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Cientistas conseguem eliminar vírus HIV de animais vivo pela primeira vez

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      05/07/19 às 14h48

Pela primeira vez na história, cientistas conseguiram eliminar o vírus HIV, causador da AIDS, de genomas de animais vivos. Esse é um avanço promissor na busca pela cura da doença. O recente estudo foi publicado na revista científica "Nature Communications". Os resultados mostraram que o tratamento combinado de medicamentos e edição genética foi capaz de eliminar completamente a presença do HIV-1 do DNA de ratos infectados pelo vírus.

Hoje em dia, o tratamento para o HIV consiste no uso de terapia antirretroviral. Esse tratamento é para a replicação do vírus, mas não o elimina completamente do organismo. Caso o tratamento seja interrompido, o vírus pode se recuperar e voltar a se replicar.

Por enquanto, o experimento foi feito apenas em roedores. Mas agora os cientistas das Universidades de Temple e Nebraska, nos Estados Unidos, pretendem testar essa técnica também em primatas. Dependendo dos resultados, o tratamento também será testado em seres humanos. "Agora nós temos um bom caminho para seguir em testes com primatas e há possibilidade de testes clínicos em pacientes humanos dentro de um ano", comentou Kamel Khalili, um dos responsáveis pela pesquisa.

O tratamento promissor

Para chegar a esse resultado, a equipe de cientistas, formada por imunologistas, biólogos moleculares e farmacologistas, combinou a edição genética com a já usada terapia antirretroviral. A união dessas duras terapias conseguiu eliminar completamente o vírus HIV em um terço das cobaias usadas no experimento.

A tecnologia Crispr-Cas9 é uma variação da terapia antirretroviral de Longa Duração e Lenta Efetividade (Laser Art). E se mostrou bastante efetiva na função de impedir que os genomas abriguem o vírus. Mas ela sozinha não foi capaz de eliminar a infecção causada pelo vírus.

Assim, os medicamentos usados para o controle da doença passaram por uma modificação para serem absorvidos de forma mais lenta pelas membranas celulares. Dessa forma, eles conseguiram acompanhar efetivamente o ciclo do vírus.

Nessa parte, é que entra a edição genética. Separadamente, as duas técnicas não são capazes de eliminar o vírus. Elas devem ser realizadas em sequência, assim, conciliando os dois tratamentos foi possível suprimir a reprodução do vírus e o eliminar por completo do DNA viral das células.

"Nosso estudo mostra que o tratamento para suprimir a replicação do HIV e a terapia de edição de genes, quando administrados sequencialmente, pode eliminar o HIV de células e órgãos de animais infectados", disse Khalili.

O futuro

Depois do sucesso no procedimento, os pesquisadores precisavam confirmar se não havia ficado nenhum resquício do vírus no organismo. Para isso, eles inseriram células imunológicas dos animais que foram submetidos ao tratamento em ratos saudáveis. E os resultados não registram nenhuma contaminação pelo vírus.

Essa mesma equipe de cientistas já estuda os efeitos do tratamento em primatas. Se eles obtiverem o mesmo sucesso alcançado no experimento feito em ratos nessa espécie, o experimento pode ser replicado em seres humanos.

"A grande mensagem deste trabalho é que é preciso tanto o CRISPR-Cas9 quanto a supressão de vírus por meio de um método como o LASER ART, administrado em conjunto, para produzir uma cura para a infecção pelo HIV", escreveu Khalili.

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Via   Galileu     G1  
Imagens G1 Opas Vix
Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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