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Boatos espalhados no WhatsApp causam morte de 27 pessoas na Índia

POR Jesus Galvão    EM Experiências      03/07/18 às 19h30

De acordo com um jornal indiano, cinco pessoas foram assassinadas no último fim de semana devido a boatos compartilhados no WhatsApp. Essas cinco pessoas teriam sido linchadas até a morte por pessoas de um vilarejo em Rainpada, no estado indiano de Maharashtra. Tudo aconteceu depois que uma corrente afirmando que traficantes de crianças estavam na região se espalhou no mensageiro.

E, infelizmente este não é o primeiro caso. Somente nos últimos dois meses, cerca de 27 pessoas morreram numa epidemia de linchamentos causados por boatos e 'fake news' espalhados no aplicativo na Índia. Autoridades locais tentam combater esse tipo de propagação de informações mentirosas e errôneas. Porém os esforços ainda não tiveram sucesso.

Os boatos e suas consequências

A medida que as pessoas estão tendo mais acesso à internet, esse tipo de ação tem proporcionalmente aumentado. E a situação fica pior em regiões pobres e vilarejos isolados na Índia. Também há ocorrências em algumas outras regiões na Ásia. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 650 mil pessoas teriam sido expulsas da Birmânia devido a ameaças causadas por boatos no WhatsApp.

Na aldeia de Perumampatti, em Tamil Nadu, dois homens escaparam do linchamento público depois de serem confundidos com traficantes de crianças. Ao avistar os homens estranhos, os aldeões ficaram desconfiados. Foi então que começaram a perseguir os homens. A captura dos dois ocorreu cerca de 2 quilômetros do local onde iniciaram a perseguição.

A polícia então foi acionada e se apressou para averiguar a situação. Os homens foram levados para a delegacia de Manapparai. No local, as autoridades descobriram que eles, na verdade, eram comerciantes. E, apesar dos julgamentos dos moradores do vilarejo, eram inofensivos.

"O WhatsApp está trabalhando para esclarecer quando os usuários receberem informações que foram encaminhadas e para fornecer controles para os administradores de grupo. O intuito é reduzir a disseminação de mensagens indesejadas em chats privados", disse o porta voz da empresa, Carl Woog.

O Facebook, que é o atual dono do WhatsApp, informou que tem feito o que pode para diminuir o fenômeno das 'fake news' e correntes de boatos. Contudo, os responsáveis pela rede social disseram que, pela própria natureza do aplicativo, que permite a troca de mensagens criptografadas de ponta a ponta, é impossível que a empresa possa controlar o conteúdo que circula pela rede. "Estamos trabalhando com várias organizações para intensificar nossos esforços de educação. Queremos que as pessoas saibam como detectar notícias falsas e fraudes circulando online", completou Woog.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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