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A ciência pode explicar porque sua vida está sem amor

POR Isabela Ferreira EM Ciência e Tecnologia 20/11/17 às 18h02

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Entender como funciona o corpo humano é uma tarefa ensinada em nossa vida desde pequenos. Costumamos aprender a respeito dos processos executados em nosso organismo e como funciona a sinergia entre nossos membros e órgãos. No entanto, ainda existe muito para ser descoberto em relação a isso... Principalmente quando se trata de um dos mais complexos órgãos de nosso corpo: o cérebro.

Ele atua como o centro de nosso sistema nervoso. É o grande responsável por nossos movimentos e também o receptor das informações que acumulamos durante a vida. Também não podemos ignorar o fato de que ele é o responsável por desenvolver nossas emoções. Talvez esta seja a parte mais complicada para entender o funcionamento, até mesmo para os cientistas.

Há muito sobre os hormônios e processos cerebrais que podem indicar como funciona o comportamento humano. Da mesma forma, são capazes de explicar porque existem pessoas mais amorosas e aquelas que costumam ser mais frias.

Como é sua vida? É uma pessoa afetuosa ou não? A ciência explica!

Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, acabou gerando resultados impressionantes. Descobriram que o silenciamento de um determinado gene pode influenciar uma pessoa na hora de desenvolver relacionamentos saudáveis e empatia. O gene é chamado de OXT, sigla em inglês para "oxytocin, neurophysin, prepopeptide" (ocitocina, neurofisina, pro peptídeo).

Ele faz parte da sequência de material genético que auxilia na produção de oxitocina. É muito comum que ele ganhe o o apelido de "hormônio do amor", visto que tem papel fundamental na hora de desenvolver relações afetivas entre os mamíferos. Existe um processo que ocorre em nosso corpo chamado metilação. Faz com que nosso organismo seja capaz de regular genes, provocando alterações químicas nos DNA (Ácido Desoxirribonucleico). Esse processo resulta na ativação ou inativação em genes específicos.

Desta forma, para a concretização do estudo, a equipe colheu 120 amostras de saliva de voluntários diferentes. A intenção era fazer análises genéticas, calculando os níveis de metilação no qual o gene OXT era submetido em cada um deles. E adivinhe o resultado!? Descobriram que aqueles que tinham maiores taxas de metilação desse gene, o mantinham de forma mais inativa. Isso faz com que as pessoas tenham mais dificuldade no que tange o reconhecimento facial.

Também mostrou que elas tinham maior ansiedade ao falar de pessoas próximas ou com que se relacionaram. Portanto, se você é uma pessoa mais fria, que não se apega tão facilmente com as coisas da vida, é sinal de que seu gene OXT sofre maiores taxas de metilação. Além da análise das capacidades sociais, os pesquisadores ainda contaram com a ajuda de ressonância magnética. O objetivo era medir a atividade cerebral. Desta forma, ainda conseguiram descobrir que essas pessoas possuem menores atividades cerebrais relacionadas aos processos sociais.

Novos estudos

Embora os pesquisadores afirmem que esse tipo de estudo ainda está em estágio inicial, especialistas acreditam que podem avançar e obter novidades. Trabalham em pesquisas mais avançadas capazes de trazer determinados tratamentos para aqueles que possuem transtornos sociais e tem dificuldades de se relacionar na  vida.

Apesar de a metilação ser um processo natural e dinâmico, acreditam que podem desenvolver algum medicamento capaz de influenciá-la, desta forma, ajudando aquelas com dificuldade de interagir e manter mais amor em sua vida.

E então pessoal, o que acharam? Você tem facilidade de relacionar, ou faz parte do grupo com maior metilação do gene OXT? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!


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Isabela Ferreira
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