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A ciência tem uma explicação para você não ser carinhoso

POR Diogo Quiareli    EM Ciência e Tecnologia      03/01/19 às 15h30

O nosso corpo é extremamente complexo fisicamente falando. A parte mental é ainda mais difícil de compreender. O nosso cérebro, por exemplo, é uma das estruturas mais complicadas já vistas do mundo. Dentro do cérebro, nossas emoções são provavelmente uma das partes mais complexas e inexplicáveis. De toda forma, os hormônios e alguns processos cerebrais podem nos dizer, por meio de pistas indiretas, a origem do nosso comportamento, como as razões pelas quais algumas pessoas são mais emotivas do que outras. Todos nós temos aqueles amigos que choram com mais facilidade ou aqueles que se irritam de uma hora para outra. Isso varia de pessoa para pessoa.

Lidando com as situações alheias, todos nós gostamos de carinho. Na verdade, quase todos. Mas é sempre bom lidar com a simpatia de alguém, assim como a educação e o amor. É provável que todos conheçam alguma pessoa pouco ou quase nada carinhosa. Se você conhece ou é essa pessoa, saiba que a ciência tem uma explicação para isso. Confira conosco a seguir e surpreenda-se.

Explicação

A revista Proceedings of National Academy os Sciences publicou um artigo de pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, mostrando a descoberta de que o silenciamento de um gene específico poderia interferir na capacidade de alguém criar relacionamentos saudáveis e desenvolver empatia. O gene possivelmente determinante é chamado de OXT. Parte da sequência de material genético, que produz ocitocina, conhecido também como "hormônio do amor". Esse é crucial no cuidado e na criação de relações emocionais em mamíferos.

Existe um processo natural em nosso corpo chamado metilação. Esse é quando o nosso organismo regula os genes, assim causando transformação química do DNA, capaz de resultar na ativação e desativação de alguns genes. Isso a fim de regular em que ponto o material genético está ativo em cada momento. A equipe de pesquisas coletou amostras de saliva de 120 voluntários. A coleta era a fim de realizar análises genéticas e calcular os níveis de metilação do gene OXT. Em seguida, os participantes passaram por vários testes, onde avaliaram suas habilidades sociais e o mecanismo do cérebro naquele momento.

A pesquisa descobriu que as pessoas com maior metilação gene OXT foram aqueles com o gene inativo. Assim, os menos qualificados quando se tratava de reconhecer expressões faciais. Além do mais, durantes os testes eles, mostraram mais ansiedade quando tiveram que descrever os relacionamentos que tinham com pessoas próximas e mais ainda ao falar sobre elas. Além de avaliar algumas capacidades sociais, a equipe usou imagens de ressonância magnética a fim de medir a atividade cerebral, através do fluxo de sangue oxigenado em várias áreas do cérebro.

Assim sendo, eles descobriram que os participantes da pesquisa com o gene OXT mais metilado tinham menos atividades cerebrais nas regiões associadas aos processos sociais. Embora os estudos ainda estejam na sua "infância", os estudiosos pretendem dar continuidade envolvendo outras pesquisas e possíveis tratamentos para diversos distúrbios sociais.

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Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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