icone menu logo logo-fatos-desconhecidos.png


Cientistas criam plantas que brilham durante seu ciclo de vida

POR Bruno Dias    EM Experiências      28/04/20 às 18h50
capa do post Cientistas criam plantas que brilham durante seu ciclo de vida

As plantas são a espinha dorsal de toda a vida na Terra, sendo essencial para o bem-estar do ser humano. Elas fornecem alimentos para quase todos os organismos terrestres, mantêm a atmosfera, produzem oxigênio e absorvem dióxido de carbono durante a fotossíntese. Por meio dos seus processos respiratórios, por exemplo, as plantas movem enormes quantidades de água do solo para a atmosfera. Além disso, criam habitats para muitos organismos.

Elas também servem como ornamentos, mas vão além disso. E assim como o mudo todo está em evolução, as plantas não poderiam ficar de fora. Cientistas anunciaram que as primeiras plantas com luminescência visível fora criadas. Essa criação foi possível graças a engenharia genética. O brilho dessas plantas dura toda a vida delas.

A criação de plantas que conseguissem emitir a sua luz própria já existe há algum tempo. Em 2016, a empresa Bioglow criou plantas Nicotina tabacum com enzimas de bactérias luminescentes. Um ano depois, engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts conectaram nanopartículas em folhas de agrião. Eles queriam induzir a planta aliberar uma luz fraca durante quatro horas.

Essa nova pesquisa foi feita pela empresa russa chamada Planta junto com a Academia Russa de Ciências, Instituto MRC de Ciências Médicas de Londres e o Instituto de Ciência e Tecnologia da Áustria. Ela representa um grande avanço conseguindo produzir uma planta que brilhe 24 horas por dia durante toda a sua vida.

A planta criada por 27 pesquisadores não precisa de uma adição frequente de substâncias químicas. E ela emite uma luz mais forte do que a Nicotina tabacum, que foi criada anteriormente.

Bioluminescência

A equipe da empresa russa trabalhou com duas espécies de plantas de tabaco e também usou o DNA de fungos bioluminescentes. Eles usaram o ciclo do ácido  cafeico, que é transformado por quatro enzimas do fungo em luciferina. Esse é um composto orgânico que produz luz.

Duas desas enzimas transformam o ácido cafeico em um precursor luminescente. E uma  terceira enzima oxida esse precursor para produzir um fóton. E a quarta enzima converte a molécula de novo em ácido cafeico, que então pode ser reciclado por esse mesmo processo.

Esse ácido cafeico, que não tem nada a ver com a cafeína, é encontrado em todas as plantas. Ele participa da síntese de um polímero da madeira. Os pesquisadores conseguiram alterar geneticamente as plantas para colocar em outro lugar parte desse ácido para a sínteses de luciferina.

"O fenótipo, conteúdo de clorofila e carotenoide, tempo de floração e germinação das sementes não se diferenciaram do tabaco selvagem, com a exceção de um aumento de 12% de média de altura das plantas transgênicas", escrevem os pesquisadores.

Isso quer dizer que a expressão do ácido cafeico não é tóxico para as plantas. E também não interfere de uma forma negativa no crescimento delas. Pelo menos nãoa fetou na pesquisa que foi feita em estufas.

As folhas novas e as flores brilhavam mais . Elas produziam aproximadamente um bilhão de fótons por minuto. Essa quantidade não chega nem perto da que é preciso para ser fazer uma leitura, mas é um brilho que é claramente visível.

Outras plantas

A equipe também está trabalhando em modificar outras plantas com flores. Como por exemplo, as petúnias e roseiras. Isso para que elas produzam cores e brilhos diferentes. Eles também acham que esse mesmo processo poderia ser feito em animais.


Próxima Matéria
avatar Bruno Dias
Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, Clique aqui.


Matérias selecionadas especialmente para você!

Curta Fatos Desconhecidos no Facebook
Confira nosso canal no Youtube
Siga-nos no
Instagram
Confira nosso Pinterest