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Como acontece a autópsia?

POR Cristyele Oliveira    EM Curiosidades      28/10/19 às 11h41

Se você é do tipo curioso e destemido, provavelmente, já deve ter imaginado como é feito um exame de autópsia de verdade, não é mesmo? É uma curiosidade muito comum, que é muito alimentada por filmes e séries de televisão como CSI, por exemplo. No entanto, nem tudo o que nos é mostrado nesses programas, condiz com a realidade desse procedimento. Essa é a hora de descobrirmos o que realmente acontece durante uma autópsia.

Como você já deve saber, a autópsia é um exame de um cadáver, feito para determinar a causa da morte, efeitos e indicações de uma doença, ou também para identificar a pessoa morta. O exame é feito por médicos legistas e patologistas forenses, que são médicos treinados no estudo de doenças e anormalidades. Eles, geralmente, contam com a ajuda de assistentes e fotógrafos de autópsia.

O tipo de autópsia, que todos nós estamos mais familiarizados, muito devido aos programas de televisão, e a do tipo legalmente ordenada pelo Estado. Feitas justamente para resolver casos de mortes violentas, suspeitas ou repentinas. Mas há também autópsias realizadas para fins de pesquisa de doenças e treinamento médico.

Enfim, vamos entender como funciona uma autópsia. Primeiramente, antes de dar início ao exame, os investigadores reúnem o máximo de informações possíveis sobre os eventos que levaram à morte. Para isso, eles geralmente consultam registros médicos da pessoa, examinam o local e as circunstâncias da morte. Feito isso é que se começa o exame propriamente dito.

1 - Autópsia externa

Existem dois tipos de autópsia, uma do tipo externo e uma de tipo interno. Vamos começar pela autópsia externa, que é a mais simples. Essa começa por uma inspeção cuidadosa do corpo. Esse procedimento inicial já pode ajudar a definir a identidade, localizar evidências e sugerir uma possível causa da morte. Nessa etapa, é pesado e medido o corpo, analisando as roupas, objetos de valor e características físicas do corpo. Tais como a cor dos olhos, cor e comprimento dos cabelos, etnia, sexo e idade.

Depois, é removido as roupas e os médicos examinam o corpo, procurando qualquer tipo de resíduo, como pólvora, por exemplo. Eles também procuram por marcas como cicatrizes, tatuagens ou ferimentos. Em alguns casos pode ser feito até exames de raio X para identificar anormalidades ósseas e a localização de balas ou outros objetos. A luz ultraviolenta também pode auxiliar nesse procedimento.

Nessa etapa, os legistas também podem colher amostras de cabelo e unhas do cadáver para analises posteriores. Durante a autópsia externa, os especialistas registram tudo em um diagrama corporal e em anotações verbais gravadas. Assim como é mostrado nos filmes.

2 - Autópsia interna

Dependendo da gravidade do caso, e se a autópsia externa não for capaz de revelar todas as informações necessárias, é feito uma segunda autópsia. Uma mais profunda e detalhada, que é o exame interno completo.

Na autópsia interna, o patologista remove e disseca o tórax, os órgãos abdominais e pélvicos, e caso seja necessário, até o cérebro do cadáver. Não é muito comum examinar internamente o rosto, braços, mãos ou pernas.

O médico responsável, começa o exame pelo tórax e abdômen fazendo uma incisão precisa em forma de Y. Os dois braços do Y percorrem cada articulação do ombro para se encontrar no meio do peito e o tronco do Y fica descendo para a região pubiana. Após a incisão, usando uma serra ou um cortador de costelas, os médicos cortam o longo no limite entre as costelas e a cartilagem. E assim, começa o exame abdominal, retirando todos os órgãos do cadáver.

Quando removido, os órgãos são pesados e examinados individualmente. Geralmente, são colocados em formalina por dias e até semanas, até a dissecção. Caso sejam encontradas algo incomum ou anormal, os patologistas podem preservar essas partes para análises futuras.

3 - Reconstituindo o corpo

Depois de feitas todas as análises possíveis, os órgãos são devolvidos ao corpo. Com exceção, é claro, das peças que serão preservadas para trabalho ou evidências futuras. Assim, o corpo pode ser enterrado ou cremado, de acordo com os desejos da família. O esterno e as costelas também costumam ser colocados de novo no corpo.

Porém, antes de se costurar, com aquela característica conhecida como "ponto de beisebol", o cadáver é forrado com algodão ou algum outro material parecido. Os órgãos que são devolvidos ao corpo, serão colocados em sacos para evitar vazamentos. Feito isso, o corpo é fechado e costurado, e está pronto para ser preparado para o funeral.

Muita gente fica em dúvida se corpos que foram submetidos à autópsia podem ser velados em caixões abertos. Sim, todo o procedimento é feito para que o corpo esteja apto para o funeral, ocultando qualquer tipo de evidência do procedimento.

Enfim, e você, já sabia como funcionava uma autópsia? Conta para a gente nos comentários o que você achou e compartilhe com os seus amigos.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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