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Cientistas estudam como o vírus Zika pode ajudar no combate ao câncer no cérebro

POR Diogo Quiareli    EM Ciência e Tecnologia      23/01/20 às 17h47

Você se lembra do vírus da Zika ou, como a maioria conhece, o Zika Vírus. Esse foi um vírus que causou pânico quando apresentado ao mundo e por causa de sua epidemia. Trata-se de um vírus do gênero Flavivirus. Em seres humanos, é transmitido por meio de uma picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue e outras doenças. A doença causada por ele é conhecida como zika. Embora seja raro, pode acarretar em complicações para o seu portador, como a microcefalia congênita, quando uma gestante se contamina. No entanto, o tempo passou e hoje os cientistas buscam encontrar uma forma como o vírus pode ajudar os humanos.

Cientistas norte-americanos estão estudando o vírus Zika de formam mais intensa. Eles buscam entender como ele pode servir para tratar pessoas com câncer no cérebro. De acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Cell Reports, esse microrganismo pode ser guiado. Ele pode então ser direcionado para infectar apenas as células cancerígenas. isso faz com que ele combata as células maléficas e deixe as demais saudáveis. Confira conosco um pouco mai sobre esse estudo. Aproveite para compartilhar com seus amigos desde já. Sem mais delongas, vamos lá.

Estudo do vírus Zika

"Embora provavelmente precisemos modificar o vírus Zika para torná-lo mais seguro no tratamento de tumores cerebrais, também podemos aproveitar o mecanismo que o vírus usa para destruir células e melhorar a maneira como tratamos o glioblastoma". Isso foi dito de forma direta por Jeremy Rich, o autor do estudo. O câncer no cérebro costuma desafiar o tratamento padrão do câncer. Isso porque a doença transforma as células normais em células-tronco. Enquanto os neurônios típicos param de se dividir após um certo número de repetições, as células-tronco se reproduzem indefinidamente. Assim desenvolve um novo tumor a partir de algumas células.

Por esse motivo, os pacientes costumam sobreviver menos de 20 meses, após serem diagnosticados com a doença. Sabe-se que o vírus Zika atrofia o crescimento do cérebro. Assim, impede a proliferação de células-tronco neurais. Sendo assim, Rich e seus parceiros se perguntaram se a estratégia do vírus seria capaz de ser adaptada para diminuir os tumores cerebrais. A equipe do Instituto de Saúde da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, examinou a superfície do vírus, em busca de receptores que ele usa para prender células cancerígenas.

"Quando bloqueamos outros receptores, não houve diferença", disse Rick. "Mas no caso desse estudo, foi cessado quase completamente a capacidade do vírus infectar células-tronco de câncer, no cérebro e nas células normais".

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Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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