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Anne Frank escreveu cartas para sua avó e elas foram publicadas pela primeira vez

POR Jesus Galvão EM Curiosidades 31/05/19 às 14h13

capa do post Anne Frank escreveu cartas para sua avó e elas foram publicadas pela primeira vez

Você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre Anne Frank, a garotinha que escreveu um diário relatando os horrores que viveu, junto de sua família, durante o Holocausto. Cerca de 6 milhões de pessoas foram mortas naquele período, sendo a maioria delas de origem judaica. Aqui na Fatos Desconhecidos, já escrevemos para vocês sobre o que aconteceu com os grandes amores de Anna Frank, citados em seu diário, e alguns fatos devastadores sobre a vida da jovem alemã.

Agora, uma série de cartas escritas pela menina, endereçadas a sua avó, Alice Frank, foram traduzidas para o inglês pela primeira vez e foram publicadas. Assim, uma versão mais jovem e leve de Anne Frank foi revelada através da coletânea que se chamará Anne Frank: The Collected Works.

As cartas que estão na obra nunca foram publicadas na íntegra ou em inglês anteriormente. Elas foram escritas entre 1936 e 1941, antes de Anne começar a escrever seu diário. O diário da menina alemã foi escrito de seu 13º aniversário em 12 de junho de 1942, até o dia em que os nazistas invadiram o anexo secreto onde ela estava escondida com sua família. Cerca de 2 anos depois.

Anne Frank: The Collected Works

Em uma carta, que provavelmente foi escrita durante a primavera de 1941, Anne escreve para sua avó contando sobre seus cabelos. "Eu tenho cabelos bem compridos. Papai e mamãe querem que eu corte, mas prefiro deixá-lo crescer". Além de contar para ela sobre o uso de aparelhos ortodônticos.

"Eu tenho uma coisa na minha boca, um aparelho... Agora eu tenho que ir ao dentista toda semana, e ele sai no dia seguinte. Isso vem acontecendo há oito semanas, e acho isso muito desagradável, claro", escreveu a menina na carta. Naquele mesmo ano, ela escreveu para sua avó para lhe contar sobre os presentes de aniversário que recebeu: "Do papai e da mamãe uma bicicleta, uma mochila nova, um vestido de praia e várias outras coisas".

"Margot me deu alguns artigos de papelaria, porque os meus haviam acabado e não fazia muito mal com doces e outros pequenos presentes também, e eu não comi muitos doces e ganhe outros pequenos presentes. Está muito quente aqui, está quente aí também? Eu realmente apreciei o poema de Stephan. Eu também ganhei um do papai, mas isso já era de se esperar", escreveu ela. "Ontem (domingo) saí com Sanne, Hanneli e um menino. Foi muito divertido, não tenho falta de companhia no que diz respeito aos meninos".

A Holanda foi invadida pelos alemães em 10 de maio de 1940 e o povo judeu estava sendo perseguido. Nas cartas, a menina já dava sinais de como sua vida estava mudando devido a tudo o que estava ocorrendo. "As lições judaicas pararam por enquanto", escreveu ela em 1941. "Estou comprando um vestido novo, é muito difícil de conseguir tecido e é preciso muitos cupons".

O começo do terror

Em uma outra carta, a menina discorre sobre seu desejo de voltar a patinar no gelo. "Eu gostaria de poder começar a patinar no gelo novamente, mas vou ter que ter um pouco mais de paciência, até que a guerra termine. Se o papai ainda puder pagar, vou receber aulas de patinação artística novamente, e quando puder andar bem, papai me prometeu uma viagem à Suíça, para ver todos vocês".

O lançamento da coletânea foi marcado para o dia 30 de maio. A coletânea reunira três versões do diário de Anne, além de ensaios, fotografias, cartas e algumas citações da menina. "É importante entender de onde essa garota veio", disse Yves Kugelmann, da Anne Frank Fonds. "Muitas pessoas só conhecem o diário, e conhecer o diário sem entender sua história de vida e seu ambiente não passa a mesma mensagem", declarou.

As cartas de Anne para sua avó, como acrescentou Yves, dão um tom informal e tagarela que Anne também adotou em seu diário. O livro já vendeu mais de 30 milhões de cópias por todo o mundo. "De onde vem sua tradição de escrever? Não caiu do céu. Está vindo de um tipo de cultura", disse ele. "Eu acho que a ideia de escrever o diário veio de sua própria escrita antes que ela tivesse que se esconder. Ela e sua família estavam sempre escrevendo cartas uns para os outros".

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Via   The Guardian  
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Jesus Galvão
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