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Bolas de fogo que caíram no Chile não eram meteoritos, dizem especialistas

POR Arthur Porto    EM Ciência e Tecnologia      07/10/19 às 15h32

Na semana passada, "bolas de fogo" passaram pelo céu de sete regiões do Chile. Em suma, o incidente originou pequenos incêndios e deixou alguns chilenos extremamente intrigados. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, os incêndios foram controlados por bombeiros e voluntários.

Inicialmente, suspeitava-se que as supostas "bolas de fogo" fossem meteoritos. Entretanto, a hipótese foi descartada por pesquisadores e especialistas. A hipótese foi descartada após investigação preliminar do Serviço Nacional de Geologia e Mineração do país.

A investigação mostrou que não se tratava desse tipo de pedra espacial, já que nenhuma pedra rochosa foi encontrada. O Serviço Nacional de Geologia e Mineração do país vistoriou todas regiões, onde ocorreram avistamentos.

Comunicado

Em comunicado oficial, emitido neste final de semana, o Serviço Nacional de Geologia e Mineração do país anunciou que os objetos ainda não foram identificados. De acordo com o órgão, para identificar os objetos, alguns geólogos ainda verificarão o terreno da queda. Além disso, os profissionais devem ainda entrevistar os residentes locais.

O órgão deve ainda recolher amostras do solo, que serão analisadas em laboratório. Nas próximas semanas, outro novo comunicado deve ser feito em breve. De acordo com astrofísico José Maza, em entrevista ao canal de televisão local TVN, os objetos misteriosos devem ser meteoritos ou lixo espacial.

De acordo com os pesquisadores, cerca de 200 a 400 detritos espaciais caem dos céus todos os anos.

Detritos

O lixo resultante da ação humana não polui somente terra, ar e oceanos. Em suma, desde que o primeiro satélite artificial entrou em órbita, há mais de meio século, os detritos espaciais acumulados em órbita do planeta se tornaram um grande problema.

Tais detritos originam-se, basicamente, de foguetes e satélites desativados, fragmentos de naves e até ferramentas usadas por astronautas. De acordo com especialistas, estima-se que mais de 19 mil objetos maiores de dez centímetros, além de outros 500 mil menores, compõem uma nuvem de lixo espacial ao redor da Terra.

Além disso, segundo a Nasa, estima-se que, anualmente, cerca de 200 entram na atmosfera terrestre. Ainda de acordo com órgão, esse objetos não oferecem risco, pois se desintegram após entrar em combustão.

Outro fator que demonstra que tais detritos não oferecem perigo é que 70% do planeta é coberto de água, sem contar as regiões desérticas. De acordo com a Nasa, não há registros de ferimentos causados pela queda de detritos vindos do espaço.

O planeta como alvo

Mesmo não oferecendo risco, por ser desintegrarem após entrar em combustão, alguns detritos, no entanto, podem atingir o planeta. Vocês lembram quando restos do satélite desativado, o UARS, caíram no Oceano Pacífico? Não? Não se preocupe, lembramos você.

O UARS, Satélite de Pesquisa de Alta Atmosfera, foi lançado em 1991, pelo ônibus espacial Discovery. Em suma, a missão do projétil era estudar a camada de ozônio. O UARS foi "aposentado" em 2005, logo após ficar sem combustível.

Basicamente, o satélite tinha o tamanho de um ônibus e pesava seis toneladas. O UARS foi o maior satélite a retornar à Terra por exatas três décadas. Na reentrada da atmosfera, o UARS se esfacelou.

Na ocasião, de acordo com informações disponibilizadas pela imprensa na época, cerca de 500 kg de peças chegaram até o oceano.

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Via   UOL     livescience  
Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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