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China aposta no controle cerebral para viciados em drogas, entenda

POR Bruno Dias    EM Experiências      15/05/19 às 19h56

A China tem surpreendido por seu desenvolvimento tecnológico e científico. A superpotência emergente tem alcançado parâmetros tão positivos, que tem se destacado mais que superpotências mundias, como os EUA. O que antes parecia ser impossível, tem se tornado real em vários setores diferentes.

O investimento em tecnologia é talvez um dos pontos mais fortes da China. Os avanços ocorrem de maneira veloz, deixando para trás grande parte do mundo. Coisas que antes pensamos que era exclusivo de filmes de ficção científica, estão se tornando realidade.

Os cientistas chineses começaram o primeiro teste clínico do mundo de estimulação cerebral profunda (DSB) para as pessoas viciadas em drogas. O procedimento é invasivo e tem a perfuração dos orifícios no crânio do paciente para que os eletrodos sejam colocados em seu cérebro. Esses eletrodos podem ser estimulados através de um dispositivo portátil.

Segundo a ABC News, essa mesma tecnologia já foi usada para distúrbios como a doença da Parkinson. E essa é a primeira vez que o DSB vai ser usado com a esperança de acabar com o vício.

Estudo

O primeiro ensaio focou no vício em metanfetamina e está sendo feito no hospital Ruijim, em Xangai. Segundo os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, existem oito ensaios clínicos DBS registrados para a dependência de drogas.

Seis desses oito estão na China. Mesmo que o país tenha um passado não muito bom com as cirurgias cerebrais, atualmente, a China se tornou o centro mundial de pesquisa DBS. O primeiro paciente é um viciado em metanfetamina conhecido apenas como Yan.

Ele usa drogas desde 2001, quando seu filho nasceu e ele perdeu cerca de 150 mil dólares em jogos de azar. Depois disso, ele se divorciou e com as visitas do filho sendo cada vez menores, ele se submeteu ao teste do DBS. "Minha força de vontade é fraca", disse Yan.

Ele foi então para a operação na qual o médico Li Dianyou perfuraria seu crânio e colocaria dois eletrodos pequenos em uma área perto do seu cérebro. Tal área é a que está vinculada com o vício. Depois de algumas horas, Yan também passou por uma cirurgia onde foi colocada uma bateria no peito.

Procedimento

O procedimento parece tirado de um filme de ficção, mas os riscos são reais. O paciente pode morrer com uma hemorragia cerebral, convulsões, infecção ou deixar a mesa de cirurgia com uma personalidade nova.

Mas no caso de Yan, ele disse se sentir entusiasmado. Além disso, o médico deu ao cérebro de Yan um teste remoto e emoções novas na cabeça. O médico era capaz de fazer o paciente se sentir alegre ou agitado apenas com um toque.

"Esta máquina é muito mágica. Ele se ajusta para te fazer feliz, para deixar você nervoso", disse Yan. E segundo o homem, ele está sem usar drogas há meses.

Outros lugares do mundo não foram tão abertos ao procedimento como a China. Na Europa, a dificuldade foi encontrar pacientes. Nos EUA, preocupações éticas e científicas dificultaram essa aceitação. Mas a aversão dos americanos ao procedimento diminuiu nos últimos anos.

Enquanto isso, na China, o DBS, como a nova abordagem que pode acabar com a dependência de droga, está aumentando com força total. Também porque as leis antidrogas no país forçavam várias pessoas a fazerem tratamentos obrigatórios que incluíam a "reabilitação"com trabalho físico. E ela podia durar anos.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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