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Como é uma cerimônia de iniciação no nazismo?

POR Isabela Ferreira    EM Curiosidades      26/08/17 às 09h56

Entrar na faculdade pode ser o sonho de grande parte das pessoas, uma amostra do início de uma vida bem sucedida e de uma carreira de sucesso, mas obviamente, tudo depende de quem está ali. Sabemos que não adianta apenas estar em uma faculdade, mas que você precisa viver aquilo intensamente, tirar o máximo proveito das matérias que você tem disposição, dos professores que sempre devem estar por ali dispostos a te ajudar e tirar dúvidas. É uma fase complicada e é preciso completo esforço para não acabar se perdendo.

Por outro lado, muita gente entra na faculdade com segundas intenções. Por ser um local em que naturalmente, muitos jovens passam um bom tempo reunidos, é normal que sempre ocorra um processo de identificação entre eles e comecem um ciclo de amizade. Querendo ou não, sempre vão existir aqueles que preferem fazer festas e sair para beber do que frequentar as aulas. Pode ser uma visão estereotipada acerca de universitários, mas não podemos negar que é algo que realmente acontece e que não são exceções.

Também existem os tão famosos e temidos trotes. Muitas faculdades e universidades mantem uma espécie de ritual de iniciação de novos alunos. É algo que não parte da instituição propriamente dita, mas sim de alunos veteranos que julgam ser necessário fazer os novatos passarem por determinados tipos de situação, antes de ingressarem na vida acadêmica. Poderia ser apenas algo agradável e receptivo, mas na maioria das vezes, esses trotes acabam se transformando em rituais completamente humilhantes para quem participa, com casos de bullying, preconceitos, e no pior dos casos, agressão. Ao longo de nossa história, muitos casos que acabaram mortos nesses processos de iniciação já foram registrados.

Bom, por si só esse tipo de evento não é muito agradável, mas o que você acharia se junto a eles, acontecessem também rituais de iniciação nazista? Foi justamente isso que a Universidade de Gloucestershire teve que averiguar. Um vídeo que foi obtido pela BBC há alguns anos atrás, mostra um grupo de 12 estudantes que eram acompanhados por uma outra pessoa, que parecia um "comandante" usando uniforme oficial nazista, botas de couro com cano alto e inclusive, braçadeiras com a suástica nazista.

Os estudantes estavam visivelmente bêbados, todos alinhados contra uma parede e eram forçados a ingerir ainda mais bebida alcoólica. Durante as cenas, alguns deles vomitam antes de prosseguir com o ato. Todos eles estavam usando sacolas plásticas em suas cabeças. Tudo indica que isso fazia parte de uma cerimônia de iniciação aos novos membros do clube esportivo da universidade, mas que era regado de incitação nazista. Em um pronunciamento oficial dado pela instituição, disseram ser possível tomar medidas disciplinares contra os culpados, caso fossem identificados.

Assim que a universidade abriu todo o inquérito, outros estudantes acabaram aparecendo com relatos de outras cerimônias parecidas, lideradas também por um veterano vestido a caráter nazista. Natalie Sutton, de 20 anos, disse que quando entrou para o time de hóquei, passou por uma iniciação onde foi forçada a colocar peixe dentro de seu sutiã e em seguida comê-lo. Conta ainda que precisava ir a um banheiro, onde o vaso sanitário era um balde que já estava cheio de urina de outras pessoas. Muita gente estava por ali, vomitando e chorando.

Ainda no vídeo, é possível ver que mais tarde, o mesmo grupo de estudantes com sacolas na cabeça, aparece em um parque fazendo exercícios de agachamento, ordenados por homens que vestiam camisas pretas, que permaneciam no local também para monitorá-los.

Depois de alguns dias, um aluno da universidade que estava no segundo ano e é um dos membros do clube esportivo, apareceu defendendo a cerimônia, alegando que é o tipo de coisa que acontece há anos e deve ser preservada. Afirma que o líder nazista era uma pessoa superior, que tinha o poder de decisão sobre as tarefas que deveriam ser feitas. Ele ainda diz que "É a melhor e a pior noite da vida de ninguém. Todo mundo quer participar e não é como se você fosse forçado a isso [...] É uma tradição que remonta há mais de 20 anos. Todos nós fomos informados de não falar sobre isso porque estamos sendo censurados pelos chefes de rugby e pela universidade".

Por outro lado, James Durant, representante da universidade, afirma que repudia esse tipo de atitude e que levam muito a sério questões de intimidação e bullying, e que esse tipo de ritual é proibido. Segundo ele: "Fazemos grandes esforços para garantir que nossos capitães desportivos compreendem que os eventos de iniciação que incluem comportamento intimidante ou bullying não serão tolerados". Porém, os estudantes continuam sempre a praticar ações de iniciação nazista do tipo.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

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Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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