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Astrônomos detectaram um novo tipo de asteroide

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      21/05/20 às 19h10

O universo  realmente um lugar cheio de mistérios e que desperta a curiosidade de muitos cientistas e astrônomos espalhados pelo mundo todo. A ideia de que entre luas, asteroides, estrelas e sistemas possa existir vida em outros planetas remonta há muitos anos atrás, e sempre é tema de estudo e pesquisa.

Ele sempre foi um tema de grande interesse. A totalidade do espaço ainda não foi entendida, mas existem coisas que os cientistas já conseguiram descobrir, entender em algum nível, e descrever. Além dos planetas que conhecemos e dos astros, que vemos constantemente nos céus, nosso sistema solar está repleto de outros corpos.

Um exemplo disso são os asteroides. Eles são corpos rochosos e metálicos que têm uma órbita definida, ao redor do sol. Eles fazem parte dos corpos menores do sistema solar e, normalmente, têm algumas centenas de quilômetros.

Bom, essa era a definição que os astrônomos também tinham para esses corpos rochosos. E assim como nós, todos pensavam que asteroides e cometas eram duas categorias diferentes.

Asteroide

No caso, os cometas tem órbitas longas e em loop. Além de serem carregados com gelados voláteis que sublimam e é isso que forma uma auréola e sua cauda empoeirada e enevoada. Já os asteroides são corpos rochosos secos e inerentes. E tem órbitas que se parecem com a dos planetas do sistema solar.

Mas algumas vezes são encontradas coisas que desafiam essa definição. Como é o caso do asteroide recém descoberto chamado "2019 LD2". Ele é especial por ser um tipo de asteroide nunca visto antes.

Ele tem sua órbita parecida com a dos asteroides, mas tem uma cauda parecida com a de um cometa. Isso é uma coisa rara, mas não desconhecida. Os asteroides que tem essas características são chamados de asteroides ativos. E o que faz com que o 2019 LD2 seja único não são suas características, mas sim o lugar onde ele está.

Lugar

Esse asteroide compartilha a órbita com Júpiter junto com um enxame de asteroides chamado Trojans de Júpiter. E é o primeiro a ser visto nesse enxame com uma cauda. No começo de junho do ano passado, o 2019 LD2 chamou atenção dos astrônomos. Foi quando o sistema de alerta terrestre de impacto terrestre (ATLAS) da Universidade do Havaí viu um sinal novo e fraco que parecia ser um asteroide de Trojan.

Outras observações para acompanhar essa descoberta vieram logo depois. E em julho de 2019 as imagens feitas pelo ATLAS estavam fracas, mas estavam lá, com uma cauda parecida com a de um cometa. E isso foi o argumento decisivo.

E por causa da órbita do 2019 LD2 que os astrônomos estão intrigados com os processos que podem estar impulsionando essa saída de gás do asteroide. No Trojan de Júpiter, existem milhares de asteroides e eles são divididos em dois grupos. Um que orbita Júpiter em frente ao planeta e outro atrás.

Observações

Acredita-se que os Trojans foram varridos a aproximadamente quatro bilhões de anos atrás. Período esse que se imagina que os planetas estavam migrando para os seus lugares atuais. E se eles compartilharam o espaço joviano qualquer gelo possível na superfície deveria ter sublimado há tempos.

"Acreditamos há décadas que os asteroides Trojan deviam ter grandes quantidades de gelo sob suas superfícies, mas nunca tivemos nenhuma evidência até agora. O ATLAS mostrou que as previsões de sua natureza gelada podem muito bem estar corretas", disse o astrônomo, Alan Fitzsimmons, da Queen's University Belfast, na Irlanda.

"Como esse objeto é o primeiro de seu tipo, a detecção de gás será imensamente empolgante, pois fornecerá as primeiras restrições sobre o conteúdo volátil da população de Trojan, medido por um de seus membros, com implicações no teste de modelos de evolução do Sistema Solar que envolvem a captura de Trojans durante a instabilidade dos gigantes do gás", concluiu.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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