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Como eram as roupas íntimas na antiguidade?

POR Júlia Marreto    EM História      20/12/16 às 13h53

Como qualquer outra indumentária, as roupas íntimas tem evoluído ao longo dos anos e se adaptado às exigências que determinada sociedade exige, de acordo com seus gostos, costumes, materiais, etc. Hoje, em teoria, usamos roupas íntimas todos os dias, desde as mais refinada até aquelas de "ficar em casa".

Além de seu propósito original, ainda tem outras funções. Bem, precisamos lembrar que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem.

Para que as roupas íntimas chegassem ao seu formato atual, foi preciso um longo caminho e vários desenvolvimentos, tanto de design quanto de material. Na Roma Antiga, a crença era de que as mulheres tinham o "luxo" de se vestirem com roupas desenhadas pelos próprios deuses.

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A imagem acima mostra strophium, uma roupa íntima desenhada pela deusa Vênus. Como podemos ver na imagem, era uma espécie de "top", que podia ser confeccionado em couro ou linho. Um precursor do sutiã, essa peça tinha como função manter os seios juntos e planos, para se assemelharem ao ideal de beleza da época.

A história conta que Vênus criou essa peça para a deusa Juno ficasse ainda mais elegante. Não apenas, essa peça era acompanhada do subligarculum, uma versão antiga da fralda, que era dobrada e amarrada na cintura, e podia ser usado tanto por homens quanto mulheres.

Essa peça também podia ser feita em linho, couro ou pele de coelho. Sendo que, as duas últimas eram reservadas para os dias de menstruação. Isso, porque em Roma não existia o cone de papiro, uma espécie de o.b. egípcio.

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Com o passar do tempo, as roupas íntimas e vestuário, de uma maneira geral, feminino passou a ficar cada vez mais pesado. Fazendo com que as mulheres parassem de usar as roupas íntimas, com exceção dos dias de menstruação. E, para eles, era usado uma espécie de cinto menstrual, parecido com um suporte atlético, em versão feminina.

Era amarrado na cintura, no qual se colocava capim, feno, palha, lã ou pele de coelho, dependendo da possibilidade de cada uma, para absorção da menstruação. Para a sorte e felicidade das mulheres modernas, no início do século 20, as mulheres começara a usar toalhas higiênicas que, como o próprio nome diz, eram pequenas toalhas.

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Há cerca de, mais ou menos, 600 anos (Idade Média) as roupas íntimas já possuíam um formato muito parecido com o que conhecemos hoje. A imagem acima mostra um sutiã da época, peça descoberta por um grupo de arqueólogos austríacos, da Universidade de Innsbruck.

Essa peça, além de relevante para o conhecimento de alguns hábitos comuns da época, também mostra que, na verdade, o sutiã não é uma peça moderna, criada por Mary Jacobs (espartilhos dos séculos 18 e 19).

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Essa outra imagem, o que aparenta ser uma calcinha, na verdade era uma vestimenta masculina, provavelmente um parente distante da cueca, também do período medieval. De acordo com os historiadores, naquela época as mulheres não usavam roupas íntimas inferiores.

Então pessoal, o que acharam dessa matéria? Encontraram algum erro? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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Júlia Marreto
É a dona de um coração esculpido pela literatura e preenchido pelos bons vinhos de Baco. Guiada nas artes da vida por Ares, possui a discreta delicadeza de um elefante pulando carnaval numa loja de cristais! Movida diariamente pelo combustível da vida: o café, essa garota possui raízes profundas na poesia da vida. É muito séria, mas sabe brincar na hora certa. Ama os animais e detesta filme de terror. Apesar de cantar mal, canta com sentimento. E adora musicais! Sua principal tentativa desportiva é o baralho. Ela gosta mesmo é de coisas antigas, apaixonada pela vida e sonha com o universo. Instagram: , @juliamarreto
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