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Astrônomos detectaram a explosão estelar mais poderosa já vista

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      15/04/20 às 17h39
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A explosão estelar é uma das constantes do universo. As estrelas não são infinitas, e como tudo o que existe, chegam ao fim. É muito complicado para os astrólogos conseguirem captar essas explosões estelares. O momento em que algumas estrelas explodem é chamado de Supernova. O brilho desse acontecimento pode fazer com que ela vire uma estrela tão brilhante, quanto uma galáxia inteira. Mas essa luz também é finita, e não costuma durar muito tempo.

E a morte de estrelas massivas não é uma coisa silenciosa. Elas morrem em explosões espetaculares, que podem ofuscar galáxias inteiras. E os astrônomos conseguiram identificar a mais poderosa delas até agora, que já foram testemunhadas.

Essa supernova foi observada no dia 22 de fevereiro de 2016, pela PanSTARRS Survey for Transients. Ela é chamada de "SN2016aps" e está em uma galáxia a 4,5 bilhões de anos-luz da Terra.

Os astrônomos conseguiram determinar que o SN2016aps era 500 vezes mais brilhante que as típicas explosões de supernovas. Eles falam que ela foi a supernova mais brilhante, energética e talvez a mais massiva que já foi observada. Isso tudo faz com que ela mude de categoria e passe a ser uma hipernova.

"O SN2016aps é espetacular de várias maneiras. Não é apenas mais brilhante do que qualquer outra supernova que já vimos, mas também possui várias propriedades e características que a tornam rara em comparação com outras explosões de estrelas no Universo", explicou o astrônomo Edo Berger, da Universidade de Harvard.

Estrela

O pico das observações foi em janeiro de 2016, mas elas não se limitaram a esse período. Depois que os dados do PanSTARRS identificaram a supernova, os astrônomos ficaram com um olhar cuidadoso para ver como o objeto escurecia com o tempo. Processo esse que ainda está acontecendo.

Eles analisaram os dados antes do pico em janeiro e viram que o SN2016aps estava se iluminando nas semanas antes da grande explosão. Essa iluminação é datada de dezembro de 2015.

A energia cinética total do SN2016aps era de aproximadamente 5x10 52 erg. E a luminosidade no pico era  de 4,3 x 10 44 erg, o que é 40 vezes mais brilhante do que foi a luminosidade da famosa hipernova chamada "SN1998bw".

"A intensa produção de energia desta supernova apontou para um progenitor de estrelas incrivelmente massivo. Ao nascer, essa estrela era pelo menos 100 vezes a massa do nosso Sol" ressaltou Berger.

Mesmo com esses fatores, é bem improvável que a explosão colossal da estrela tenha acontecido por conta própria. As observações espectroscópicas da supernova mostraram que realmente existia uma coisa peculiar.

"Determinamos que, nos últimos anos antes da explosão, a estrela derramou uma enorme quantidade de gás ao pulsar violentamente. A colisão dos destroços da explosão com essa enorme concha levou ao incrível brilho da supernova. Essencialmente, acrescentou combustível ao fogo", disse o astrônomo Matt Nicholl, da Universidade de Birmingham.

Explosão

É comum que as estrelas, que estão morrendo, derramem massa. O que não é comum é que elas derramem tanta massa, em um período de tempo tão curto antes de explodir. Para fazer a pesquisa de como e porque isso aconteceu, serão necessárias simulações e modelagem.

Outra coisa que intrigou os pesquisadores foram os altos níveis de hidrogênio, porque as estrelas massivas geralmente ejetam sua maior parte de hidrogênio antes de virarem supernovas. Mas a resposta para isso é que essa grande estrela já foi, na verdade, duas menores que se fundiram.

"O fato de o SN2016aps manter seu hidrogênio nos levou a teorizar que duas estrelas menos massivas se fundiram, já que estrelas de menor massa mantêm seu hidrogênio por mais tempo", comenta Berger.

Essa abundância de hidrogênio poderia colocar o SN2016aps como um tipo raro de supernova, que é visto apenas em estrelas muito massivas chamadas de supernova pulsacional de instabilidade de pares.

Nesse evento, a supernova é bem brilhante. Mas apenas uma parte da sua massa é lnçada no espaço. E deixa para trás uma  estrela de massa menor que irá sofrer uma supernova real.

"A identificação do SN2016aps abriu caminhos para identificar eventos semelhantes das primeiras gerações de estrelas. Com o próximo grande telescópio de pesquisa sinóptica , podemos encontrar essas explosões desde o primeiro bilhão de anos na história do universo, e haverá muitos exemplos então", concluiu Berger.


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