mas essa descoberta, na verdade, trouxe várias perguntas.

O nosso sistema solar atravessa uma região conhecida como Nuvem Interestelar Local, que é formada por plasma, gás e poeira. Se ela foi gerada por uma supernova, é natural que nós estejamos sendo borrifados com ferro-60.

Mas, se essa novem seja a origem do ferro-60, deveria ser observado um aumento claro assim que o sistema solar entrou na nuvem. De acordo com  as informações do cientistas, se isso aconteceu teria sido há 33 mil anos. E a amostra mais antiga deveria ter, no mínimo, níveis bem menores de ferro-60.

Evento duplo

Segundo os cientistas, existe a possibilidade que a nuvem interestelar local e os restos da explosão estelar tenham coincidido ao invés de ser apenas uma estrutura. Isso sugere que a nuvem interestelar local não é um remanescente de supernova tênue.

"Há artigos recentes que sugerem que o ferro-60 preso em partículas de poeira pode ricochetear no meio interestelar. Portanto, o ferro-60 pode se originar de explosões de supernovas ainda mais antigas, e o que medimos é algum tipo de eco", disse Wallner.

Os cientistas dizem que para se saber a verdade é preciso procurar pelo ferro-60 entre 40 mil e um milhão de anos atrás. E se por acaso, eles encontrarem o ferro-60 em maior quantidade mais antigo, isso sugeriria supernovas antigas.


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Bruno Dias
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