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Como está Fukushima em 2020, nove anos após o desastre nuclear

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      10/01/20 às 13h48

O desastre de Fukushima aconteceu em 2011, mas ele não é tão lembrado pela maioria das pessoas. Ele é, muitas vezes, nem considerado ou às vezes visto como mais outro Chernobyl. O desastre foi causado pelo derretimento de três dos seis reatores nucleares da usina.

Esse desastre deixou marcas no nosso planeta, principalmente na água, que ainda é altamente radioativa. Os cientistas japoneses estão apenas começando a entender a verdadeira escala do problema, mas ainda está longe de achar medidas para resolvê-lo, o que pode levar décadas.

Esse desastre natural levou a um terrível tsunami, que matou 15.896 pessoas. Ele é considerado o pior de todos os tempos, que já atingiu o país asiático. E foi o segundo desastre nuclear mais grave desde Chernobyl, em 1986.

Fukushima tinha seis reatores nucleares. Em março de 2011, o reator 4 foi reabastecido e os reatores 5 e 6 foram desligados para manutenção. No momento em que o terremoto ocorreu, os reatores 1, 2 e 3 desligaram-se automaticamente e os geradores de emergência foram ligados para continuar fornecendo refrigeração e evitar que os reatores derretessem.

Acidente

Acontece que, em seguida, o tsunami atingiu o local. A onda, que superou 5,7 metros, inundou as instalações e desligou os geradores de emergência. O desastre foi uma tempestade que mostrou o poder da natureza, e apontou possíveis problemas de projeto e falhas nos equipamentos.

Nos dias seguintes ao desastre, houve formação de gás hidrogênio na usina, que acabou inflamando de maneira explosiva. O teto do reator 1, 3 e 4 explodiu, ferindo 16 pessoas. Sem refrigeração, o núcleo derretido e o material nuclear foram liberados para evitar maiores riscos. Algumas pesquisas estimam que, no máximo, a contaminação foi equivalente a 42% do que foram as emissões de Chernobyl.

Apesar do vazamento de radiação, não houve mortes. No total, 37 trabalhadores sofreram ferimentos físicos durante o acidente e dois tiveram queimaduras por radiação. Um ex-trabalhador de estação já morreu de câncer relacionado ao desastre. A evacuação, no entanto, causou mais mortes, com mais de 2 mil relacionadas a pacientes hospitalizados e idosos que morreram de hipotermia, deterioração de condição preexistente, desidratação na evacuação ou em razão do deslocamento a longo prazo desencadeado pelo desastre.

Depois

Hoje, depois de quase dez anos desse acidente, foi feita uma descoberta pelos pesquisadores americanos e japoneses. Eles descobriram que existe uma grande população de animais silvestres, nas áreas em que não existe nenhuma vida humana.

O estudo foi publicado na revista Journal of Frontiers in Ecology and the Environment. Ele é composto por mais de 267 mil fotos da vida selvagem, em 106 lugares diferentes.O período observado foi de 120 dias e foram vistas mais de 20 espécies de animais. Entre as espécies estão javalis, lebres-japonesas, macacos, faisão e raposas e o cão-guaxinim.

Dentre todas essas espécies, as que ficaram mais proeminentes foram aquelas que entravam em conflito, com os seres humanos. Como por exemplo, os javalis.

Vida

Quem liderou a equipe, foi o biólogo James Beasley, da Universidade de Geórgia. Ele também fez estudos parecidos no lugar onde Chernobyl aconteceu. E de acordo com os relatos, Chernobyl é um refúgio para a vida selvagem.

"Esta pesquisa faz uma contribuição importante porque examina os impactos radiológicos, nas populações de animais selvagens. Enquanto a maioria dos estudos anteriores procurou efeitos em animais individuais", diz o coautor Thomas Hinton.

Mas Hinton diz ainda que os resultados da pesquisa não representam uma avaliação da saúde dos animais que estão naquela área.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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