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Cientistas descobrem estruturas inesperadas perto do núcleo do nosso planeta

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      16/06/20 às 19h31
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O mundo é um lugar fantástico e ao mesmo tempo misterioso. Apesar dos conhecimentos que nós acumulamos durante nossos milênios de existência, nós não fomos capazes de resolver todos os mistérios desse mundo. E com certeza depois que formos embora da Terra ainda terão vários mistérios sem respostas.

Algumas coisas parecem ser sabidas, mas quando estudamos por outros ângulos vemos que pode existir fatores que antes não foram considerados. Ou então que na época em que foram estudados não existiam muitos recursos. Como por exemplo achar que o átomo era a menor coisa existente até que ele foi aberto e se provou o contrário.

Existem coisas que aprendemos como sendo verdade desde pequenos. Como a estrutura do nosso planeta que é composta por três camadas. A Terra tem três camadas separadas. Uma crosta, um manto e um núcleo.

A espessura da crosta varia de 30 quilômetros na terra a cinco quilômetros do mar, em média. O manto estende-se abaixo da crosta para cerca de 2.900 quilômetros. O núcleo, por fim, começa abaixo do manto a uma profundidade de 5.100 quilômetros. Compreende-se um núcleo exterior e um núcleo interior.

A crosta do nosso planeta é composta principalmente de granito. O manto é composto por peridotito e sair minerais de alta pressão. A densidade do nosso planeta é de 5.520 kg por metro cúbico.

Estudo

Até agora tudo isso parecia muito certo. E até mesmo pesquisadores não questionavam essa divisão interna do planeta. Até que uma equipe de pesquisadores disse ter usado técnicas de imagem de ponta para conseguir descobrirem estruturas enormes e inesperadas perto do núcleo da Terra. Isso serviu para vermos realmente o quão pouco sabemos sobre o interior do nosso próprio planeta.

De acordo com Vedran Lekic, professor associado de geologia da Universidade de Maryland que trabalhou na pesquisa, "as estruturas anômalas na fronteira do manto são muito mais difundidas do que se pensava anteriormente".

Segundo um artigo publicado sobre a pesquisa, Lekic e sua equipe usaram um algoritmo de aprendizado de máquina chamado sequencer. Com ele, eles analisaram sismicamente centenas de terremotos e coletaram dados ao longo de décadas para mapear o interior da Terra com detalhes nunca antes vistos.

Eles compararam esse processo com a forma como os morcegos usam a ecolocalização para conseguirem mapear o ambiente e ver onde estão e para onde vão. Depois dessa análise feita, a equipe ainda não tem certeza do que é composta a grande estrutura perto do núcleo da Terra. Mas eles dizem que provavelmente ela é uma forma de rocha extremamente densa e quente.

Descoberta

Essa descoberta revelou estruturas que os geólogos nem suspeitavam que existiam. Com isso, Lekic espera que essa mesma técnica usada por eles possa continuar a revelar mais mistérios sobre o interior do nosso planeta.

"Ficamos surpresos ao encontrar um recurso tão grande nas Ilhas Marquesas, que nem sabíamos que existia antes. Isso é realmente empolgante porque mostra como o algoritmo Sequencer pode nos ajudar a contextualizar os dados do sismograma em todo o mundo de uma maneira que não podíamos antes", disse Lekic.


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Via   Futurism  
Imagens Info escola R7
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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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