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Batman existia na cultura mesoamericana e se chamava Camazotz

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      19/09/19 às 16h09

Muito antes do personagem da DC Comics existirem, há cerca de 2.500 anos, um homem, vestindo uma cabeça de morcego, já era cultuado pelos maias. No entanto, a criatura, que vivia na escuridão, de orelhas pontudas e com uma capa que se transformava em asas, estava muito além de um super-herói, sem poderes mágicos. Camazotz, como era chamado, era um deus ligado à morte e aos sacrifícios.

O nome do deus-morcego maia significa 'morcego da morte', na língua maia K'iche, da Guatemala. Sua mitologia remete ao mundo das sombras, do obscuro, da noite e da escuridão. Entretanto, algumas semelhanças, com o homem-morcego moderno dos quadrinhos, podem ser notadas. Apesar de que não existem evidências de que a inspiração, por trás da criação do Batman, tenha ocorrido de alguma forma sob influência da mitologia mexicana.

Por outro lado, Camazotz não era muito bonzinho. Ele era considerado um deus assassino. Em algumas descrições, incluindo representações em pedra, códices maias e no livro Popol Vuh, ele foi associado a uma criatura sombria. O deus-morcego seria uma espécie de mestre dos mistérios e atacava todos aqueles que acabassem invadindo os reinos do submundo.

Os cultos a Camazotz eram realizados por volta de 200 a.C., muito provavelmente entre os zapotecas de Oaxaca. A cultura desse povo apresenta um deus, que une homem e morcego. Os morcegos são considerados criaturas assustadoras, em muitas culturas. Esse animais possuem hábitos noturnos e, portanto, são naturalmente associados à noite. O que também é frequentemente associado à morte.

Muitas espécies comuns também têm uma aparência relativamente estranha, o que, por muitas vezes, acaba causando um certo preconceito por parte dos humanos. Além de que, a fama de que os morcegos seriam vampiros disfarçados também não contribuiu muito para a reputação do animal.

Camazotz: O deus-morcego

A civilização zapoteca, naturalmente, associava o morcego à noite e aos sacrifícios. Posteriormente, a figura de Camazotz foi absorvida pelo panteão quiché, comunidade maia guatemalteca. O deus-morcego foi relacionado com o deus Zotzilaha Chamalcan, associado ao fogo.

Os templos, onde Camazotz era cultuado, foram construídos em formato de ferradura e apontavam para o Oriente. Seus altares foram feitos de ouro. Acreditava-se que Camazotz podia curar qualquer doença. Além de ser o responsável por cortar o "fio da vida", que conecta o corpo físico à nossa alma.

Em Popol Vuh, uma das principais obras mitológicas dos maias, onde foram reunidas narrativas míticas, além de conselhos éticos para a comunidade, a ligação do deus-morcego com o mundo sombrio, o Xibalbá, fica evidenciada.

Na obra, Camazotz é associado aos monstros, com forma de morcego, encontrados pelos deuses gêmeos Hunahpú e Ixbalanque, enquanto eles atravessavam o submundo para serem julgados. Esses monstros teriam atacados os irmãos e teriam sido acompanhados por um homem-morcego chamado Camazotz.

Em suma, como celebração do 75º aniversário do Batman, em 2014, o designer mexicano, Christian Pacheco, se inspirou nas similaridades entre o mito maia e o herói da DC. Isso, para criar uma nova vestimenta para ele. Em síntese, o resultado deixou os internautas muito impressionados.

O trabalho de Pacheco deixou bem claro que o Batman não foi o primeiro homem-morcego a habitar o imaginário popular. E ainda deixou ainda mais evidente as semelhanças entre o ser mitológico mexicano e o herói da cultura popular estadunidense.

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Jesus Galvão
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