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Assata Shakur, a primeira mulher entre os mais procurados do FBI

POR Cristyele Oliveira    EM Curiosidades      24/10/19 às 14h19

Assata Shakur ficou conhecida mundialmente, em 1973, quando assassinou um policial estadual de Nova Jersey. E depois, quando escapou da prisão e fugiu para Cuba. Tendo uma vida envolvida com diversos crimes, Shakur foi uma mulher radical que lutava pelos seus direitos. Mesmo que isso envolvesse violência.

Ela nasceu em 1947, em Nova York com o nome de JoAnne Deborha Byron. Nome esse que ela abandonou a se tornar uma revolucionaria. Naquela época, o mundo e os Estados Unidos, principalmente, estava dividido em linhas raciais e de gênero, com segregação escrita na lei e perpetuada na cultura nova-iorquina. Essa dura realidade moldou a vida da mulher, que passou a ser conhecida como Assata Shakur. As desigualdades raciais, sociais e sexuais que presenciou, durante toda a vida, acabaram sendo uma justificativa para todos os crimes que ele viria a cometer. Crimes esses que fizeram dela a primeira mulher a figurar, na lista dos criminosos mais procurados do FBI por terrorismo doméstico. Conheça um pouco da sua história e como ela chegou a se tornar uma revolucionária fugitiva.

O nascimento de Assata Shakur

A infância de Joanne Deborha Byron não foi das mais fáceis para uma menina negra. Motins raciais e o boom econômico e social, antes do fim da guerra, colocou a cidade de Nova York, em uma forte depressão econômica. Seus pais se divorciaram quando ela ainda era criança e assim ela passou a maior parte da infância na casa da sua avó. Juntando os seus conflitos familiares e os atritos em sua escola predominantemente branca, a menina começou a se tornar um problema. O seu comportamento rebelde fez com que ela fugisse de casa, chegando a morar até com estranhos.

Até que em certo momento, ela passou a morar com sua tia, chamada Evelyn. A relação entre elas parece ter sido o ponto de mudança na vida da menina. Segundo ela mesmo, em um relato posterior, sua tia era tudo o que ela queria ser: inteligente, educada, viajada, sofisticada e corajosa. Foi nessa época, que ela assumiu o nome Assata Shakur.

Durante a sua estadia, com a tia ela terminou os estudos e entrou na universidade. Em meados da década de 1960 a jovem estava envolvida com grupos de estudantes anti-guerra. Além de participar do crescente movimento Black Power. Era uma época de muita tensão política, e esses jovens ativistas não acreditavam nas ações diretas do governo, e por isso, optaram pela força para lutar pelos seus ideias.

Luta pelos ideais

A primeira prisão de Shakur ocorreu, em 1967, quando ela se acorrentou a um prédio do campus da faculdade. Era uma forma de protesto para exigir mais professores negros. Shakur estava muito entusiasmada para ajudar o Black Panther Party (Partido dos Panteras Negras) a estabelecer operações na Costa Leste e se ofereceu para trabalhar no programa para recrutar jovens radicais para o movimento.

Segundo a própria autobiografia, os Panteras Negras eram bem intencionados, porém incrivelmente ignorantes sobre todo o contexto histórico americano. Eles tinham muito conhecimento sobre o socialismo e política radical, mas pouco sabiam sobre as políticas pacifistas.

Em 1971, Shakur se juntou ao Exército de Libertação Negra e a República da Nova África, dois grupos separatistas violentos e extremistas. Entre os planos dos grupos, estava declarar uma guerra separatória em vários estados e declarar uma nação negra independente.

A guerra por uma pátria negra americana começou para Assata Shakur. E isso envolveu uma série de assaltos por toda a costa leste. Naquele mesmo ano, Shakur e outros integrantes do grupo tentaram assaltar um homem em um hotel mas o homem estava armado. Shakur foi baleada na barriga e acabou sendo acusada de tentativa de assalto e ameaça imprudente. Esse era apenas o começo de uma longa lista de crimes.

Depois desse, Shakur cometeu vários outros assaltos, incluindo bancos para financiar as atividades dos seus grupos.

Lista do FBI

Na manhã do dia 2 de maio de 1973, um policial estadual de Nova Jersey, James Harpes parou um carro em alta velocidade com uma luz quebrada. Durante a abordagem, o policial pediu ao motorista do veículo que saísse do carro. O que exatamente aconteceu depois é motivo de desacordo. Mas no fim das contas, acabou com um membro do grupo de Shakur morto. Shakur ficou ferida e o policial Harper foi morto com dois tiros na cabeça. Os membros do grupo que sobreviveram fugiram do local até serem capturados mais tarde no mesmo dia.

Shakur foi presa e logo se viu em meio a uma enorme controvérsia legal. Suas atividades anteriores já haviam a coloca na lista de observação terrorista do FBI. E graças ao seu grupo anti-guerra anterior Shakur já era o alvo principal das autoridades.

Shakur foi acusada de dez acusações criminosas. Entre elas o tiroteio na rodovia, vários roubos, sequestro de um traficante de heroína e tentativa de assassinato de dois policias. Ela foi considerada culpada por acusações de assassinato e pelas outras seis acusações de agressão.

Menos de dois anos de confinamento, Shakur conseguiu fugir da prisão. Com a ajuda de três membros dos seu grupo com identificações e armas falsas. Assim, Shakur estava novamente solta, e na companhia do seu grupo, que agora estava mais armado e forte do que nunca.

A procurada

A partir daí, o FBI deu início a uma grande caçada humana por Shakur e seu grupo, mas sem sucesso. Ela tinha uma grande rede de contatos, que a manteve escondida por quase sete anos. Até que, em 1984, Shakur recebeu asilo, em Cuba.

E assim, ela viveu livremente em sua casa em Cuba até 2005, quando o Departamento de Justiça aumentou a sua recompensa para US$ 1 milhão. Então, ela desapareceu de novo e, em 2013, a recompensa dobrou. Entretanto, dados os recentes conflitos nas relações entre os Estados Unidos e Cuba, não está bem claro se Shakur ainda terá um lugar segundo em Cuba, no futuro.

Enfim, e você? Já tinha ouvido falar sobre a história de Shakur? Conta para a gente nos comentários e aproveite para compartilhar com os seus amigos.

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Via   Ati  
Imagens Ati
Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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