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Cientistas tentam entender composto fluorescente em escorpiões

POR Bruno Dias    EM Mundo Animal      12/06/20 às 14h21

A natureza é incrível e pode surpreender quem olha para ela com atenção. Os animais são variados e possuem características diferenciadas. São vários os tipos e estilos. E com tamanha variedade, os animais bioluminescentes são os que são vistos primeiro, e de longe, por causa do seu brilho.

Animais bioluminescentes são aqueles que produzem luz. Dentre os vários bichos, que possuem essa peculiaridade brilhosa, 80% deles vivem debaixo dos oceanos do mundo. Muitos que vivem na terra, porém abaixo da superfície, também apresentam essa característica.

Escorpião

O escorpião é um animal invertebrado pertencente à ordem Scorpiones e que se enquadra na classe dos aracnídeos. A ordem deles é a de artrópodes aracnídeos terrestres. Ela reúne aproximadamente duas mil espécies de escorpiões. Esses animais têm por volta de 10 centímetros, um corpo alongado e quelíceras com três artículos. Os escorpiões, geralmente, são animais noturnos. E durante o dia eles se escondem embaixo de troncos e de cascas de árvores.

De acordo com os registro científicos, os escorpiões existem há mais de 400 milhões de anos. E eles foram os primeiros artrópodes que conquistaram o ambiente terrestre. Para fazer essa adaptação, a carapaça de quitina que eles tem teve um papel muito importante. Ela evita que esses animais tenham uma transpiração excessiva. Hoje, são aproximadamente 1600 espécies e subespécies de escorpiões catalogadas.

Apesar da beleza, essa característica também pode assustar muito. É só imaginar se deparar de repente com um escorpião brilhante, por exemplo. A maioria dos escorpiões brilha com uma cor azul esverdeada quando eles são iluminados por uma luz ultravioleta. Os animais que brilham no escuro são bastante interessantes e conseguem chamar a atenção de todos.

O motivo pelo qual eles fazem isso e como a bilouminescência beneficia a espécie ainda não é sabido com certeza pelos cientistas. Mas eles especulam que ela age como um filtro solar, ou então ajudam a encontrar parceiros no escuro.

Essa fluorescência nos escorpiões foi descoberta há mais de 60 anos. E até o momento, somente dois compostos tinham sido identificados na casca externa, ou exoesqueleto, desses animais.

Brilho

Mas um novo estudo, publicado no Journal of Natural Products, da ACS, conseguiu identificar um novo composto fluorescente a partir de exoesqueletos de escorpiões. Esse composto seria responsável para a proteção dos aracnídeos contra parasitas.

Com isso, os pesquisadores resolveram estudar para ver se existiam outras moléculas fluorescentes com propriedades químicas diferentes, que não tivessem sido vistas ou então tivessem sido perdidas em outros estudos.

Eles tiraram compostos dos exoesqueletos em decomposição do escorpião Liocheles australasiae. Eles fizeram isso usando condições químicas diferentes das que tinham sido usadas em estudos anteriores.

Com isso, o composto da fluorescência mais intensa foi purificado e foi visto em sua estrutura uma substância com propriedades antifúngicas a antiparasitárias.

Por conta dessa descoberta, isso sugere que a nova molécula encontrada pelos pesquisadores, em várias espécies de escorpiões, poderia ajudar os aracnídeos contra as infecções parasitárias.

Quando ele foi comparado com os outros dois compostos que tinham sido identificados anteriormente, a nova molécula contribuiu mais fracamente para a fluorescência do escorpião, disseram os cientistas.

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Via   Vix  
Imagens Vix
Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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