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Cientistas capturaram pela primeira vez imagens do cérebro eliminando neurônios mortos

POR Bruno Dias EM Curiosidades 01/07/20 às 16h46

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cérebro é, sem dúvidas, um dos órgãos mais importantes, complexos e incríveis do corpo humano. Ele é o responsável por tudo que fazemos. Pela forma com que percebemos o que está em nossa volta, por guardar informações, por desenvolver sentimentos, enfim, são inúmeras suas funções. É tão verdade que, se alguma coisa estiver errada, por menor que seja, podemos ter grandes problemas.

cérebro humano médio pesa cerca de 1,4 kg, mede 14 centímetros de largura, 13 de altura e representa apenas 2% do peso corporal. Mesmo sendo tão pequeno, contêm todas as informações de nossas vidas, escondendo os maiores mistérios.

É sabido que ele tem um sistema de eliminação de resíduos que impede que os nerônios mortos e tóxicos obstruam as vias biológicas. E os cientistas conseguiram capturar, pela primeira vez, um vídeo desse processo. Em suma, eles conseguiram isso em testes de laboratórios com ratos.

Eliminação

Ainda não é muito sabido como os nerônios mortos são eliminados e como o cérebro reage a eles. Por isso, essa nova pesquisa pode ser um passo significativo para essa descoberta. Mesmo que ainda não tenha sido confirmado que os cérebros humanos funcionam da mesma forma.

"É a primeira vez que o processo é visto em um cérebro de mamífero vivo",  disse o neurologista Jaime Grutzendler,  da Escola de Medicina de Yale, em Connecticut.

Essas descobertas podem ajudar nos tratamentos para o declínio cerebral que é relacionado com a idade e também para os distúrbios neurológicos. Sabendo mais sobre como a limpeza cerebral funciona, os cientistas podem diagnosticar melhor o que acontece quando alguma coisa dá errado.

Nesse estudo, a equipe se concentrou nas células da glia, que  são responsáveis por fazer o trabalho de limpeza no cérebro. Para isso, eles usaram uma técnica chamada 2Phatal. Para conseguir direcionar uma única célula cerebral para apoptse, que é a morte celular, em um mouse. Depois disso, eles seguiram a rota das células gliais usando marcadores fluorescentes.

"Em vez de bater no cérebro com um martelo e causar milhares de mortes, induzir uma única célula a morrer nos permite estudar o que está acontecendo logo após as células começarem a morrer. E observar as muitas outras células envolvidas. Isso não era possível antes. Podemos mostrar com muita clareza o que exatamente está acontecendo e entender o processo", explicou Grutzendler.

Processo

Nessa observação, três tipos de células gliais, microglia, astrócitos e células NG2, mostraram estarem envolvidas no processo de remoção de células altamente coordenado. Posteriormente, tirou o neurônio morto e qualquer via de conexão  com o resto do cérebro.

Os pesquisadores viram que uma microglia envolve o corpo do neurônio e os seus principais ramos. E os astrócitos tem como alvo dendritos de conexão menores para remoção. E eles acham que o NG2 ajuda a impedir que os detritos das células mortas se espalhem.

Além disso, os pesquisadores também demonstrara que se um tipo de célula glial perdesse o neurônio morto seja por qual for o motivo, outros tipos de células iriam assumir o papel delas no processo da remoção de resíduos. Isso sugere que existe algum tipo de comunicação entre as células gliais.

A pesquisa também descobriu que os cérebros de ratos mais velhos eram menos eficientes na eliminação de células neurais mortas. Mesmo que as células de remoção de lixo parecessem ter a mesma consciência que uma célula moribunda.

Observações

Essas observações podem ser uma boa oportunidade para as pesquisas futuras. E pode dar aos especialistas uma visão de como os cérebros mais velhos começam a falhar de várias formas. Conforme os serviço de coleta de lixo começa a desacelerar ou até mesmo quebrar.

Com tudo isso, um dia poderão ser desenvolvidos novos tratamentos que poderão assumir esse processo de limpeza em nome do cérebro. E não apenas em idosos, mas também nas pessoas que sofreram algum tipo de trauma na cabeça.

"A morte celular é muito comum em doenças do cérebro. Compreender o processo pode fornecer informações sobre como lidar com a morte celular em um cérebro lesionado. Desde traumatismo craniano a acidente vascular cerebral e outras condições", concluiu o neurologista Eyiyemisi Damisah , da Faculdade de Medicina de Yale.


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