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Aparecimento de algas perigosas pelo planeta está preocupando especialistas

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      16/10/19 às 20h33

De acordo com uma pesquisa global, que observou lagos de água doce ao redor do mundo, ao longo das últimas três décadas, durante o verão, houve intensa proliferação de algas com efeitos potencialmente prejudiciais nesses locais. Isso acontece quando colônias de plantas aquáticas simplesmente crescem de forma exacerbada.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (ANOA), nos EUA, informa que esse crescimento desordenado pode vir a produzir diversos efeitos tóxicos, prejudicando espécies de peixes, moluscos, mamíferos marinhos, aves e até mesmo pessoas. Muitas são as razões que estimulam a proliferação de algas prejudiciais (PAP). Entre elas, atividades humanas, como agricultura, desenvolvimento urbano e mudanças climáticas.

"O que chamamos de floração de algas é realmente uma flor de fitoplâncton, que são organismos microscópicos que fotossintetizam", disse Anna Michalak, autora do estudo, à IFLScience. "O fitoplâncton forma a base da cadeia alimentar aquática e, portanto, não é ruim por si só. Mas, quando as flores se tornam muito intensas ou quando tipos de fitoplâncton que formam toxinas assumem o controle, as flores se tornam prejudiciais para as pessoas e para os ecossistemas".

Em 2018, no estado norte americano da Flórida, uma maré vermelha persistente ocasionou a morte de mamíferos e tartarugas marinhas. Neste ano, muitos cães morreram ao serem expostos às algas de água doce. O crescimento agressivo de algas pode resultar em prejuízos à agricultura, pesca, lazer e turismo. Além de poder contaminar a água potável.

Proliferação de algas prejudiciais

Até a realização desse estudo, os cientistas não podiam dizer se estava ocorrendo uma piora em escala global do problema. Para obter respostas precisas, os pesquisadores analisaram 30 anos de dados coletados pela NASA e pelo satélite da Sociedade Geológica dos Estados Unidos, o Landsat 6. A superfície do planeta foi monitorada por este satélite, entre 1984 e 2013, em resolução de 30 metros.

Uma parceria também foi selada entre os pesquisadores e o Google Earth Engine. Isso, para que mais de 72 bilhões de pontos de dados pudessem ser processados. Ao analisar todos esses dados, os cientistas perceberam que a proliferação de algas está "ficando mais intensa e se espalhando" por todo o mundo.

O fenômeno foi percebido em 71 grandes lagos, em 33 países, em 6 continentes. No verão, quando o aumento no crescimento de algas atinge seu pico de intensidade, os pesquisadores perceberam que as algas aumentaram em dois terços dos lagos. Do mesmo modo, eles também observaram que só houve diminuição em seis lagos.

Fatores

No entanto, o porquê disso de fato estar acontecendo, ainda é incerto. Não há um padrão consistente, entre os lagos, que denunciem a causa. Entre os lagos onde foi possível notar alguma melhora ao longos dos últimos 30 anos, somente aqueles que passaram pelo menor aquecimento conseguiram melhorar. O que levou os pesquisadores a suporem que as mudanças climáticas estejam dificultando a recuperação dos lagos.

Águas mais quentes aceleram o crescimento do fitoplâncton. Além de beneficiar espécies mais prejudiciais dos mesmos. Dessa forma, quanto mais quentes ficam as águas, mais difícil se torna o controle de sua qualidade.

"O que descobrimos é que depende das condições locais em torno de um lago em particular. Encontramos exemplos em que cada um desses fatores era o fator dominante, mas nada que pudesse explicar as mudanças em todos os lagos", disse Michalak. "O único sinal muito claro é que os lagos que foram capazes de sustentar melhorias nas condições de floração ou aqueceram muito pouco ou esfriaram durante o período que examinamos".

Os pesquisadores enfatizaram que é preciso identificar fatores que tornam alguns lagos mais sensíveis às mudanças climáticas. Assim, é possível que as comunidades desenvolvam estratégias de gestão da água, incorporando condições influenciadas pela atividade humana e pelas mudanças climáticas. O estudo foi publicado na revista científica Nature.

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Goiano, Canceriano e Publicitário.
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