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A árvore mais solitária do mundo pode revelar coisas desconhecidas sobre a humanidade

POR Jesus Galvão EM Mundo Afora 06/03/18 às 18h08

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Cercada de pequenos arbustos de pequeno porte, "a árvore mais solitária do planeta" está localizada em um lugar inóspito em Campbell Island, uma ilha neozelandesa. Da espécie Picea sitchensi, com crescimento em média de um centímetro por ano, e cuja madeira é utilizada na confecção de violões, esta árvore pode vir a representar uma grande mudança na história da humanidade.

Em decorrência de testes realizados durante as décadas de 50-60 com bombas termonucleares, a árvore possui traços de radioatividade, e, por isso, foi escolhida a representar o marco geológico do Antropoceno. Período da história geológica que define o momento em que os humanos assumiram o controle do planeta.

As descobertas

Chris Turney, geólogo da Universidade de New Wales, na Austrália, e sua equipe fizeram um furo fino no tronco da árvore a fim de examinar a composição química da madeira. Os pesquisadores descobriram que ela possui anéis de crescimento bem largos e delimitados, e um aumento significativo na quantidade de carbono-14 em um dos anéis que representam a segunda metade de 1965. O que deixa claro a absorção da radioatividade advinda do período pós-guerra onde os testes nucleares aconteceram.

"Se você quer representar o Antropoceno com o início da Grande Aceleração (período em que os impactos da ação do homem sobre a natureza se intensificaram e se tornaram globais), então esse é o registro perfeito para defini-lo. E o que é realmente bom é que nós plantamos a árvore onde ela não deveria estar. E isso nos dá um lindo registro do que fizemos no planeta" apontou Mark Maslin, pesquisador da University College London.

Os estudos  conseguiram identificar que a árvore é originária das latitudes mais elevadas ao norte do Pacífico Sul. A árvore mais próxima da solitária Picea sitchensi está localizada a 200 quilômetros, em outra ilha. Os especialistas continuam a estudar a árvore e outros fatores geológicos em busca da confirmação se ela seria um marco duradouro para delimitar a barreira entre o período Honoceno-Antropoceno.

Pedaços de madeira coletados da árvore foram levados para a universidade que trabalha Turney, em Sidney, na Austrália e estão dispostos para visitação em um museu e em uma galeria de arte em Invercargill, Nova Zelândia.

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Via   Phys     BBC     UOL     G1  
Imagens Phys RadioNZ
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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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