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Allen R. Schindler, um dos mais brutais crimes de homofobia

POR Diogo Quiareli    EM Curiosidades      29/10/19 às 15h17

Infelizmente, nos deparamos diariamente com diversos tipos de crimes, seja por meio da TV, jornal e, principalmente, redes sociais. Assassinatos de todos os tipos e por todos os motivos tornaram-se comuns. Alguns lugares possuem um índice maior do que os outros, é relativo. O que mais choca ainda é que grande parte desses crimes é causado por algum tipo de preconceito. Todavia, o preconceito sexual e o machismo sobressaem. Os crimes de homofobia crescem de forma significável a cada dia que passa, e um deles chamou a atenção do mundo todo.

No dia 27 de outubro de 1992, Allen R. Schindler Jr. foi assassinado de forma brutal. Conforme relatado por pessoas da época e posteriormente ao assassinato, o homem foi morto por um único motivo: era homossexual. Pensamos um pouco antes de trazer para você, caro leitor, uma matéria sobre o caso que tornou-se um dos marcos no debate sobre políticas LGBT. Confira conosco e surpreenda-se.

Caso de homofobia de Allen R. Schindler

Allen era um especialista em telecomunicações das forças armadas norte americanas. As forças armadas, inclusive, usaram o seu caso em debates sobre políticas LGBT. Após diversos tipos de mudanças, foi permitido que militares homossexuais servissem de forma aberta em qualquer ramo das forças armadas. Com toda certeza, o crime brutal contra Allen foi o pontapé inicial para mudanças positivas. No entanto, a homofobia no país não acabou de vez. Enfim, é preciso acompanhar toda a história para compreender.

Allem R. Schindler Jr. nasceu no dia 13 de dezembro de 1969, em Illinois, nos Estados Unidos. Veio de uma família com tradição militar e ingressou na marinha em 1991. Por lá, serviu como radialista, a bordo do porta-aviões Midway. Ainda que sofresse preconceito por ser gay, o navio era considerado relativamente tolerante e Allen nunca sentiu que precisava se esconder. Mas, as coisas mudaram de forma drástica quando ele foi transferido para o Belleau Wood. Esse era um navio com reputação extremamente negativa, por vários casos agressivos por parte da tripulação. O local era em Sasebo, no Japão.

Segundo os amigos, Schindler teria começado a sofrer homofobia. Ele se queixou, algumas vezes, com seus superiores de perseguição por ser gay. Todavia, essas denúncias aconteceram entre março e abril de 1992. Segundo ele, foram ataques em seu armário e comentários como: "esse navio tem um veado, precisa morrer", que lhe causaram medo. Allen até entrou com um pedido formal para deixar a Marinha, entretanto, os superiores insistiram para que ele permanecesse. Eles queriam que ele ficasse até o fim do processo. Ele aceitou, mesmo sabendo que corria risco.

O crime

Após isso, Allen participou de uma viagem que partiria de San Diego, na Califórnia, para Sasebo, em Nagasaki. O navio chegou na cidade japonesa, na noite de 27 de outubro de 1992. Esse foi o dia em que aconteceu o crime de homofobia de forma brutal. A princípio, não sabiam quem eram os responsáveis, mas foi exposto que foram dois companheiros de navio. Esses eram Terry Helvey e Charles Vins. A dupla comprou duas garrafas de uísque, uma de vodca e um engradado de cervejas. Eles foram então beber em um parque público.

Saíram da loja de bebidas, Helvey viu que Allen estava sozinho. Foi aí que passaram a perseguir o homem, até que ele entrou em um banheiro público. Durante um testemunho, Charles Vins disse que eles entraram no banheiro e viram Schindler urinando em um dos mictórios. Como se fosse utilizar o que estava ao lado, Helvey se posicionou, pronto para desferir um soco no homossexual. De repente, Helvey deu um forte soco na boca de Allen. Começava aí um dos mais chocantes crimes de homofobia de todos os tempos.

Allen caiu com força no chão. Nesse momento, Helvey começou a enforcar Allen, e Charles o ajudou, dando um chute em sua cabeça. Depois de sofrer fortes golpes, Allen ainda estava consciente, apesar de totalmente vulnerável. O homem conseguiu levantar, até cair de costas. Ele recebeu mais alguns pontapés de forma bem agressiva. O sangue se espalhou por todos os lados e seu rosto então ficou todo sujo de sangue. Os homens então começaram a chutar o peito de Allen. Ao fim do ataque, todos os órgãos da vítima estavam danificados. A mãe do jovem só conseguiu identificar o corpo por causa das tatuagens. Segundo os legistas, era como se Allen tivesse sofrido um acidente de avião fatal.

Julgamento

Halvey durante o julgamento negou que o motivo foi o fato da vítima ser homossexual. Porém, Kennon F. Privette, investigador da Marinha, mostrou ao júri algumas frases. Elas foram retiradas de um interrogatório de Halvey, um dia depois do crime. Ele teria dito que odiava homossexuais e que tinha nojo deles. Além disso, teria confessado o crime e disse que faria de novo. Charles, o cúmplice, cumpriu então uma pena de apenas 78 dias, antes de receber uma dispensa geral da Marinha. Mas isso não era o suficiente. O caso logo se tornou um dos marcos no debate sobre políticas LGBT das Forças Armadas nos Estados Unidos.

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Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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