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A triste vida da família de um kamikaze do Japão

POR Arthur Porto    EM História      22/11/19 às 15h12

Esta é uma história estranha. A trama, aqui, envolve um kamikaze, sua família e pedidos obstinados. O advento, de fato, foi tão surreal que o governo japonês censurou o fato,l na época. Vamos lá.

O kamikaze Hajime Fujii nasceu em 30 de agosto de 1915, na província de Ibaraki. Fujii era o mais velho, entre os seus sete irmãos. Ao se juntar ao exército, provou ser um artilheiro habilidoso. Devido a isso, foi enviado à China.

A presença do kamikaze alegrou os chineses. Mas não por muito tempo. Ali, em meio batalha, Fujii foi atingido por uma bala de morteiro. Por sorte, sofreu ferimentos leves em sua mão esquerda. Quando chegou ao hospital, o kamikaze foi atendido por Fukuko, uma bela enfermeira, natural da cidade de Takasaki, localizada na província de Gunma.

Foi amor à primeira vista. Entretanto, havia um problema. Na época, casamentos arranjados eram a norma. Por outro lado, ambos resolveram quebrar as regras. Os dois, então, voltaram ao Japão, se casaram e tiveram duas filhas, Kazuko e Chieko.

O Exército decidiu manter Fujii, no Japão. Ali, o governo o enviou para a Academia do Corpo Aéreo do Exército, onde se formou em 1943. Tornou-se, nesse ínterim, comandante da Escola de Aviação do Exército Kumagaya, em Kaitama. No posto, Fujii tornou-se o que chamamos hoje de mentor.

Seus alunos aprenderam o real significado de lealdade e patriotismo. Aprenderam também a abater navios e acampamentos inimigos. De acordo com os alunos que sobrevieram, na época, o kamikaze demonstrava um estranho desejo de morrer em batalha.

O que, afinal, não era possível. Com a mão esquerda inapta, o kamikaze era incapaz de controlar um avião. Em contrapartida, o desejo de morrer, defendendo seu país, seguia se fazendo presente.

A batalha

O Japão não entrou na Segunda Guerra Mundial, com a intenção de criar kamikazes para enviá-los a missões suicidas. Por isso, o país esperava uma vitória. Na época, o Japão era uma nação recém-industrializada. Grande parte de sua tecnologia foi importada da América e da Europa.

Em 1938, os EUA forneceram ao Japão 74,1% de sucata, 93% de cobre e 80% de petróleo. Quando os EUA impuseram sanções comerciais ao Japão por ocupar a China, a surpresa: o Pearl Harbor aconteceu.

Em tal momento, a aliança entre o Japão e a Alemanha não ajudou praticamente nada. Afinal, os alemães viviam um período de escassez. Eis, então, que surge um problema um maior. Após uma série de derrotas devastadoras, as indústrias japonesas não conseguiram mais produzir navios e aviões suficientes para substituir aqueles perdiam constantemente. em batalha. Além disso, o país também estava perdendo seus homens mais experientes.

Em 1944, o Japão aceitou o fato de que estava com sérios problemas. Muitos de seus veteranos se foram, e muitos dos enviados nunca voltaram. Desesperado, o Exército criou uma força de unidades Especiais. Tais unidades foram intituladas de tokk?tai, todas eram esquadrões suicidas.

O patriotismo do kamikaze Fujii

O lema favorito de Fujii era: "palavras e ações devem ser consistentes". Depois de meses dizendo para seus alunos não terem medo de morrer ao confrontar o inimigo, Fujii decidiu participar da guerra.

Infelizmente, a presença do kamikaze não permitida. Mesmo sendo popular entre seus alunos e mesmo tendo provado seu valor, o Exército o recusou. Primeiro, por ser um homem de família. Segundo, pela inapta mão esquerda.

Em contrapartida, à medida que mais e mais alunos saíam em missões suicidas, Fujii se sentia cada mais angustiado. Afinal, o kamikaze queria fazer parte da batalha. Por esse motivo, mais uma vez, Fujii pediu ao Exército que o deixasse entrar em campo. Eles recusaram.

Foi, então, na manhã de 14 de dezembro de 1944, que sua mulher, ao perceber o quão era importante para Fujii participar da batalha, escreveu uma carta, pedindo-lhe que cumprisse seu dever com o país e não se preocupasse com a família.

Em seguida, a mulher de Fujii e suas duas filhas foram até ao rio Arakawa e, ali, praticaram suicídio. A polícia encontrou os corpos mais tarde. Fujii foi levado ao local, para reconhecer os corpos.

Em fevereiro de 1945, Fujii tornou-se comandante do 45º Shinbu Squadron. No mês de março, nove aviões partiram para Okinawa, cada um carregando um piloto e artilheiro. Fujii estava à frente de um desses aviões. O desejo do kamikaze finalmente se realizou. Fujii morreu em batalha.

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Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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