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Aprenda o passo-a-passo para criar seu buraco de minhoca espacial, segundo a ciência

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      12/11/19 às 23h16

Ao longo das últimas décadas, a comunidade científica muito tem falado sobre os buracos de minhoca. Não por menos, afinal, os buracos de minhoca, supostamente, são o que o temos de mais próximo do teletransporte. Isso porque acredita-se que, ao entrar em um deles, podemos sair em qualquer canto do universo.

Entretanto, os buracos de minhoca são notavelmente instáveis. Mesmo quando um minúsculo fóton o atravessa, o túnel espacial se colapsa mais rápido do que a velocidade da luz. Porém, os cientistas acreditam que há uma maneira para fazer isso funcionar. Na verdade, eles podem já ter descoberto uma forma de construir um buraco de minhoca quase estável. Ele continua a colapsar, porém, de forma mais lenta do que os naturais. Assim, é possível que enviemos coisas através dele, antes que ele se desfaça.

Em um artigo recente, publicado na revista científica arXiv em 29 de julho, cientistas relatam uma maneira pela qual é possível construir um buraco de minhoca. Apesar das instruções serem bem minuciosas, não é algo que consigamos fazer com muita facilidade. Afinal, sua construção requer alguns itens não muito fáceis de se conseguir. Por exemplo, um buraco negro e cordas cósmicas infinitamente longas.

Ao menos em teoria, todo o processo parece bem simples. De acordo com a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, a massa e a energia podem dobrar o tecido do espaço-tempo. Assim, em determinadas configurações de matéria e energia, um túnel que liga duas regiões distantes do universo é criado. Porém, mesmo em teoria, os buracos de minhoca permanecem instáveis.

Criação

Portanto, a questão é encontrar uma forma de tornar esse túnel funcional. Para isso, anteriormente, os cientistas sugeriram a utilização da massa negativa, que possui um peso oposto. Isso, para neutralizar os efeitos desestabilizadores da matéria comum, ao tentar atravessar o buraco de minhoca. Entretanto, até o momento, essa matéria negativa ainda não existe.

No novo estudo, os cientistas sugeriram a criação de um buraco de minhoca, que utilize coisas que realmente existam. Mesmo que sejam raras. Um dos itens são os buracos negros carregados eletricamente. Apesar de serem bastante incomuns, ao menos, eles são possíveis. O interior de um buraco negro carregado possui características distintas de um buraco negro regular, que é esticado e distorcido. O que permitiria que ele formasse uma ponte para outro buraco negro, com carga oposta.

No entanto, nessa altura do experimento, ainda teríamos um buraco de minhoca instável. Além de que, muito provavelmente, os dois buracos negros, com carga oposta, se atrairiam um para o outro. Em suma, se isso não for controlado, não chegaríamos a lugar algum com eles. Assim, para deixar os buracos negros afastados o suficiente um do outro e para que o túnel do buraco de minhoca possa se manter aberto, a solução sugerida foram as cordas cósmicas.

Cordas cósmicas

As cordas cósmicas seriam supostas rachaduras no tecido espaço-tempo. Elas teriam surgido nas primeiras frações de segundo após o Big Bang. Apesar das suposições, ninguém, de fato, as viu até hoje. Porém, não podemos dizer que elas não existam. Portanto, os cientistas acharam válido inseri-las no contexto.

Dessa forma, caso elas existam, as cordas cósmicas poderiam ser utilizadas para causar uma tensão. O que impediria os buracos negros carregados de se atraírem, deixando as duas extremidades longe uma da outra. Uma outra corda cósmica seria utilizada, para fazer uma espécie de loop, no espaço entre os dois buracos negros.

Em tal loop, a corda se agita fortemente, também agitando o próprio tecido do espaço-tempo ao seu redor. No entanto, isso pode fazer com que a energia do espaço ao redor fique negativa, adquirindo a forma de uma "massa negativa" dentro do buraco de minhoca, potencialmente o estabilizando.

Ainda assim, o procedimento não garante uma solução perfeita. Isso porque as vibrações inerentes às cordas cósmicas puxam a energia e a massa para longe da própria corda. O que a torna cada vez menor. Se a corda colapsar, assim também faria o buraco de minhoca viria logo depois. Mas, pode acontecer que tenhamos tempo suficiente para enviar uma mensagem ou objeto pelo túnel antes que isso aconteça.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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