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Cientistas observam, pela primeira vez, colisão entre buraco negro e astro misterioso

POR Diogo Quiareli    EM Ciência e Tecnologia      29/06/20 às 16h28

O nosso universo é extremamente grande e esconde diversas coisas que ainda não foram observadas por estudiosos. Planetas, estrelas, cometas e buracos negros são algumas das coisas que mais chamam a atenção. Um buraco negro, para quem não sabe, é uma região do espaço-tempo. Nesse lugar, o campo gravitacional é bastante intenso e nenhuma partícula ou radiação eletromagnética pode escapar. Um desses buracos chamaram a atenção de estudiosos do mundo inteiro recentemente. Isso porque o campo se chocou com um buraco misterioso, causando um grande alvoroço entre os profissionais que dedicam suas vidas entendendo esses fenômenos.

Analisando os dados dos observatórios Ligo, nos Estados Unidos, e Virgo, na Europa, os astrônomos norte-americanos e europeus detectaram algo diferente. Eram ondas gravitacionais produzidas pela colisão de um buraco negro com um objeto misterioso. De acordo com o estudo, esse fenômeno é interessante, pois envolve um astro com 2,6 massas solares. Esse valor está dentro do que chamamos de "lacuna da massa". Quando as estrelas mais massivas morrem, elas entram em colapso sob sua própria gravidade. Assim, se transformam em buracos negros.

Quando as estrelas menos massivas morrem, elas explodem em supernovas. Deixam então para trás detritos densos, as estrelas de nêutrons. O buraco negro mais leve já registrado tem cinco vezes a massa do Sol. Enquanto isso, a estrela de nêutrons mais pesada tem 2,5 massas solares. Astros com massa entre esses valores estão dentro da "lacuna da massa". Confira conosco mais detalhes sobre esse evento.

Colisão entre buraco negro e astro misterioso observada por astrônomos

"Fusões da natureza mista são previstas há décadas. Mas, esse objeto compacto na lacuna de massa é ima surpresa completa", disse Vicky Kalogera. Ela é coautora do estudo. "Estamos realmente aprimorando nosso conhecimento sobre objetos compactos de baixa massa". A fusão cósmica, descrita no estudo,  trata-se de um evento denominado GW190814. Foi isso que resultou em um buraco negro final com cerca de 25 vezes a massa do Sol.

O buraco está situado a cerca de 800 milhões de anos-luz da Terra. Antes dessa fusão dos dois objetos, a massa do buraco negro era equivalente a nove vezes o do outro astro. Esse também chamou atenção dos cientistas. "Essa descoberta implica que esses eventos ocorrem com muito mais frequência do que prevíamos", afirmou Kalogera. Esse fenômeno foi detectado pelos observatórios Ligo e Virgo, que focam em busca de ondas sonoras. Isso foge um pouco do esperado, visto que não utilizaram instrumentos que captam luz. A falta de luminosidade, segundo os estudiosos, se dá por causa da distância da Terra e a grande diferença de tamanho entre os astros.

O evento ainda chama a atenção dos astrônomos que buscam compreender o que de fato aconteceu e como.

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Via   Revista Galileu  
Imagens
Diogo Quiareli
Geminiano, 26 anos, goiano. Amante de música pop, fã de Katy e Luan.
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